Uma rã carioca marcada para morrer PDF Imprimir E-mail
Aldem Bourscheit   
17/07/2009, 17:24
Espere o presidente Lula saber dessa. Mais uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) topou com uma espécie ameaçada de extinção. Segundo especialistas, a pequenina rã Physalaemus soaresi só vive dentro dos menos de quinhentos hectares da Floresta Nacional Mário Xavier, em Seropédica (RJ), por onde cruzará o chamado Arco Metropolitano. As obras já começaram. Pesquisadores avaliam que isso decreta o fim da existência do anfíbio.

Licenciada pelo governo estadual e com anuência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a obra está orçada em cerca de um bilhão de reais para interligar com 145 quilômetros de vias a BR-101, em Rio Bonito, ao Porto de Itaguaí, cortando a Baixada Fluminense (veja aqui). A licença para início das obras veio em junho do ano passado. A maioria do dinheiro é do PAC, além de recursos do governo estadual e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Prefeituras, setor de transportes e comércio estão entusiasmados com as possibilidades de desenvolvimento oferecidas pela empreitada.

Dentro e logo ao lado da área protegida federal, as obras andam a todo vapor. Um centro de triagem de animais silvestres instalado na floresta nacional será deslocado, reconstruído e ampliado. Mas conforme o professor Sérgio Potsch de Carvalho e Silva, do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a movimentação provocada pelo empreendimento dará fim à rã Physalaemus soaresi. Ela só vive dentro daquela reserva, que também abriga outras trinta espécies de anfíbios e parte da Mata Atlântica que outrora cobria as margens do Rio Guandu.

“Há espaço para se deslocar o trajeto da rodovia e salvar a espécie, mas todos os envolvidos na obra não querem discutir a questão. Procuramos a espécie na região e em vários outros pontos do Brasil, mas não a encontramos. Só sobrou ali”, ressaltou.

Além disso, a diminuta soaresi não é uma rã qualquer: foi descrita em 1965 por Eugênio Izecksohn (77 anos), criador do curso de Biologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e responsável pela formação de gerações de herpetólogos (especialistas em anfíbios e répteis) no Brasil. Por questões de saúde, ele não pode ser entrevistado pela reportagem de O Eco, mas tem defendido sua descoberta sempre que pode, como na edição dezoito deste ano da revista Rural Semanal, da UFRRJ.

“Esse anfíbio tem uma voz muito característica e que pode ser ouvida a uma centena de metros. Contudo nem eu nem outros pesquisadores em anfíbios já conseguimos ouvir seu canto em qualquer outro local. Por sua ocorrência em área tão restrita, a espécie em questão é considerada muito ameaçada e figura como tal nos livros atuais sobre espécies ameaçadas de extinção, no estadual, no nacional e no Internacional. Pelas nossas leis, ela já não pode mais ser capturada por ninguém, nem mesmo por mim que descobri e batizei a espécie. O problema é que o projeto do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, incluído no PAC, pretende passar exatamente sobre a FLONAMAX (Floresta Nacional Mário Xavier) acabando com a flora e a fauna nativa da região, fazendo desaparecer pra sempre o Physalaemus soaresi”.

Legislação ferida

Para Potsch, da UFRJ, a continuidade das obras fere a legislação brasileira que protege espécies ameaçadas, põe em risco parte da vegetação remanescente da Baixada Fluminense e faz com que a Ciência perca uma oportunidade para aprofundar estudos sobre a pequena rã. Conforme ele, a movimentação de terras e caminhões durane a obra e a movimentação comercial com seu fim serão fatais para a espécie. “A lei está sendo desrespeitada e poderemos perder uma chance de fazer achados importantes. Hoje, estamos descobrindo substâncias úteis em espécies pouco estudadas“, comentou.

O pesquisador lembrou da Phyllomedusa oreades, perereca do Cerrado de apenas três centímetros cuja pele contém uma substância capaz de matar o parasita causador da Doença de Chagas, e também de anfíbios da Amazônia como a Phyllomedusa bicolor, que secreta substâncias analgésicas já aproveitadas pela indústria de medicamentos. “Se extinguirmos a espécie, nunca conheceremos seus possíveis usos. Além disso, seu desaparecimento pode causar desequilíbrios ecológicos, afetando outras espécies na região”, ressaltou.

