Notícias

Perrier que se cuide

Seguindo o caminho de outras grandes cidades do mundo, Londres resolve banir garrafinhas plásticas de água em locais públicos. Se experiência der certo será usada na Olímpiada de 2012. Veja vídeo

Redação ((o))eco ·
5 de outubro de 2009 · 16 anos atrás

Depois de a cidade australiana de Bundanoon (localizada a 150 quilômetros de Sydney) ter abolido a venda e o consumo de água engarrafada na semana passada, agora é a vez de Londres trocar as garrafinhas plásticas por “máquinas de água”. A iniciativa deve ser colocada em prática ainda este mês, em dois locais estratégicos: a estação de ônibus de Hammersmith e o museu da Tower Bridge. A mudança conta com o apoio das empresas de água londrinas, que ficarão responsáveis pela instalação das máquinas. Se a moda pegar nestes locais, que recebem cerca de 400 mil visitantes todos os anos, a iniciativa será ampliada para as estações de metrô e outros locais públicos, antes das Olimpíadas de 2012. O objetivo é estimular o uso de garrafas reutilizáveis.

 

A iniciativa tem recebido muitas críticas, principalmente sobre a qualidade da água, mesmo após um relatório ter indicado que a água da torneira é 99,99% compatível com as normas nacionais e européias. O setor da indústria de engarrafamento também não gostou da idéia, e alega que a medida lhes causará um rombo de 1,5 bilhão de dólares anuais. Do outro lado, no entanto, estão argumentos pra lá de convincentes em favor da medida: o engarrafamento de água exige 2 mil vezes mais energia para sua produção em comparação à água de torneira, provoca uso desnecessário de plástico e combustível para transporte e apenas 1/3 dos 13 bilhões de garrafas plásticas vendidas no Reino Unido em 2008 para diversos usos foi reciclado.

O vídeo abaixo (sem áudio) mostra como é o funcionamento da “máquina de água”, que enche uma garrafa de 500 ml por 20 pence (cerca de R$ 0,60).

 

Leia também

Análises
15 de janeiro de 2026

Autogestão comunitária como princípio de Justiça Ambiental

Livres consultas recíprocas estabeleceram benefícios econômicos para todos, que assumem práticas ambientalmente corretas sem sacrificar individualidade alguma

Externo
15 de janeiro de 2026

Por que forçar as pessoas a adotar práticas ecológicas pode sair pela culatra

Um novo estudo revela um dilema para a política climática: as pessoas não gostam quando dizem a elas o que fazer

Por Tik Root
Notícias
15 de janeiro de 2026

Saúde na Amazônia precisa ser redesenhada diante da crise climática, defendem pesquisadores

SUS na Amazônia precisa se adaptar às mudanças climáticas, incorporando saberes tradicionais, indicadores locais e estratégias de cuidado ajustadas ao território, apoiam

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.