Calor volta a bater recorde em 2010
Geonotícia
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Calor volta a bater recorde em 2010

Geonotícia
sábado, 15 janeiro 2011 18:17

Análises mais detalhadas sobre as temperaturas de 2010, feitas por diversos centros de meteorologia ao redor do mundo, têm sido divulgadas e mostram a mesma tendência: o ano bateu recorde de calor junto com 2005. Na semana passada, resultados do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA foram apresentados. As medições, que são feitas desde de 1880 utilizando dados da superfície terrestre, oceanos e atmosfera, indicam que 2010 registrou uma temperatura 0.8o C mais elevada que a média dos últimos 131 anos.  Os resultados coincidem com outros apresentados pelo Hadley Centre – departamento de meteorologia do Reino Unido – e da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA – do próprio governo americano). A Agência de Meteorologia do Japão no entanto sustenta que 2010 ficou atrás de 2005. O gráfico abaixo mostra a tendência de aumento da temperatura ao longo dos anos nos registros dos quatro centros – legenda na eixo vertical – “Anomalias da Temperatura”. (Fonte: NASA Earth Observatory)

A alta temperatura de 2010 deixou os cientistas particularmente preocupados. Como este tem sido um período em que vigora o fenômeno La Niña, no qual ocorre um resfriamento anormal das águas do pacífico, não era esperado uma elevação tão grande nos termômetros globais. O físico James Hansen, coordenador do Instituto Goddard, disse em entrevista que a tendência de alta deve continuar graças à acumulação constante de gases de efeito estufa na atmosfera. “As temperaturas subiram mais rápido na última década apesar das flutuações anuais causadas pelos fenômenos climáticos El Niño e La Niña”, alertou. De acordo com os estudos da NASA, após 2010 e 2005, os anos mais quentes foram 1998, 2002, 2003, 2006 e 2007, todos empatados em terceiro lugar.

Nos mapas mundi abaixo pode-se ver uma representação das anamolias da temperatura global durante o ano de 2010. As áreas em vermelho representam aquelas onde os aumentos foram bem maiores que a média global. Note que no Ártico, região mais afetada pelo aquecimento, a temperatura registrada alcança até 6oC acima da média. O mapa acima foi elaborado com dados do Instituto Goddard e o de baixo com os do Hadley Centre (fonte: NASA Earth Observatory)  – Clique para ampliar 

 

Texto: Gustavo Faleiros

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