Para o especialista em anfíbios e professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) Célio Haddad, o episódio registrado em Seropédica é um crime ecológico pelo qual as instituições públicas deveriam ser responsabilizadas. “Não se pode fazer isso com um animal ameaçado. Não se pode incitar o desrespeito à legislação. Alguém deveria pagar seriamente pela extinção da espécie”, disse. “O local (Floresta Nacional Mário Xavier) deveria ser transformado em um tipo de reserva onde não se poderia mexer, protegendo aquela e outras espécies”.

Conforme Haddad, a Physalaemus soaresi jamais foi estudada sobre os compostos ativos que tem na pele. Também comentou que vários setores têm interesse em travar o avanço do conhecimento científico para, assim, levar adiante projetos que passam por cima da biodiversidade e até do uso futuro de princípios bioativos que podem ser extraídos de plantas ou de animais. “Muita coisa é exterminada antes de ser conhecida. Isso é uma irresponsabilidade, mas travar o conhecimento é fundamental para que não haja elementos para se evitar a degradação. Você só consegue proteger bem aquilo que você conhece”, disse.

Em maio, o presidente Lula criticou abertamente espécies de anfíbios, apontado-as como entraves ao avanço de obras de infra-estrutura no país O discurso não agradou aos especialistas da área. Para Haddad, as obras são importantes para o desenvolvimento nacional, mas é sempre possível adaptá-las para reduzir impactos. “O presidente incitou o desrespeito à legislação, dizendo que bichinho nenhum seria motivo para deter obras. Obviamente elas são importantes para o desenvolvimento do país, mas é possível ajustá-las para se reduzir a degradação ambiental”, disse o coordenador de Ciências Biológicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

As respostas oficiais


Ouvido pela reportagem de O Eco, o diretor de Conservação da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes (ICMBio), Marcelo Marcelino, não soube informar sobre o aval do órgão para a obra do Arco Metropolitano e nem se alguma medida foi tomada para evitar a extinção da espécie. Segundo ele, não foi possível contatar os técnicos com conhecimento sobre o caso, pois estariam em um Congresso de Herpetologia em Pirenópolis (GO), a cem quilômetros de Brasília. “Mas se houver algum tipo de ameaça à espécie, vamos estabelecer condicionantes para garantir sua conservação”, garantiu.

Marcelino também foi questionado se o ICMBio está acompanhando possíveis ameaças a espécies nativas frente ao conjunto de obras do PAC. Conforme ele, o órgão só se manifesta sobre empreendimentos que afetam unidades de conservação e seu entorno imediato. “Estamos atentos e, quando percebemos que alguma obra pode afetar esta ou aquela espécie, podemos atuar para reduzir os prejuízos”, disse.

Consultada por O Eco, a Secretaria de Obras do Estado do Rio de Janeiro informou por meio de sua Assessoria de Imprensa que obras começaram em todos os trechos do Arco Metropolitano e que o mesmo possui todas as licenças necessárias.

A Floresta Nacional (Flona) Mário Xavier foi criada em outubro de 1986, com assinatura do então presidente José Sarney (veja aqui). Antes, desde 1945, era conhecida pela alcunha de Horto Florestal de Santa Cruz, gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. É a única reserva ambiental da sua categoria no estado do Rio de Janeiro, vinculada hoje à administração do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

O chefe da Flona, Dalson Wilian Chain, preferiu não falar por telefone sobre o caso.

