Mirador volta a ameaçar Veadeiros PDF Imprimir E-mail
Reuber Brandão & Verônica Theulen   
14/10/2008, 08:00
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) discute novas datas para a realização dos leilões que irão definir o quanto de energia será negociado até o ano de 2030. Isso é possível, pois a maior parte dos rios brasileiros de médio e grande porte já foi perscrutada em quanto de energia podem gerar e os projetos propostos já possuem previsão de energia instalada.

O Ministro de Minas e Energia afirma a necessidade de mais hidrelétricas, defendidas como fonte de energia limpa por organizações mal informadas ou mal intencionadas. Até o final do mandato, o Governo Federal pretende investir milhões em novas usinas. E se o licenciamento ambiental atrasar o andamento dos projetos, o fantasma do apagão voltará a dominar a mídia em um estalo de dedos.

Os rios do Cerrado ocupam uma posição de destaque para a geração de energia. Nascendo em áreas de Planalto, sua forte correnteza anima a cobiça das empreiteiras. Áreas altas, com valores de precipitação pluviométrica elevados, sobre rochas cristalinas, são locais abençoados em número de nascentes de rios. Estes rios, que descem poderosamente das porções altas em direção às planícies, rompem barreiras do relevo e formam belíssimas cachoeiras. Assim é a região da Chapada dos Veadeiros, onde nascem as águas que irão correr para os rios Tocantins e Paranã, percorrendo os leitos dos seus afluentes, como o rio Preto, o Tocantinzinho, o dos Couros, das Almas, das Pedras e o São Félix. São rios fortemente encachoeirados, muitos deles encaixados em vales profundos, ricos em biodiversidade. Tais rios enchem de ambição os olhos daqueles que não conseguem perceber beleza na natureza, mas se deliciam com grandes obras de engenharia. Desta forma, a retomada do projeto da UHE Mirador não chega a ser nenhuma surpresa, apesar do processo de licitação andar na surdina.

Energia elétrica é essencial. Sem ela, não poderíamos escrever tais linhas. Hospitais, escolas, indústrias seriam impedidos de funcionar. O que se discute não é a relevância do investimento em infra-estrutura no Brasil, e sim que diversos empreendimentos causam mais danos que benefícios. Significam tão somente a privatização dos benefícios e a socialização dos prejuízos. É o caso de Mirador, que irá causar danos em uma área insubstituível para conservação do Cerrado. Que somará impactos com outros empreendimentos semelhantes, que afetam uma vasta região do Cerrado, suficientemente ameaçada.

As hidrelétricas migram das porções mais baixas, onde existem rios de maior porte, como o Paranã e o Tocantins, para apresar rios menores, localizados em porções mais altas.

A questão não é simples. Não é apenas se a UHE Mirador deve ser construída ou não. A questão é avaliar, de forma ampla e crítica, o que significa mais uma UHE na região. A geração de energia de uma UHE é bastante localizada. Mora nas suas turbinas. Já o impacto de uma hidrelétrica deve ser avaliado em escala regional. O mais grave na situação reside no fato de que Mirador irá potencializar os impactos produzidos por outras barragens construídas na região. Embora não possua um espelho de água excepcionalmente grande (5.150ha), a barragem em si e o lago formado irão irremediavelmente interromper o corredor que o rio Tocantinzinho representa, afetando a dispersão de diversos organismos.

Desde 1996, três grandes represas hidrelétricas foram instaladas na bacia do rio Tocantins. A da Serra da Mesa inundou o rio Tocantins, Bagagem, Tocantinzinho e Maranhão, criando um imenso lago de 170 mil ha, que circunda uma vasta região ao sul e a oeste do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV). A Usina de Cana Brava, cuja barragem se encontra no rio Tocantins, inundou também boa parte do Rio Preto, o principal rio do PNCV, onde estão as famosas quedas; a UHE Peixe-Angical inundou o rio Paranã, que circunda toda a região ao leste e norte do PNCV. Entre a UHE Cana Brava e a UHE Peixe-Angical, há o projeto da UHE São Salvador, que afogará boa parte do que resta do Tocantins e do Paranã. A única bacia que ainda não possui barragens é a dos rios Tocantizinho e dos Couros, ao sul do PNCV.

