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Há que se ver o Cerrado, mistura de sofrimento e vitalidade

É um lugar tão lindo quanto cantam os versos de Guimarães Rosa. Mas para conhecer, tem que ir. Porque o Cerrado merece ser admirado.

17 de setembro de 2012 · 10 anos atrás
  • Adriano Gambarini

    É geólogo de formação, com especialização em Espeleologia. É fotografo profissional desde 92 e autor de 14 livros fotográfico...

“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Guimarães Rosa (trecho de Grande Sertão Veredas)

 

Há cerca de três dias recebi a noticia que a Serra da Canastra está em chamas.  Daquelas queimadas capazes de causar redemoinhos de fogo. De novo. Parece que o cerrado brasileiro vive um dejà vu, e nossa tendência passional é bradar aos quatros cantos: “Até quando o cerrado pegará fogo? Será substituído por soja, carvão, pasto?”

Uma tendência obviamente pessimista e sem luz no fim do túnel. Por isto resolvi compartilhar imagens que mostram um cerrado ainda pleno e vigoroso, com buritizais a perder de vista e campos entrecortados por rios esverdeados. E principalmente, onde pesquisadores como Edsel Junior dedicam a vida à conservação. Àqueles campos e a seus felinos moradores.

Tive o privilégio de sobrevoar com ele e Marina Xavier o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. A intenção era localizar uma onça preta capturada e marcada com colar de GPS pelo próprio Edsel e o veterinário Joares May.

Um lugar tão lindo quanto possa parecer nos versos imortais de Guimarães Rosa. Mas para realmente conhecer, tem que ir. Porque o Cerrado merece ser admirado.

 

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Comentários 3

  1. Eu espero que os indígenas sejam assentados em terras degradadas do entorno, onde eles podem produzir suas roças à vontade. Infelizmente vimos muitas vezes o resultado da entrada de indígenas nas unidades de conservação do sul da Bahia e norte do Rio Grade do Sul, para no falar do litoral de São Paulo e Paraná. A extinção local dos animais de maior porte se segue rapidamente, assim como a venda de madeira. As unidades de conservação não são palco para solucionar os nosso grave problemas sociais.


  2. Israel Gomes da Silva diz:

    Se não tem apoio de partido político, quem está bancando a picanha e a bebida que a liderança está comendo todos os dias no Sahy Vilage Shopping, sendo solicitado apenas Notinhas da comida? Todos os dias um grupo de indígenas vão à praia e aí Shopping, mesmo no frio.


  3. Salvador Sá diz:

    Parabens ao Duda pela materia, me permite concluir que estamos diante de uma nova e muito grave ameaça ao q sobrou, grave pq faz uso de uma causa nobre, mas cheia de equivocos e que está enganando muita gente e não só os próprios índios. A materia fura o cerco de silencio feito pelo ambientalismo seletivo e chapa branca midiatico.