Atalhos:
Lista Brasileira de Espécies Ameaçadas de Extinção
Vídeo institucional sobre o Arco Metropolitano

Saiba mais:
As pererecas e os bagres de Lula
Preconceito contra as pererecas
Ensaio sobre a miopia
Em socorro dos sapos
Alemanha protege seus anfíbios
Um vôo pela Baixada Santista
Comentários
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eng.florestal
Eduardo J.Jankosz 17/07/2009 15:28:47

Tem que salvar a todo custo esta perereca!!!!!
Anônimo 17/07/2009 15:30:56

coisas que só o PAC (Dilma) faz para vc
Pererecas
Zé Brasil 17/07/2009 16:12:05

O "Sapo Barbudo" deveria respeitar mais as pererecas...
Pererecas II
Zé Brasil 17/07/2009 16:13:27

... mas nesses assuntos ele já provou que tem cabeça de bagre. Triste, muito
triste...
Anônimo 17/07/2009 16:39:39

...a organização do Chico Bento é o must...
Alaor SC 18/07/2009 06:42:16

Um diretor do ChiBio nao saber nada do assunto pode apontar que o organismo
passou batido por essa, ou esta mal informado mesmo. mas parece que a turminha
da conservacao babou nessa mesmo. que feio para o país "megadiverso"
Desenvolvimento em nome de quem?
Celso Sánchez 19/07/2009 21:15:45

PArabéns pela reportagem! Ela nos faz refletir sobre que tipo de mundo, de
valores e que exemplos éticos vamos deixar para nossos filhos e
netos
abraços
Celso Sánchez - ONG BIOética
Anônimo 20/07/2009 12:44:48

caro anônimo, boas dicas
Anônimo 20/07/2009 17:21:11

processo esses desgraçados, tá na cara que tem pilantragem nessa obra
Anônimo 21/07/2009 08:29:30

a obra é um flagrante de desrespeito à lei, uma vergonha, Ministério Público
neles, Capobianco e Minc
Pessimismo
Thuin 21/07/2009 14:07:03

Odeio ser o pessimista da história, mas olhando no Google Earth, a rãzinha
estaria sobrevivendo, se realmente só na FLONA

A) Entre a Dutra e uma
megacoqueria.
B) Em três áreas isoladas de 250.000m2 cada, separadas entre si
por estradas asfaltadas.
C Morro abaixo de uma plantação de
eucalipto.

Mesmo que não houvesse arco metropolitano nenhum, se o bicho
fosse viável em uma área tão exígua, das duas uma

A) É viável em
cativeiro da mesma forma.
ou, e mais razoável

B) Só foi notado por
coincidência, e milhares de taxa são suprimidos sempre que obras com impacto
muito maior do que essa, das que pululam Brasil afora, são feitas. Quantas rãs
ignoradas pela ciência viviam no entorno da Billings antes do Rodoanel,
"primo" daqui de SP do Arco Metropolitano?

Quanto a personalizar o
assunto pro Lula, como a reportagem fez, meh. Lula é uma porcaria, mas
comparado com a concorrência até que tá melhorzinho. Os ministros do meio
ambiente dele são degolados pelos outros ministros; aqui em SP é o próprio
secretário de meio ambiente que não se cansa de xingar os ambientalistas.
Advogado metido 21/07/2009 15:31:07

Sr. Thuin, seus argumentos são fracos como as condicionantes ambientais da
citada obra. Se a espécie sobrevive em uma poça ou em uma ampla floresta, não
faz diferença, é espécie ameaçada e protegida por lei. Além disso, perdas
anteriores não justificam atuais ou futuras. Espero que ocorra uma
investigação maior sobre este empreendimento, pois o mesmo deveria no mínimo
ter sido licenciado pelo Ibama, pois cruza uma área protegida federal. Está
mais do que claro que esse EIA/Rima é uma peneira. Passar bem.
revoltado 22/07/2009 08:37:14

Sr. Thuin vamos estudar né??

Propor cativeiro como salvação para uma
espécie ameaçada é de doer!!

O pessoal tem que começar a entender que não
é só a espécie de perereca ameaçada....ela também indica a importância do
local!!!