A concentração de grandes hidrelétricas no Tocantins e no Paranã já interrompeu corredores formados pelos rios ao redor do PNCV. O rio dos Couros, que nasce dentro do PNCV (região do Pouso Alto) e entra no rio Tocantinzinho, ao sul, antes da UHE Serra da Mesa, é o único rio livre, que corre desempedido, formando um dos mais importantes corredores ecológicos de toda a imensa área cercada por represas hidrelétricas ao norte. Este é o único rio que ainda permite um fluxo mínimo da fauna aquática e florestal do Parque com seu entorno. Resumidamente, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros encontra-se ameaçado de ser finalmente isolado, especialmente no que se refere à sua biota aquática e às espécies relacionadas a formações florestais associadas a cursos de água.

A porção mais baixa do Tocantinzinho termina na represa da UHE Serra da Mesa (que inundou também partes do rio Bagagem, do rio Maranhão, do rio das Almas e do rio Passa-Quatro, além de outra centena de cursos menores). O rio Tocantinzinho, portanto, já está fragmentado? Sim e não. Sim, porque ele acaba no lago de Serra da Mesa. Não, porque ele ainda possui diversos ambientes especiais que não estão representados nas áreas a montante do reservatório projetado. Por isso, os impactos de Mirador terão grande relevância regional. A perda de hábitats decorrente de Mirador se somará à perda de hábitats causado por este e pelos outros empreendimentos.

É mais um degrau na “escadinha” de usinas dispostas em fila ao longo do rio Tocantins e afluentes principais, formando uma seqüência de grandes lagos. É o nosso Canadá tupiniquim, que se inicia em Tucuruí e termina na Serra da Mesa, incluindo ainda empreendimentos recentes ou em execução, como Estreito, Ipueiras, Lajeado, São Salvador, Peixe-Angical. Com exceção de Tucuruí, todos estes no Bioma Cerrado.

Além do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a UHE Mirador afetará também a APA do Pouso Alto e nove Reservas Particulares do Patrimônio Natural, afogando partes da RPPN Campo Alegre, a maior de toda região. A porção do rio dos Couros que será engolida por Mirador inclui locais onde o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) forrageia, se abriga e se reproduz. Mirador é uma idéia infeliz, localizada em local errado.

Os relatórios de impacto ambiental foram produzidos por FURNAS Centrais Elétricas S/A, uma das maiores interessadas no projeto. Furnas não cita no seu relatório a presença de unidades de conservação afetadas pela da UHE Mirador, nem a presença de espécies ameaças ou raras. A ausência destas informações, de certa forma, pode incentivar investidores a apoiar o projeto, especialmente por significar menor investimento em programas ambientais e menos etapas no licenciamento ambiental.

Distantes centenas de quilômetros do rio Tocantinzinho, somos profundamente envolvidos pelo dia-a-dia. Por sorte recebemos informações sobre o que acontece naquela região através da rede de computadores ou de pessoas como o Peter Midkiff, morador de Alto Paraíso. Sua fantástica simplicidade não impede que ele tenha um apurado senso de cidadania e de coragem de lutar pelo que acredita. O Peter disponibilizou documentos sobre a UHE Mirador e produziu textos que contam o que vêm acontecendo há sete anos na região. Peter pede socorro em uníssono com a natureza do PNCV.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros já é pequeno diante da imensa relevância biológica da região que ocupa, apontada como uma das mais relevantes de todo Cerrado brasileiro. A instalação de Mirador fecha um dos últimos sistemas hídricos da região sem barreiras para a migração de organismos associados aos cursos de água e/ou aos ambientes ribeirinhos, conectando cabeceiras e vales florestados. Além de ter sido reduzido a um tamanho mínimo diante da sua importância, o parque também está perdendo, a cada dia, sua conectividade com outras regiões do Cerrado. Ao longo do tempo, a diversidade protegida no PNCV será apenas uma parcela da biodiversidade que hoje existe lá.

