Dos gabinetes de Brasília ao fundo do Mar, passando pelo Cerrado e outras paragens, Fabio Olmos e Aldem Bourscheit revelam as últimas notícias sobre conservação e política ambiental.

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Belo Monte, goela abaixo não
23/07/2009, 17:09
Conforme o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), o presidente Lula afirmou ontem a índios, ribeirinhos, membros do Ministério Público Federal e especialistas do setor que o governo não irá impor “goela abaixo” a hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A comitiva foi recebida no Palácio do Planalto, quando apresentou os impactos socioambientas da construção e também apontou a inviabilidade técnica da obra. Conforme o professor do Instituto de Energia e Eletrotécnica da USP, Célio Bermann, o custo da usina deve passar dos 20 bilhões de reais, para uma geração média de apenas 4 mil KW, e não cerca de 11 mil KW, como afirmam os interessados no empreendimento. No início de junho, o licenciamento da obra foi suspenso.

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Comentários
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Respeite a nosa goela, presidente
Paraguassú Éleres 24/07/2009 07:24:18

Causa espanto a metamorfose do político Luiz Inácio Lula da Slva, homem que
saiu da camada mais pobre da população brasileira e de uma das regiões mais
pobres do país. Alçado pelo voto popular à esperança de um governo pelo povo
e para o povo (no dizer do presidente lenhador americano) o presidente operáio
brasileiro aos poucos foi se entusiasmendo com os vinhos, licores e charutos
caros, e vestiu a camisa da elite que explora este país há cinco séculos.
Agora, vem com a ameaça de empurrar a goela abaixo a hidrelétrica de Belo
Monte (outrora denominada de Kararaô mas mudada para Belomnte quando a
indiazinha lambeu com a lâmina do terçado o rosto do presidente da
Eletronorte, no Congresso dos Povis Indígenas,em Altamira). Estudos feitos por
técnicos e professores das universidades brasileiras atestam que em certa fase
do ano a produção de quiluótes será pequena, para justificar um gasto que se
fala de sete a vinte bilhões de reais). Mas esse não é o problema único. A
questão maior é que da riqueza produzida pelos nossos rios amazônicos muito
pouco fica na região. Até a séde da empresa exploradora
("exploradora", inclusive sob o prisma colonialista, diga-se) fica fora
da Amazônia, representando a elite sudestina e planaltina do Brasil, em
desfavor da Amazônia - No momento, quem corajosamente se opõe à
concretização desse mega-projeto e ameaçador é o Ministério Público
Fedetral, mas a população, o indíviduo simples, o homem comum do povo,
também pode atuar mediante Ação Popular, como eu fiz a quando do fechamento
abrupto da barragem de Tucuruí, no rio Tocantins, um gargalo imposto, fechando
a nossa navegação e cujas comportas (que não faziam parte do projeto
original) até hoje não foram construídas. Para os que pensam no progresso
imediato, sem medir as consequêncas ambientais para as gerações futura, tudo
bem. Que se construa Belomonte e se gaste essa dinheirama toda quem poderia ser
direcionada em outros projetos para a região. Mas para os que acreditam que a
Amazônia (sem ufanismo)pode vir a ser o celeiro do mundo, então é melhor
ouvir e discutir com os que entendem da matéria e dentro das vias legais,
encaminhar solução à questão.
Suquinho
Zé Brasil 27/07/2009 13:53:41

Bem, goela abaixo, sem nada, pode até ser... Mas com certeza estão preparando
um suquinho ao estilo "boa noite cinderela" pra facilitar a descida e
tudo ser esquecido no dia seguinte.
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