Vamos então seguir o exemplo ridículo e simplista do senhor....pegar
todas as espécies, ameaçadas ou não, colocar no cativeiro e azulejar todos os
biomas!!As espécies estarão salvas....mas o contexto no fundo da privada, do
gigante banheiro que está se tornando o país!!
Que modelo queremos?
Reuber Brandão 22/07/2009 20:08:25

Olá a todos,
Acabei de ouvir uma declaração do chefe do nosso (nosso?) poder
executivo declarando sua revolta contra críticas que alguns mercados (e
produtores) internacionais fazem à carne e à soja brasileira, especialmento
sobre o custo ambiental desta produção. O sr. Lula (que para mim é amigo do
polvo e não do povo), explicitou achar uma bobagem a crítica que o gado está
avançando sobre a Amazônia e que a soja provoca desmatamento. Na sua
mentalidade de sindicalista, isso é discurso de ongs internacionais que servem
a interesses imperialistas que querem conter o crescimento do Brasil. O problema
é que, com essa mentalidade a chefiar o poder executivo do Brasil, qual será o
nosso legado biológico? Quanta informação genética iremos perder nos
próximos anos? O quanto nosso país vai empobrecer por conta da teimosia do
nosso presidente em negar e aprender sobre aquilo que ele desconhece? Nosso
futuro próximo não é nada acalentador. Qual das duas candidatas do PT serão
lançadas para concorer à presidência? O trator de esteira Dilma ou a paladina
do socioambientalóidismo Marina? Falta coragem para atacar o problema de
frente, que é seriedade no planejamento da ocupaçào do território. O que
falta é respeitar e aplicar as leis que temos. Nosso presidente, que fica
indignado com os estudos que mostram que o seu queridinho e eleitoreiro
(im)PAC(to) irá causar declínios de espécies ameaçadas, que decepa impávido
os órgãos ambientais, como este senhor não fica indignado com a absurda
apropriação privada de nossas instituições nacionais, usadas para atender a
solicitações de netinhas carinhosas preocupadas com a situação de desemprego
do pobre namoradinho. Nosso presidente evoca a biografia para defender pessoas
que agem assim. Qual a biografia que ele está contruindo para si? Como ele quer
ser lembrado na posteridade? Ou o que ele busca com esta tese? Hoje é o pequeno
e especial Physalaemus soaresi. O será amanhã?
Homem espécie exótica
Ricardo Machado 06/08/2009 15:42:13

Veja só a que ponto chegamos o Homem, um ser racional por definição, como
espécie exótica no meioambiente. Muitas espécies exóticas começaram a tomar
o lugar de outros seres vivos, diminuindo a biodiversidade, “A introdução de
uma espécie estranha num bioma pode acarretar quebra do equilíbrio ecológico
entre as espécies nativas de determinado ambiente. Quando uma espécie exótica
não se extingue, torna-se em praga gerando a extinção de espécies nativas de
um determinado meio”. Populações estão desaparecendo e podem estar em
perigo de extinção em áreas específicas, como resultado de ações diretas
ou indiretas dos seres humanos.
Renata 06/08/2009 15:47:08

O homem não aprende que deve ser cauteloso, que deve analisar os impactos a
longo prazo e jamais se deixar motivar pela primeira impressão. No caso em que
envolve o ecossistema, essa não é a impressão que fica. Na maioria das vezes,
pela busca intensa por melhores resultados, não vislumbra a possibilidade de
estar afetando, negativamente, um sistema complexo e perfeitamente elaborado
pela própria natureza. Processo esse que merece ser respeitado todos os dias o
ambiente nos dá indícios do quão prejudicial é essa intromissão. O homem,
sempre querendo consertar tudo, com sua peculiar persistência (imprudência),
acaba por incorrer nos mesmos erros. Até quando irá persistir?!
Respeito
Ricardo 06/08/2009 18:17:08

"Quando o homem aprender a respeitar té o menor ser da criação,seja
animal ou vegetal, ninguém precisará ensina-lo a amar seu
semelhante"
albert Schweitzer(Nobel da Paz de 1952)
Ricardo
Instituto
Mario Romañach
Alerta ao crescimento da Barra
Marcello Mello 11/08/2009 08:19:02

Senhoras e Senhores:



Alerta ao Crescimento da Região.





