Depois de aplicar multas milionárias em guseiras nos pólos de Carajás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, por comprarem carvão vegetal sem origem legal comprovada, o governo anuncia agora acordos com o setor sob o guarda-chuva da “siderurgia verde”.
A idéia é “reduzir emissões” dando prazo de oito anos – tempo médio de crescimento de um eucalipto – para que as empresas do setor passem a usar carvão vegetal apenas de plantios feitos pelas próprias.
O movimento é interessante, mas vale lembrar que o Código Florestal de 1965 cita em seu artigo 21 que as “empresas siderúrgicas, de transporte e outras, à base de carvão vegetal, lenha ou outra matéria prima florestal, são obrigadas a manter florestas próprias para exploração racional ou a formar, diretamente ou por intermédio de empreendimentos dos quais participem, florestas destinadas ao seu suprimento”.
Saiba mais:
Eucalipto, pinus e mamona
Por uma lei para o carvão
Por mudanças na lei mineira
Carvão esquentado em MT
Extinto comitê do carvão
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Conservar a Amazônia exige cuidar de quem vive nela
A conservação ambiental somente se sustenta no longo prazo quando também melhora a vida das populações que habitam os territórios →
Micos-leões-pretos formam novos grupos após transferência no oeste paulista
Estudo publicado em revista científica analisa o deslocamento de nove animais para reforçar população ameaçada de desaparecer no Pontal do Paranapanema →
Quem são os 20 deputados e senadores eleitos que têm projetos contra UCs
Apuração de ((o))eco revela as propostas que atacam as unidades de conservação que estão por trás de parlamentares eleitos para mais um mandato no Congresso Nacional →
