Patrocínio
Tags populares
agricultura
amazônia
ambiente marinho
apps
aves
biodiversidade
cerrado
cidades
conservação
cop15
desmatamento
fauna
florestas
fogo
fotografia
infra-estrutura
licenciamento ambiental
lixo
mata atlântica
mudanças climáticas
pesquisa
política ambiental
reciclagem
sustentabilidade
unidades de conservação
Apoio
Siga O Eco
Especial
Parceiros
| Um dia (mais ou menos) sem carro |
|
|
|
| Bernardo Camara | |||||||||
| 23/09/2009, 07:34 | |||||||||
![]() Na frente assembléia legislativa, um grupo pedala em manifesto organizado pelo Partido Verde Rafael Santiago, motorista do ônibus do Metrô que faz a integração entre os bairros de Botafogo e Gávea, na Zona Sul, fez sua primeira viagem às 5h20. Até largar o batente, não notou diferenças. “Está tudo igual. Nem o trânsito diminuiu, nem aumentou o número de passageiros”. A percepção de Santiago se espalhou pela cidade, para a frustração dos que resolveram aderir à ideia. “Hoje estou indo de ônibus pois acho a iniciativa importante”, disse o engenheiro Ronaldo de Castro, que passou por algumas retenções no trajeto entre Jardim Botânico e Flamengo. “Se as pessoas não pensam coletivamente, fica difícil”. Para dar vazão ao possível aumento de demanda, o transporte público planejou um esquema especial. Trens, metrô e ônibus tiveram sua frota aumentada. Porém, as concessionárias não tiveram trabalho dobrado. Discursos sobre duas rodas ![]() Estacionamento de prédio comercial no Centro: pessoas não deixaram carro em casa O governador Sérgio Cabral também deu suas voltas sobre duas rodas. E o deputado estadual André Lazaroni (PV) reuniu um grupo de ciclistas para rodar pelo Centro até as escadarias da Assembleia Legislativa, onde preside a Comissão de Meio Ambiente. “O que estamos fazendo é uma maneira lúdica de proporcionar uma relação amigável entre motoristas, ciclistas e pedestres”, explicou. “Temos que mudar nossos hábitos”. Apesar dos discursos, a realidade não é das melhores para os cariocas que optam por deixar o automóvel na garagem. Há dois meses, o economista Alex Galvão faz o trajeto Catete – Centro de bicicleta. Leva pouco mais de dez minutos. Mas tem que se arriscar entre os carros. “As ciclovias estão mais pela zona Sul”, diz. Para ir a outros cantos, o caminho é pela rua. O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, demonstrou que a pasta está disposta a entrar na causa. E sem falar em prazos, aproveitou a ocasião para anunciar que os ciclistas devem receber novas pistas. “As ciclovias ganharão mais 200 quilômetros, entre as zonas Oeste, Portuária e Sul”. Difícil adaptação ![]() Nas ruas do Centro, o estacionamento foi proibido. Mais de 200 multas foram aplicadas O Centro foi o ponto principal do Dia sem Carro no Rio. Sem as filas duplas formadas pelas vagas de rua, o trânsito fluiu melhor. A Guarda Municipal aumentou seu efetivo na região e colocou alguns de seus agentes para circular de bicicleta. Mas mesmo com o esquema de orientação, a secretaria especial de Ordem Pública rebocou mais de 90 veículos que pararam em locais proibidos. Foram aplicadas quase 200 multas. Na praça Mario Lago, órgãos da prefeitura e do estado montaram barracas para distribuir folhetos educativos e oferecer serviços de saúde. Por ali, aconteceram algumas atividades culturais. Em Copacabana, voluntários davam dicas sobre como se locomover de bicicleta pela cidade. A prefeitura também inaugurou a “Zona 30”, que estabelece o limite de 30 km/h para o tráfego de veículos nas vias secundárias do bairro. Para Zé Lobo, presidente da ONG Transporte Ativo, as iniciativas valeram a pena. Mesmo sem ter sensibilizado muita gente. “Com a adesão da prefeitura, o evento toma um porte maior. Ano que vem todo mundo já vai saber do que se trata”, acredita. “Já é válido só por ter feito as pessoas pensarem novas formas de se deslocar”. Outros lugares Nas principais capitais do Brasil, o trânsito também permaneceu lento ao longo do dia. Assim como no Rio, alguns políticos de outras cidades usaram transporte alternativo. De Brasília, em cima de uma bicicleta, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, prometeu investimentos na construção de ciclovias pelo país, mas não falou em números. A prefeitura de Curitiba interditou 15 ruas da região central, porém, os transtornos no tráfego fizeram com que elas fossem liberadas três horas antes do previsto. Na capital paulista, a comum lentidão dos veículos não se alterou. Por todo o país, ativistas fizeram campanhas para conscientizar a população. O Dia Mundial Sem Carro foi criado em 1998, na França. Dois anos depois, vários países europeus seguiram o mesmo caminho. Enquanto o Brasil tenta encaixar a proposta em seu calendário, no outro lado do oceano a idéia já se expandiu, se tornando na Semana Europeia de Mobilidade. * Fotos por Bernardo Camara Atalhos Transporte Ativo Semana Europeia de Mobilidade ![]()
|
|||||||||












