É fotojornalista. Procura nos seus ensaios fotográficos mostrar o papel do homem por trás da ação e das consequências ambientais. As pessoas tanto causam os desequilíbrios quanto sofrem com ele.

Esparramadas por 2.700 metros na fronteira entre Brasil e Argentina, as Cataratas foram eleitas uma das novas sete maravilhas da natureza por voto popular, coordenado pela New 7 Wonders, organização suíça. O anúncio oficial foi feito na última quarta-feira, dia 22 de fevereiro de 2012.

As cachoeiras compõe um complexo de quase 300 quedas d’água, com um desnível médio de cerca de 60 metros, embora a Garganta do Diabo, a mais famosa e que marca a fronteira entre os dois países, tenha 82 metros de altura. Não é a toa que o nome das quedas, Iguaçu, designe água grande na sua origem em língua tupi.

Do lado brasileiro, as cataratas estão dentro do Parque Nacional do Iguaçu, atração internacional visitada por mais de um milhão de turistas todos os anos.

A água exerce uma atração hipnótica e emociona grupos de turistas europeus ao meu lado. Durante o percurso, uma francesa de meia idade me pergunta para onde vai toda essa água. Penso por alguns segundos sobre a seca na África e respondo a ela que vai para a Usina Binacional de Itaipu alguns quilômetros abaixo, responsável por gerar energia para boa parte do país. Ela agradece e continua sua caminhada sem entender a complexidade daquela abundância natural, deixando escapar: "Na Europa não temos nada que chegue aos pés disso. É muita fartura".

Recolho minha câmera para protegê-la da tempestade de gotas vindas da queda. Preparo-me para conhecer o lado Argentino das Cataratas. “É mais bonito, pois vemos o Brasil, e mais barato também" diz um gaiato no meio do grupo. De fato, os passeios brasileiros são caros. A volta de barco pela Garganta do Diabo custa 150 reais. A eterna rivalidade entre brasileiros e argentinos não seria esquecida na disputa pela beleza que desconhece fronteiras imaginárias, mas que os homens querem mesmo assim dividir.

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