A avaliação dos impactos ambientais associados a Mirador não podem restringir-se apenas à avaliação do empreendimento em si. Devem ser considerados os componentes regionais e estratégicos, incorporando aí as metas de conservação estabelecidas pelo Governo Federal e pelo Estado de Goiás. O foco não deve ser dado apenas à presença ou ausência de certas espécies, mesmo sabendo da relevância dos endemismos existentes na região. Também se deve considerar a presença de processos ecológicos relevantes, dos serviços ecológicos que serão perdidos, das mudanças na dinâmica de movimentação da biota e da possibilidade de colonização por espécies invasoras. Alguns estudos executados em Serra da Mesa nos apontam um quadro do que poderá ocorrer em Mirador: perda de 100% das espécies de sapos associadas a ambientes de fundo de vale; perda de 20% das espécies de lagartos e de 60% dos sapos em fragmentos, mortandade de grandes peixes de fundo de rio, isolamento de populações e perda massiva e irreparável de ambientes importantes para conservação. Esta é a perda visível. A perda invisível, porém mais radical, é a perda de variabilidade genética das populações isoladas, a perda de serviços ambientais e de interações ecológicas responsáveis pela regulação dos ecossistemas. Por causa disso, muitas mudanças podem não ter volta. Pode-se manter certos ambientes, criar algumas normas, delimitar certas áreas, mas mesmo assim, estas áreas estarão empobrecidas do ponto de vista da conservação.

Peter Midkiff concorda que a questão de fazer ou não Mirador não é apenas uma bandeira erguida pelo ambientalismo praticante contra ameaças à conservação. É uma questão de negociação, de avaliação, de planejar o futuro da região.

Há décadas foi decidido pelo setor energético o sacrifício do rio Tocantins para o aproveitamento hidrelétrico, poupando, com isso, o rio Araguaia. No entanto, não foi decidido o sacrifício dos afluentes do Tocantins, nem do Parque Nacional. Manter o que resta de conectividade entre o Parque e outras regiões do Cerrado deve ser entendida como a máxima prioridade, porque o parque é prioridade, é de utilidade publica e é bem da coletividade. Na área do reservatório projetado, o Tocantinzinho apresenta algumas das áreas mais fantásticas e bonitas da região, onde a seca do Cerrado parece nos impregnar. Ficamos com cara de Cerrado ao meio dia devido à falta de umidade. Ainda bem que podemos nos hidratar nas belíssimas cachoeiras do rio dos Couros, vislumbrando os contornos do relevo do Tocantinzinho, enquanto a inundação de Mirador não chega.
Comentários
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Gustavo Malacco 14/10/2008 18:31:48

Prezados (as)

Muito importante as colocações neste artigo, mas infelizmente
a própria academia têm sua parcela de culpa no processo, visto a falta de
estudos mais aprofundados sobre o real impacto destas hidrelétricas para a
fauna silvestre. Conheço poucos artigos no Brasil sobre o tema, mas sobram
professores na academia realizando consultorias para hidrelétricas em Góias e
DF, principalmente da Unb (veja: Serra do Facão, Serra da Mesa, Corumbá,
Queimado, entre outros). Agora até organizações como a FUNATURA, antes
conhecidas por sua luta pela defesa do cerrado, participa de licitações em
grandes hidrelétricas.

Abç,

Gustavo Malacco
Pelo fim do EIA
Rutencio de Valois 15/10/2008 20:16:39

Motivado pelo leitor Gustavo Malacco, expressamos nossa postura em prol da
extinção desses documentos fajutos chamados RIMA e dos inúteis EIA. Qualquer
hidrelétrica, independentemente do tamanho, causa uma série de impactos bem
conhecidos: centenas a milhares de extinções locais e regionais,
descaracterização total dos ecossistemas a jusante e a montante da barragem,
eliminação de áreas naturais cada vez mais escassas e riscos ambientais
gravíssimos que acabam por se concretizar. Daí surgem medidas mitigadoras cuja
implementação depende de muito conflito para que 40% delas sejam postas em
prática. Chega de hipocrisia! O caminho é a boa taxação desses insultos à
ecologia e, principalmente, a abertura da possibilidade de rejeitá-los nas
atuais peças de ficção chamadas audiências públicas. Quem deseja estudar o
pedaço de natureza a desaparecer, que cave mecanismos junto às agências de
fomento à pesquisa em vez de prestar consultorias onde "a priori",
considera-se que o empreendimento sairá do papel. Estudem-se os impactos "a
posteriori", convertam-nos em "custos sociais", comparem-nos com os
"benefícios econômicos" dos empreendedores e com os "benefícios
sociais" da população!
Gustavo Malacco 15/10/2008 21:27:51

Prezado Rutencio,

Acho pertinente suas colocações, mas infelizmente a
pressão das construtoras que financiam as campanhas de nossos presisdentes,
governadores e prefeitos é descomunal. O atual governo e o próximo
(independente se PSDB ou PT) agravará mais a crise ambiental. Hj acredito
apenas na pressão popular, de movimentos sociais para reverter esta situaçào,
mas infelizmente ONG's e academias estão em sua maioria coptadas e servindo aos
interesses do capital. Veja exemplo do estado de Minas Gerais, onde o presidente
do COPAM é indicado pela FIEMG (Federaçào das Indústrias de MInas Gerais),
seria o mesmo que um ambientalista no Ministério da Agricultura. O caminho
atual acredito ser o MP, com ações judiciais. Um exemplo recente em MInas
Gerais, foi a derrota do estado frente a averbação de RL fora da Bacia
Hidrográfica.

