Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Abras – Associação Brasileira de Supermercados e Grupo Pão de Açúcar assinam nesta segunda (3) um acordo para padronizar os testes que detectam resíduos de agrotóxicos em alimentos. A idéia é disparar um movimento para que o maior número possível de supermercados adote o modelo oficial de análises, ampliando a base de dados da agência e futuramente rastreando os alimentos mais contaminados até sua origem, nas lavouras.
O programa governista que mede resíduos de agrotóxicos nos alimentos analisa 160 substâncias em produtos coletados nas redes varejistas. Atualmente, apenas Alagoas está de fora da iniciativa.
O Pão de Açúcar tem um programa piloto para testes desde junho de 2007, verificando resíduos em frutas, legumes e verduras que comercializa. As análises envolvem todos os fornecedores de todas as lojas do grupo. A empresa chegou a contratar agrônomos para verificar e orientar produtores em campo. “O objetivo é ampliar esse tipo de iniciativa”, disse Daniela Jorge, da área de agrotóxicos da Anvisa.
Reunindo os principais grupos do setor, a Abras tem todo o interesse em levar as avaliações de resíduos tóxicos às grandes redes, inclusive porque alimentos contaminados vendem menos. “Queremos criar um modelo comum de análises para o empresariado mercadista, com baixo custo, e sempre em conformidade com a defesa dos consumidores”, disse Sussumo Honda, presidente da entidade.
Saiba mais:
Na pressão por mais agrotóxicos
Venenos ilegais no Sul
Articulação sobre uso de agrotóxicos
Monopólio de agrotóxicos
Leia também
Evento debate caminhos para financiar restauração ecológica e conservação no RJ
Encontro estadual irá discutir Cotas de Reserva Ambiental e mecanismos de financiamento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, nos dias 1 e 2 de dezembro →
Organizações planejam ir ao STF contra derrubada de vetos do PL do Licenciamento
Parlamentares “recriaram” PL da Devastação, ao derrubar 56 dos 63 vetos feitos por Lula na nova lei sobre licenciamento. Manifestação é organizada para domingo →
Oceano ausente nos documentos finais da COP30, mas com avanços em acordos paralelos
A COP30 foi um marco inicial da inclusão do oceano na diplomacia climática, mas falhou ao não dar o destaque que o ambiente marinho merece tanto quanto as florestas →





