Notícias

O jacaré-de-papo-amarelo e seu sorriso nada amarelo

O homenageado da semana chegou a correr grave risco de extinção. Felizmente, a caça foi proibida e a população do jacaré-de-papo-amarelo voltou a crescer. Foto: Cláudio Timm

Duda Menegassi ·
17 de agosto de 2012 · 14 anos atrás
Nessa semana, ((o))eco homenageia o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), que, como diz o nome, chama atenção pela cor do papo. Habitante do Pantanal, gosta de lagoas, rios, brejos e mangues e pode ser encontrado, também, no Uruguai, Argentina e leste da Bolívia.  

Na reprodução, a fêmea desova entre 20 e 50 ovos que demoram cerca de 80 dias até eclodirem. Quando o momento do nascimento se aproxima, o filhote vocaliza de dentro do ovo para chamar a mãe e avisá-la que é hora de sair pro mundo. Os recém-nascidos vão direto pra água e se alimentam por conta própria, embora sob os olhares atentos dos pais. E esse é só o começo da vida dos filhotes, pois eles vivem cerca de 50 anos.

O jacaré-de-papo-amarelo mede entre 1,5 e 2,5 metros. Sua alimentação é baseada principalmente em peixes, anfíbios, pássaros e pequenos mamíferos. Essa dieta carnívora é facilitada pelos dentes fortes e a mordida potente. Apesar de predador, o jacaré-de-papo-amarelo não escapa do homem. Ele é uma vítima da poluição do seu habitat e da caça predatória. Chegou a correr grave risco de extinção. Felizmente, a caça foi proibida e a população desses répteis voltou a crescer.

 

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

Leia também

Colunas
13 de fevereiro de 2026

Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil

pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas

Notícias
13 de fevereiro de 2026

Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025

Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV

Análises
13 de fevereiro de 2026

O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática

Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.