Abçs
Carolina Derivi 17/10/2008 13:54:52

Só não entendi pq o título da coluna é "Mirador volta a ameaçar
Veadeiros". Volta pq? O q aconteceu de novo?

Todos os documentos
disponibilzados nesse site, com hitórico do empreendimento, destacam andamentos
até 2005. A partir daí perde-se o rastro. No registro da AHE Mirador na Aneel,
consta ausência de Licença ambiental prévia. E segundo os documentos do
Peter, o primeiro parecer do Ibama em 2003 foi negativo.

Sem licença, não
tem leilão. Então, fiquei sem entender...
Eustáquio Mendes 17/10/2008 15:41:49

"A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) discute novas datas para a
realização dos leilões que irão definir o quanto de energia será negociado
até o ano de 2030..."

Dã!
Peter Midkiff 17/10/2008 19:27:44

Há duas questões sobre o projeto UHE Mirador:

A primeira é a sua
incompatibilidade como a legislação ambiental, que protege as UCs - Unidades
de Conservação.

A discussão neste caso não é sobre os danos nos habitats
e corredores biológicos causados por hidrelétricas (inundam justamente os
vale, a parte mais valiosa, onde a maior parte da flora e fauna vive e
transita). Sabemos que as grandes hidrelétricas fazem isso.

A discussão no
caso da UHE Mirador é se vale a pena preservar, e promover a conservação das
espécies protegidas por um super mosáico de Unidades de Conservação, tendo o
PNCV como núcleo de uma Área Prioritária Para a Conservação... OU NÃO?
Esta é a questão em pauta.

O segundo aspecto é sobre a forma com que os
procedimentos de aprovação e licenciamento de UHEs transcorre dentro do
Governo - MME/ANEEL - EPE.

Tanto os Estudos Ambientais Preliminares de um
projeto de UHE (usada pela ANEEL para a aprovação ou não - de projetos), como
o EIA e RIMA (usada para a aprovação ou não pelo IBAMA), são elaborados por
ordem das próprias empresas interessadas na aprovação e na licitação, o que
leva a um evidente conflito de interesses tendencioso, nada saudável.

Sendo
do próprio Governo, os projetos de UHE deveriam ter seus Estudos Ambientais
Preliminares e seus EIA e RIMA elaboradas pelo próprio IBAMA (, é
lógico.

Em fim, o MME/ANEEL/EPE deveria trabalhar junto como o MMA/IBAMA,
como órgãos do mesmo Governo; o MME não deveria se esquivar do MMA, deveriam
trabalhar juntos, para o bem de todos: proteger as UCs e produzir energia onde
pode.

Alguem tem que levar isso à Casa Civil. Eu já fiz isso, mas sou
ninguem. Disseram que serei informado quando oportuno... (tenho cópia). Desde
2003, me informaram que iriam me informar, tanto na Casa Civil, como no Gabinete
do MME, como na PRGO, não, digo, na PRDF (a mudança da competência daqui na
PR passou da PRGO para a PRDF em dezembro de 2006, aí, meu querido, tá
difícil!).

Meu email é piter.veadeiros@yahoo.com.br .
Tenho
documentação quase completa, desde 2000. Dá um bom estudo de
caso!

Abraços, Peter
EIBH Bacia Alto Tocantins
Peter Midkiff 17/10/2008 20:24:10

Em tempo,o único item que falta no processo UHE Mirador (além das Audiências
Públicas) é o EIBH - Estudo Integrado de Bacia Hidrica, que leva em conta a
soma dos impactos de represamento multiplo nos rios e afluentes em uma mesma
bacia hídrica.

No caso do projeto UHE Mirador, o próprio rio dos Couros do
PNCV seria inundado: é o único rio remanescente, desempídido por UHEs
(corredor biológico) que liga o PNCV com o resto do bioma ao sul, que liga o
Corredor Paranã-Pirineus pelo Ribeirão Cachoeirinha (seria inundado tambem)
até a lagoa Jacuba, P.N. Brasília, Pirineus, etc.

