![]() |
Sem acordo, reunião de votação das emendas apresentadas à medida provisória que complementa o Código Florestal foi adiada para está quarta-feira (29/08). A votação, marcada para começar às 14h, foi adiada para às 15h30 e depois, suspensa para o dia seguinte. Tudo porque não se conseguiu entrar em acordo sobre o destaque aprovado que retira a proteção dos rios temporários. Para cancelar a emenda já aprovada, é necessário que todos os parlamentares da comissão mista aceite que a votação seja revista.
A emenda, de autoria do deputado Geovanni Queiroz (PDT-PA), foi aprovada por 15 votos a favor, contra 12. Na falta de unanimidade, o presidente da comissão mista, deputado Bohn Gass (PT-RS), passou a votação para amanhã, às 8h. Também falta acordo sobre as outras 30 emendas que ainda faltam ser apreciadas.
O esforço que deverá ser feito é que a matéria seja votada o mais rápido possível. Faltam 41 dias para que a medida provisória perca a validade. Se os parlamentares não chegaram a um acordo essa semana, é muito provável que o projeto vire vinagre, o que na avaliação da própria bancada ruralista seria uma perda.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
A Natureza da Conversa #6 – Como mapear e rastrear o gado, a madeira e o ouro na Amazônia
Existem hoje três principais frentes de desmatamento na Amazônia: a pecuária, a exploração ilegal de madeira e o garimpo →
Amazônia registra menor desmatamento em unidades de conservação federais desde 2008
As UCs tiveram 111 km² desmatados em 2026, menor área da série histórica; Na Amazônia, a redução foi de 17%; no Cerrado, de 8%, em 2026, na comparação com o ano anterior →
Políticas alimentares foram ‘totalmente degradadas’ sob Bolsonaro, afirma secretária
Ana Terra Reis, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, fala sobre os desafios da agricultura familiar diante das disputas territoriais em plena crise climática →


