Salada Verde

De extrativistas a tradicionais

Governo entrega terras a extrativistas na Amazônia e encaminha regularização fundiária de tradicionais.

Salada Verde ·
23 de março de 2010 · 16 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

O governo toma hoje duas medidas que merecem atenção. Na primeira delas, terras da União serão cedidas para famílias extrativistas, de pescadores e marisqueiros nas reservas extrativistas marinhas de Araí-Peroba, Chocoaré-Mato Grosso, Gurupi-Piriá, Mãe Grande de Curuça, Mapuá, Maracanã, São João da Ponta, Soure, Tracuateua, no Pará, e de Cururupu, no Maranhão. A outra, envolve a transferência de terras do Incra em unidades federais de conservação para o Instituto Chico Mendes. Assim, diz nota do Ministério do Meio Ambiente, será possível “regularizar a situação fundiária das ocupações de comunidades tradicionais localizadas nas unidades, com exceção de quilombolas”.

O discurso oficial alinhava que, com essas medidas, o governo “garante o direito de acesso a seus territórios tradicionais e uso sustentável da biodiversidade terrestre e marinha da Amazônia, aliando regularização fundiária e apoio ao desenvolvimento local, à preservação do patrimônio cultural e ambiental brasileiro”. No papel, tudo perfeito. Mas é preciso olho vivo sobre a tão falada sustentabilidade das atividades de populações tradicionais e na cessão de terras públicas às mesmas. Afinal, o direito a um meio ambiene equilibrado e de todos os brasileiros, e dívidas históricas com grupos específicos não podem ser pagar com o saldo das riquezas naturais do país.


Leia também

Salada Verde
28 de novembro de 2025

Evento debate caminhos para financiar restauração ecológica e conservação no RJ

Encontro estadual irá discutir Cotas de Reserva Ambiental e mecanismos de financiamento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, nos dias 1 e 2 de dezembro

Notícias
28 de novembro de 2025

Organizações planejam ir ao STF contra derrubada de vetos do PL do Licenciamento

Parlamentares “recriaram” PL da Devastação, ao derrubar 56 dos 63 vetos feitos por Lula na nova lei sobre licenciamento. Manifestação é organizada para domingo

Colunas
28 de novembro de 2025

Oceano ausente nos documentos finais da COP30, mas com avanços em acordos paralelos

A COP30 foi um marco inicial da inclusão do oceano na diplomacia climática, mas falhou ao não dar o destaque que o ambiente marinho merece tanto quanto as florestas

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.