O PN Chapada dos
Veadeiros já se encontra virtualmente cercada por grandes represas
hidrelétricas em série no rio Maranhão (que vira rio Tocantins quando junta
com o rio Paranã)- UHEs Serra da Mesa, Cana Brava e São Salvador. A UHE Peixe
- Angical tambem inundou o rio Paranã, ao nordeste do PNCV. Só falta o projeto
UHE Mirador inundar o rio dos Couros, que fecha o cerco.

Obs: a cota do
nível do reservatório da UHE Mirador iria variar anualmente em 30 metros:
teria tambem a função de reforço hídrico para UHE Serra da Mesa, que pór
sua vêz é reservatório hídrico para estabilizar o rio Tocantins, da UHE Cana
Brava até a UHE Tucuruí, lá no norte.

Ainda não houve Audiência
Pública para UHE Mirador. Silêncio.

Em tempo, ontem, 16.10.2008, as 8:00h
em Cavalcanti (Chapada dos Veadeiros), houve uma "Audiência Pública do
EIBH do rio das Almas" pela empresa RIALMA, interessada no projeto UHE Rio
das Almas, em área Kalunga. A "audiência" foi desqualificada logo no
início por Dra. Ursula, que saio em protesto, pela informalidade e o pouco
tempo da divulgação, entre outras.

O Parque Nacional da Chapada dos
Veadeiros pede ajuda e VÓZ, VÓZ, VÓZ!

Abraços, Peter
anonimo 18/10/2008 19:39:14

sacrificar o Tocantins para poupar o Araguaia?

ainda nao ouviram falar do AHE
de Santa Isabel?

ele deverá acabar com o trecho mais peculiar e um dos mais
ricos em biodiversidade do Araguaia...

o licenciamento corre discretamente no
IBAMA.
Carolina Derivi 20/10/2008 17:35:22

Eustáquio, eu sei ler. Você sabe?

"Sem licença, não tem leilão"
Eustáquio Mendes 21/10/2008 07:55:20

Eu sei ler, vc n conhece a realidade
João Miranda Filho 31/10/2008 07:29:51

Por favor eu gostaria de saber se a reportagen foi feita ai em mirador no
Tocantins e que as palntas são todas irrigadas, porque estou procurando uma
área para prantar sou do sul e entendo de irrigação e algumas coisas mais se
puderem mandar por favor alguma noticia pois gostei da a´rea e pretendo me
mudar hoje eu moro aqui no Maranhão em Imperatriz e atualmente estou me
atualizando pois pretendo mudar e ai achei um ótimo lugar, a reportagem passou
dia 30 de outrubro sobre as terras e irrigação até passou que uma mulher
largou do garimpo e foi pra ai do mais por favor me mande noticias e a honde
fica realmente no Tocantins pois procurei e só achei esta usina do mais muito
obrigado.
Rafael Teixeira 31/10/2008 19:23:34

Nossa, João, essa foi a melhor, você planta o que? Estamos é querendo
defender os recursos hídricos e a biodiversidade da Chapada dos veadeiros, GO.
Tocantinzinho é rio q passa aqui...
plantações
João miranda 01/11/2008 11:54:03

Me desculpem é que eu vi uma reportagem na teve que pessoas foram para este
lugar Mirador no Tocantins e começaram a plantar com irrigação e se possível
me dizer se realmente foi ai,se foi me mandem a localização gostaria muito de
ir visitar muito obrigado
Vani 16/11/2009 08:40:25

O Gustavo sempre critica os estudos apresentados por consultores. Eu concordo
que são mal feitos, eu tambem critico sempre porém, não fico "vendendo o
meu peixe" pois, não trabalho e nem tenho interesse em dar consultorias,
mesmo porque não me acho capacidada a este ponto.
So fico indiginada com estes
profissionais que "metem a lenha" no trabalho dos demais colegas de
profissão e logo em seguida oferece o seu trabalho.
E o que o Gustavo faz,
acho isto inaceitavel...Tenho provas do que estou falando.
E os estudos
apresentados por este biologo também são falhos... critica os outros para
ganhar dinheiro com seus trabalhos, e seus trabalhos não são nada melhores do
que os apresentados por outros profissionais
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