Aqui
na nossa região, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Vargens e demais
áreas, existem condições muito apropriadas para o crescimento humano, sem
escalas. Todos devem saber que o aumento da quantidade de pessoas em algum
lugar, é provocado pelos que ali nascem e pelos que migram de outras
regiões, principalmente para conseguir emprego na construção civil, muitas
vezes superpopulando o local e diminuindo a qualidade de vida dos habitantes
locais. O surgimento de comunidades carentes, como o Rio das Pedras, o
Terreirão e etc. é provocado, em parte pela promessa de emprego temporário em
virtude dos projetos de construção civil. Quando uma construção termina, os
serventes ou pedreiros advindos de regiões mais distantes do país permanecem
aqui e, com o pouco que lhe sobra, constroem barracos em áreas proibidas e sem
fiscalização e convidam os parentes para participar de novas obras. A
transformação do nosso bairro, através destas construções, visa o
surgimento de uma Mega Metrópole, o que é um objetivo de poucos, os
capitalistas poderosos e governantes ambiciosos, e isso só tende a melhorar a
vida destes, e piorar a qualidade de vida da população local em todos os
níveis sociais.

Os governantes e empresários estão decidindo sem
confrontar ou escutar a opinião da população local, não querem saber, só
pensam no lucro.



Será que é isso mesmo que queremos ?



Rezo
para que aos participantes e envolvidos nos eventos faraônicos da região
percebam o que estão fazendo, e tenham uma atitude mais ética, não
desvalorizando a nossa Biodiversidade (CDB – ECO / 92) e os seres humanos que
aqui vivem. Por favor, não contribuam para o crescente aumento populacional,
pelo contrário, vamos procurar meios para conter este aumento, através da
educação e do respeito a nossas crianças. Vamos melhorar a região fazendo
um trabalho social e ecológico, vamos primeiro melhorar as condições de
esgoto, transporte e fiscalização das nossas florestas de mangue e restinga e
fazer parcerias (PPP) com entidades ambientalistas: SOS Mata Atlântica, WWF,
Natura, Boticário, etc. depois vamos ver se da para construir mais casas,
prédios, clubes, mais tubulação, shoppings, etc.



O descontrole é
total, percebo muitos prédios subindo continuamente, acho que não vai parar.
Todo o dia uma duna no areal é derrubada, um mangue é cortado e os répteis,
aves e demais animais e vegetais que ali viviam desaparecem. Não vejo projetos
de resgate de espécies, antes das construções serem realizadas, será que os
engenheiros não sabem que ali existe um patrimônio genético e espécies
ameaçadas de extinção? Será que o Governador sabe? Será que você sabe?




Não vejo protestos, será que todos são coniventes?





Chegou à
hora de acordar, os que aqui vivem precisam defender os nossos filhos que vão
herdar o nosso patrimônio, a nossa natureza, a nossa ética. Vamos tentar
salvar as nossas espécies ameaçadas de extinção.





Aqui existem
condições muito apropriadas para o crescimento humano em detrimento da
natureza.



O Estado tem direitos soberanos sobre os seus próprios
recursos biológicos.







Marcello Mello
acaso
claudio 06/10/2009 08:17:33

Comentando um comentário anterior a rã só foi descoberta por acaso, devido ao
EIA/RIMA ter sido mal feito. Olha-se os lugares mais pobres como se fossem
desprovidos de qualquer interesse ecológico, ambiental ou qualquer coisa que o
valha.
homo sapiens um câncer planetário
Angela Paiva 12/10/2009 13:38:50

Ao acordar e ler este tipo reportagem , me faz refletir, de como viramos pragas,
além de perderem tempo com gatos em bombas para se auto destruirem a p´ropria
espécie, não nos damos por satisfeitos e queremos destruir as que restam e
clamam , ou melhor , literalmente choram por socorro , e nós depois, com a cara
mais lavada deste mundo, nos revoltamos com as enchentes , epidemias, doenças
em larga escala......isto é pouco perto das artrocidades que o ser humano
", uma espécie retrógrada e incapaz de vier em harmon ia com a própria
espécie, nos comportamos como céluas anômalas a todo sistema de defes do
nosso planeta, agimos como o câncer de maneira silenciosa e
impiedosa.....incapaz de repensar uma segunda chance de vida, ou de dar a vida
aos que precisam.....resumo.
Tenho vergona de fazer parte desta esécie
" homo sapiens". Um câncer planetário.
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