Reportagens

Desmatamentos e queimadas crescem na Amazônia boliviana

Impulsionada pela ocupação agropecuária beneficiada pela construção de novas estradas que cortam a floresta, a destruição da Amazônia na Bolívia alcança 1,6% do território em 10 anos

Giovanny Vera ·
4 de dezembro de 2012 · 9 anos atrás

*Este artigo faz parte do especial de lançamento do atlas “Amazônia sob Pressão”. Clique aqui para saber mais

Mapa Desmatamento em 50 km de influencia da estrada Interoceânica.Crédito: Herencia

De acordo com Herencia, desde 1985 até 2000 nesta zona foram desmatados 83.607 ha e nos seguintes 10 anos quase 118 mil ha. Até o ano 2002, a taxa anual era de 2,7%, e entre 2001 e 2005 pulou para 4,6%. Levando em conta a construção do trecho Iñapari-Puerto Maldonado, que foi terminado em 2010, a taxa de desmatamento suba até 7,2% durante o quinquênio 2006-2011, afirma o diretor da ONG. A nova estrada promoveu o corte ilegal de madeira e seu contrabando ao Peru. Tanto que em 2008, Julio Garcia, prefeito do povoado peruano Alerta, foi assassinado quando tentou apreender um caminhão carregado de madeira ilegal que vinha da Bolívia.

Leia também:
10 anos de incêndios e queimadas na Bolívia
Bolívia transforma parque na Amazônia em zona petrolífera

  • Giovanny Vera

    Giovanny Vera é apaixonado pela área socioambiental. Especializado em geojornalismo e jornalismo de dados, relata sobre a Pan-Amazônia.

Leia também

Notícias
13 de outubro de 2021

Desmatamento na Amazônia em setembro chega perto de 1000 km², aponta INPE

Sistema de alertas Deter indica que este é o segundo pior setembro da série histórica. Números ficam atrás apenas de 2019, quando os alertas indicaram perda de 1.454 km²

Notícias
13 de outubro de 2021

Área de pasto cresceu 200% na Amazônia nos últimos 36 anos

Atualmente, pastagens ocupam 154 milhões de hectares em todo país, área equivalente a quase todo estado do Amazonas, mostra levantamento do Mapbiomas

Colunas
13 de outubro de 2021

10 livros para mergulhar em conservação, parte 3: o canto do dodô

Dando sequência na série sobre grandes livros da conservação, apresento a obra-prima do jornalista David Quammen, um livro de um não-cientista que qualquer cientista teria orgulho de ter escrito

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta