Governo é aliado da destruição da Amazônia PDF Imprimir E-mail
Aldem Bourscheit   
31/05/2009, 22:00
Depois de três anos vasculhando informações sobre as ramificações da pecuária nacional, a organização não-governamental Greenpeace acumulou dados suficientes para lançar o relatório A farra do boi na Amazônia. Além de constatar que a criação de gado na região vem provocando a maior onda de desmatamento do globo, a entidade mostra a total ambigüidade entre discursos e ações governistas quando o assunto é preservação da maior floresta tropical do planeta.

Conforme o Greenpeace, o governo brasileiro fomenta a destruição da Amazônia quando destina pesados investimentos diretos e linhas de financiamentos a atividades que provocam desmatamento, além de manter baixa presença do poder público, tanto no fornecimento de serviços básicos quanto em fiscalização contra ilegalidades. Tudo isso concentra a expansão da pecuária na região, onde a falta de “governança” significa terra e mão-de-obra baratas. Em área média anual, a Amazônia brasileira tem a maior taxa mundial de perdas florestais.

A entidade elaborou o estudo a partir de fontes oficiais de dados, com a ajuda de informantes em governos e empresas, seguindo caminhões, realizando sobrevôos, analisando imagens de satélite e muito bibliografia. “Do boi não se perde nada, se aproveita tudo. A cadeia de produtos tem uma complexidade incrível, com o couro figurando como um co-produto da pecuária de grande peso no mercado internacional. Mas, o mais surpreendente, é a quantidade de subprodutos e setores envolvidos. Até pó de extintor de incêndio é fabricado com chifres e cascos de bois moídos, enquanto glândulas são exportadas para laboratórios farmacêuticos na Suíça”, contou André Muggiati, especialista da campanha Amazônia do Greenpeace.

Em quase 30 páginas, o documento relembra fatos divulgados pela imprensa para mostrar que os esforços dos órgãos ambientais e os discursos governistas são mero “verniz verde” frente aos aportes de dinheiro em atividades econômicas baseadas no desmatamento da floresta. Como exemplo, 85% dos US$ 41 bilhões (mais de R$ 80 bilhões) liberados pelo governo em julho do ano passado, para o Plano Agrícola e Pecuário 2008/09, foram destinados à agricultura industrial, diz a ong. Graças a esse tipo de “investimento”, a pecuária é responsável por oito em dez hectares desmatados na Amazônia brasileira.

Ainda de acordo com o relatório, o governo é “sócio” em várias empreitadas que contribuem para a degradação da floresta. Isso acontece com os apoios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedidos a empresas do ramo da pecuária. Desde 2007, empresas responsáveis por mais da metade das exportações brasileiras de carne receberam US$ 2,65 bilhões do banco, em troca de ações para o governo brasileiro. Os frigoríficos Bertin, JBS e Marfrig ficaram com a maior parte do dinheiro público, informa o documento não-governamental. O IFC, braço de empréstimos privados do Banco Mundial, também investiu US$ 90 milhões em um projeto do Bertin. O frigorífico foi multado em julho passado em mais de R$ 3 milhões, por estocar madeira nativa sem licença.

“A participação societária do governo nessas empresas mostra uma grande contradição, pois enquanto apresenta metas para reduzir o desmatamento em negociações internacionais sobre mudanças climáticas, investe pesadamente na ampliação da atividade dessas empresas na Amazônia. Não era surpresa o fato de que esses grupos estimulavam a devastação da floresta, no entanto o governo segue investindo nesses setores, contrariando o interesse da população, que é o da proteção da Amazônia. Isso é escandaloso”, ressaltou Muggiati.

O Brasil possui cerca de 200 milhões de cabeças de gado, o maior rebanho comercial do mundo, e é o maior exportador de carne. Divide com a China a liderança na exportação de couro curtido. Não satisfeito, o governo quer dobrar a participação brasileira no comércio global de carne na próxima década. Ano passado, o comércio de gado no Brasil movimentou US$ 7 bilhões, e o couro representou mais de um quarto desse valor.

Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, anuncia com freqüência que o Brasil se tornará o maior produtor e exportador mundial de itens do agronegócio. Para abocanhar uma fatia cada vez maior do mercado global, o governo vem disponibilizando recursos públicos para expandir o processamento de produtos pecuários na Amazônia. Todavia, o Brasil tem entre cem e 150 milhões de hectares (quase o tamanho do Amazonas) em pastagens degradadas, que poderiam ser aproveitadas para produção. Até o momento, o governo não apresentou nenhum plano para sua recuperação e uso.

Em abril, Carlos Minc (Meio Ambiente) prometeu negociar com o BNDES uma linha de financiamento específica para ajudar a reerguer frigoríficos abalados pela crise econômica. Assim, empréstimos teriam “cláusulas ambientais” e a fiscalização nos abatedouros aconteceria em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Minc também quer uma moratória para a carne ilegal (boi pirata), nos mesmos moldes da moratória da soja, que desde 2006 envolve produtores e exportadores de grãos no compromisso de não comercializar soja de áreas desmatadas da Amazônia. A indústria da exportação vem adiando um acordo.

Comércio de olhos vendados

Depois de rastrear a cadeia de comércio dos produtos da pecuária na Amazônia, o Greenpeace descobriu que marcas conhecidas mundialmente também alimentam o desmatamento com suas compras. Isso ocorre a partir de centenas de fazendas envolvidas em desmatamento ilegal e até trabalho escravo que figuram na lista de fornecedores de gado para os frigoríficos Bertin, JBS e Marfrig. Em seguida, seus produtos são processados em outras regiões do país, com a mistura de produtos legais e ilegais, permitindo uma “lavagem” ao longo da cadeia comercial, até chegarem à exportação.

Empresas famosas como Adidas, BMW, Carrefour, EuroStar, Ford, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Nike, Unilever, Colgate/Palmolive, Johnson & Johnson, Tesco, Toyota, Wal-Mart, Gucci, Timberland e tantas outras compram produtos brasileiros elaborados com desmatamento ilegal, trabalho escravo, invasão de áreas protegidas e terras indígenas. Fornecedores do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido e no Oriente Médio, cujos clientes incluem as forças militares britânica, holandesa, italiana, espanhola e norte-americana, também adquirem produtos da pecuária amazônica. As nações que mais compram são China, Estados Unidos, Itália e Reino Unido. Isso tudo sem descartar o consumo interno crescente no Brasil, onde os supermercados Carrefour, Wal-mart e Pão de Açúcar controlam quase 40% das compras do setor.

“Esperamos que essas empresas deixem de comprar produtos da pecuária amazônica com origem duvidosa. Não se pode afirmar que este ou aquele item tem carne ou couro ilegais, afinal, a cadeia produtiva permite a mistura de produtos “sujos” e “limpos”, mas também não se pode garantir que não tem. E se nós conseguimos rastrear a comercialização, o governo também pode, pois tem ferramentas mais eficientes. Para o gado, já existe um sistema de rastreabilidade oficial, mas ele precisa de ajustes e também contemplar variáveis sociais e ambientais. Consumidores em todo o mundo querem saber se os produtos que compram provocam desmatamento ou se são elaborados com trabalho escravo”, ressaltou Muggiati.

O Ministério Público Federal entrará com ações civis civil públicas contra 22 fazendas que não respeitaram o embargo imposto pelo governo e seguiram com pecuária e outra cobrando danos morais em favor da sociedade brasileira por toda a degradação ambiental provocada pela criação de gado na Amazônia. Também enviou notificações para 72 empresas, incluindo as grandes redes de supermercados, informando-as que, se persistirem na compra de produtos pecuários de origem duvidosa, poderão ser processadas.

O Plano Nacional de Mudanças Climáticas foi apresentado na conferência climática de Poznàn (Polônia), no ano passado, com o compromisso de reduzir em 72% o desmatamento, até 2018. Para atingir essa meta, o país deve obrigatoriamente acabar com o desmatamento ilegal. Conforme o Greenpeace, entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono estão estocados na Amazônia. Logo, destruí-la liberaria o equivalente a 50 vezes as emissões anuais de gases-estufa dos Estados Unidos, comenta o relatório da entidade.

O trabalho do Greenpeace também chega em um momento crítico para as florestas nacionais, pois grupos organizados no parlamento e dentro do governo se articulam para derrubar leis apontadas como entraves ao agronegócio e aprovar outras legislações que, na prática, anistiarão quem desmatou ilegalmente e reduzirão as salvaguardas das matas brasileiras.

Ministério da Agricultura e associações brasileiras de Supermercados (Abras) e da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) foram procuradas pela reportagem, mas não se pronunciaram sobre o relatório não-governamental.

Baixe aqui o relatório A farra do boi na Amazônia (PDF/ 7,7Mb)

Saiba mais:
A Amazônia está virando bife
Caminho livre ao coração da Amazônia
Uma virada (momentânea) de jogo
Lei não cumprida, conservação paga
A taça do mundo é nossa
Mordida de quase 10 milhões de hectares
Comentários
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Anônimo 31/05/2009 20:41:18

"Como exemplo, 85% dos US$ 41 bilhões (mais de R$ 80 bilhões) liberados
pelo governo em julho do ano passado, para o Plano Agrícola e Pecuário
2008/09, foram destinados à agricultura industrial, diz a ong. Graças a esse
tipo de “investimento”, a pecuária é responsável por oito em dez hectares
desmatados na Amazônia brasileira."

Poxa não dava pra mandar uma
fraçãozinha desse dinheiro pro Chico Bento? Nós Analistas Ambientais dessa
fantástica e atuante autarquia estamos ociosos desde o ano passado...

ô
Lula, colabora um pouco com o Chibio!
Anônimo 01/06/2009 07:39:14

governo petista de *****
Fora
Alaor 01/06/2009 07:55:02

Imaginem o pesadelo de um terceiro mandato com essa turminha asqueirosa ou com a
Dilma eleita. Xô pragas!
Anônimo 01/06/2009 08:16:38

O 'exportar ' com pdf de vcs não tem funcionado
Alaor 02/06/2009 05:30:20

a parte mais importante dessa matéria é "Ministério da Agricultura e
associações brasileiras de Supermercados (Abras) e da Indústria Exportadora
de Carne (Abiec) foram procuradas pela reportagem, mas não se pronunciaram
sobre o relatório não-governamental".

Nesse país as autoridades
públicas que promovem a destruição do meio ambiente se dão ao luxo de
ignorar os temas que lhes desagradam, com apoio da opinião pública que só
olha pro próprio umbigo. Parabéns Brasil!
criação de boi
Claudete Mendes 02/06/2009 11:44:05

É brincadeira de "gente grande" mesmo o que acontece aqui na
AMAZÔNIA,mais que as madeireiras,(claro não os defendo),os pecuaristas são os
principais culpados pelo desmatamento nesta região, além de derrubar, queimam,
e destroem tudo para plantar capim.
noticias
temisson 02/06/2009 13:30:28

noticias sobre meio ambiente
noticias sobre meio ambiente
temisson 02/06/2009 13:31:10

é otimo
Governo é aliado da destruição da Amazônia
Crisomar Lobato 03/06/2009 08:32:04

O Zoneamento Ecológico-Econômico é o instrumento legal para manter a
pecuária nas áreas já alteradas (Pará = 23 milhões Ha), evitando novos
desmatamentos. Não podemos esquecer que no Pará, são os Poderes Públicos que
garantem 13 mi ha como Unidades de Conservação de Proteção Integral, entre
elas a maior UC do mundo de PI, que é a Estação Ecológica Grão-Pará com
4.245.819 ha na Calha Norte. Somando UCs de Uso Sustentável, T. Indígenas, T.
Quilombos e áreas das Forças Armadas, alcançamos 60% (75 mi ha) legalmente
protegidos. Precisamos investir na efetiva proteção desse gigantesco espaço
territorial.
Crisomar Lobato.
Democracia? Temos informações: acusamos; e a fome?
Vinícius Leite Lopes 06/06/2009 07:44:12

A questão não é só política; se pensarmos em mudar o governo atual, por
exemplo se fossemos governados por outro partido, não acredito em severas ou
até mínimas mudanças; o que temos é a impunidade e o escalabro da maioria
ganaciosa e rica que influênciam as decisões diante das MP's e demais
decisões político/legislativas. Agora a burocracia no país irrita a todos,
deste famintos a grandes empresários. Todo esse monitoramento, dados e mais
dados e quando chega a nossa vez de expor uma pequena solução ou pelo menos,
estender um braço, nos deparamos com: "espere sua vez, seja educado!"
Com tanta mazelas, o meio ambiente poderá ficar inóspito e nossas crianças
sem florestas e a educação sem sustentabilidade cultural... Estamos
aprendendo? Quão passageiro será tudo isso?
O Brasil precisa sim desenvolver...
Wilson 13/06/2009 05:08:44

O mundo todo cobra a preservação de florestas em nosso Território, mas não o
fazem em seus Países, nem tampouco estão dispostos a pagar pela preservação
em nosso Território... Afinal o que eles querem de verdade? Eles usufruem
amplamente seus Territórios, pois na época em que devastaram florestas em seus
países não existiam essa preocupação com o meio ambiente. O Brasil está
sendo muito penalisado tendo que arcar sozinho com esta responsabilidade de
salvar o planeta preservando suas florestas sem poder explorar. Ora, tanto se
fala em utilizar áreas degradadas... mas o problema é o custo de recuperação
dessas áreas...quem está disposto a bancar??? Atualmente discutimos apenas as
consequencias desse processo, mas para uma solução eficaz e definitiva,
devemos focar a raíz desse problema, e para isso os países desenvolvidos devem
assumir a responsabilidade de dividir os altos custos para a preservação.
Enquanto isso não acontece, nenhum país desenvolvido tem o direito moral de
impedir o nosso crescimento. Sou um cidadão brasileiro, amo este país e quero
que ele tenha o direito de poder desenvolver explorando seus recursos naturais.
Vejam o que estao dizendo na Amazonia
Anônimo 15/06/2009 19:35:45

Leia o restante do texto seguinte e deixe seu recado lá também: "O
Ministério Público Federal do Pará (MPF) se tornou um braço estatal das
Organizações Governamentais Ambientalistas (ONGs) estrangeiras que lutam para
aniquilar a economia brasileira, em especial na Amazônia, principalmente no
Estado do Pará. Como se não bastasse ser contra absolutamente todas as obras
de infraestrutura necessárias ao Estado, o MPF decidiu partir diretamente para
a destruição das cadeias produtivas, iniciando pela madeira e, agora, passando
a centrar fogo na indústria da carne."

Veja e deixe um recado lá também:
http://www.folhadoprogresso.com.br/folha3br2/modul
es/eNoticias/article.php?articleID=785
O direito de desmatar
Anônimo 15/06/2009 19:42:27

Desde 2000, o Brasil destruiu uma área maior que a Coréia do Sul, um país em
que 99% do povo é alfabetizado, com o 25o. IDH do planeta, e uma mortalidade
infantil mínima. Detalhe, a população da Coréia do Sul é o dobro da
população da Amazônia: 50 milhões de pessoas. Por que precisamos tanto
desmatar? Apesar de termos a maior floresta do planeta, também temos uma das
maiores áreas desmatadas por pessoa. Não temos mais o direito de desmatar.
progresso
sharley 30/08/2009 20:46:30

o progresso nao pode de maneira neNHUMA SER FREADO COM A DESCULPA DE
PRESERVAÇAO DE MEIO AMBIENTE,nao vou deixar de comer uma picanha de uma vaca
que foi criada na amazonia só por causa que um pouco de mato foi retirado para
fazer paastagens
Estou chorando de tristeza
milena 14/09/2009 10:21:51

ESTOU CHORANDO DE TRITEZA AJUDEM CADA UM FAÇA A SUA PARTE VAMOS AJUDAR RAPIDO
SE NAO NOS NAO VAMOS TER NEM AGUA PARA BEBER
Amanda 07/10/2009 13:01:09

Não destruam a nossa natureza, num futuro próximo vamos precisar muito dela.
por que nao se consegue acabar com a destruiçao da
Silverio de carvalho félix 20/10/2009 09:23:40

é o seguinte eu, eu acho que está faltando, mas segurança da parte do
ibama:
por exemplo, o grupo dos sem terra,
eu acho que o governo deveria
doar, ou emprestar um terreno para que eles possam plantar, assim acabaria com
manifestaçoes, dessas pessoas, acho que também, seria necessario a presença
de mais fiscais do ibama para fiscaqlizarem a área, assim ficaria mais dificil
de ocorrer o desmatamento,
sem contar que iria gerar emprego para muita
gente...
A SABEDORIA CONSTRÓI; A IGNORÂNCIA DESTRÓI
Jeovah de Moura Nunes 26/10/2009 17:14:27

Não é de hoje que a Amazônia está sendo destruída pela ignorância dos
brasileiros. E isto não terá fim. Ou melhor terá o nosso fim. Porque a selva
Amazônica é um regulador que equilibra as estações do ano no Brasil e
quiçá na América do Sul. Com a destruição, nós também seremos em breve
destruídos, porque não se poderá viver, respirar, num ambiente preparado para
nós, e que em contrapartida está sendo destruído. O planeta geme e nós
morremos vítimados por temporais, terromotos, chuvas demasiadas, furacões,
tornados, invasão marítima (as águas cobriam todos os continentes antes de
congelarem nas calotas), neste caso teremos que viver em cima dágua para
sempre, porque este planeta chamado Terra, deveria ser Planeta Água, porque,
caros amigos, aqui predomina a água e ela buscará o lugar dela, graças à
destruição que nós começamos e não acabaremos enquanto não morrermos. Que
fim trágico, hein? E viva a humanidade destruidores de sua própria morada!
Talvez não tenha solução para o desmatamento
Anderson Júlio Ferreira 19/11/2009 13:47:04

De tanto ler e acessar matérias sobre o desmatamento da amazônia, cheguei a
uma conclusão: Será muito difícil controlar o problema de desmatamento, pois
o que adianta poucas pessoas importarem com essas catástrofes, sendo que a
maioria delas não podem resolver esse problema. Já as pessoas que são muito
ricas são empresárias e os governos estes podem tomar providências para o
desmatamento, mas estes não preocupam com a natureza e só pensam em dinheiro e
em aumentar o capital, portanto, não existe solução para controlar totalmente
os problemas ambientais, mas tem maneiras sobre como cada indíviduo deve argir
para não contribuir com o desmatamento. Exemplo: Não comprando produtos que
sejam provinientes das matas e das florestas, Não instalar empresas como
frigoríficos, lavouras, hidrelétricas, nas florestas. Enfim, para preservar a
natureza não basta somente comentar sober esta questão, mas também e
necessário a colaboração de todos com a preservação da natureza.
TUDO SERÁ COMO ONTEM, OU ANTEONTEM
Jeovah de Moura Nunes 30/11/2009 08:17:58

Apesar das revanches da natureza na tentativa de equilibrar o clima, o Brasil,
numa atitude muito própria de políticos amadores e inconseqüentes, continua
permitindo a destruição da floresta amazônica e outras florestas pelo país
todo. Já não resta quase nada da mata Atlântica. Nossos políticos não fazem
leis duras, não se preocupam com o negro futuro e cada dia que passa, todos
nós vamos ao encontro de nosso dia de cão, quando os temporais, os tornados,
as chuvas devastadoras, enchentes, telhados que voam, o mar que invade cidades
litorâneas, enfim, o caos que poderíamos chamar de “vingança da
natureza”, porque moramos num planeta que tem vida própria e nunca necessitou
de seus moradores bípedes e “inteligentes”. Somos tão inteligentes que
nunca prognosticamos este futuro que chegou ameaçador para nós e nossos
descendentes. Somos seres merecedores da revanche planetária porque nossas
intenções era a destruição desde o início.
Talvez a destruição do
planeta vá ocorrer pela extraordinária bondade de nosso Paizão. Nós jamais
morreremos porque somos espíritos, semelhantes ao nosso Deus. A diferença é
que Ele deseja que nós aprendamos com os nossos próprios sacrifícios, isto
porque sem sacrifícios nada se aprende. A destruição do planeta levar-nos-á
ao sacrifício e através deste aprendizado seremos, em outro planeta semelhante
à Terra, bem mais educados e amantes da natureza. O próprio índio já teve a
sua experiência em milhares de vidas e hoje o respeito à natureza não é um
mandamento, mas uma prática comum. Sei que boa parte de meus leitores
entenderão o que desejo passar, outra parte apegada às profecias e lavagens
cerebrais discordarão como sempre. Não ligo, porque cada um é livre para
viver a sua própria filosofia, desde que não seja, é claro, a filosofia da
destruição. Porém, o que tem prevalecido é justamente esta filosofia. E para
o Senhor de todas as coisas se seus filhos querem a filosofia da destruição
serão totalmente atendidos, porque para Deus um planeta é um grão de areia no
espaço, embora seja a casa de seus amados filhos vivendo na carne. Nós não
cuidamos com dedicação e amor desta nossa casa doada por Deus. Tudo que estava
aqui à nossa disposição foi depredado e estraçalhado de forma odiosa e não
construtiva. Portanto tudo será como ontem, ou anteontem.
Amazônia destruida e sensura volta a tona.
André Luiz 28/01/2010 05:38:08

COMUNICADO GERAL



A COISA ESTÁ FICANDO PRETA - PATRULHAMENTO
GERAL:

O primeiro jornalista a sofrer cerceamento do direito de bem
informar, em consequência dos seus verdadeiros, contundentes e procedentes
comentários contra os desmandos do atual governo, foi o Boris Casoy. De acordo
com o noticiário da época, ele foi demitido a pedido do próprio
Lulla.
Entretanto aos olhos dos menos atentos, a coisa vem se agravando de
maneira avassaladora e perigosa, senão vejamos:
O Programa do Jô, tirou do ar
(sem dar qualquer satisfação ao público) o quadro "As Meninas do Jô"
que era apresentado às quartas feiras onde as jornalistas Lilian Wittifib, Ana
Maria Tahan, Cris tiana Lobo, Lúcia Hippólito e por vezes outras mais, traziam
à público e debatiam todas as falcatruas perpetradas por essa corja de
corruptos que se apossou do país. As entrevistas sobre temas políticos não
têm sido mais levadas a efeito atualmente. Virou um programa de amenidades e
sem qualquer brilhantismo.
O jornalista Arnaldo Jabor, considerado desafeto
pelo governo atual, vem sofrendo, de forma velada e sistemática, todo tipo
retaliação. Já foi processado, condenado, amordaçado e por aí vai. Sua
participação diária, às 07h10 na Rádio CBN tem se limitado a assuntos sem a
relevância que tinha, haja vista que está impedido de falar sobre assuntos que
envolvam a política nacional e o atual governo.
A jornalista Lúcia
Hippólito, que tinha uma participação diária, às 07h55 na Rádio CBN, não
está mais ocupando o microfone da emissora como fazia e nenhum comunicado foi
feito pelo âncora do horário, o jornalista Heródoto Barbeiro.
Sorrateiramente, colocaram-na como âncora em outro horário, onde enfoca
matérias mais amenas e sem a habitual, verdadeira e procedente
contundência.
Diogo Mainard, da Revista Veja, além de processado, vem
sofrendo várias ameaças de morte por parte do jornal do MR-8 (que faz parte da
base aliada ao Lulla) e de integrantes dos chamados "Movimentos
Sociais".
O jornal "Estadão" de São Paulo está sob forte censura
governamental há pelo menos 60 dias.
Pelo que se vê, Fidel Castro está
fazendo escola na América do Sul. O primeiro a colocar em prática estes
ensinamentos, aniquilando o direito de imprensa foi Hugo Chaves, e pelo andar da
carruagem o nosso Presidente está trilhando pelo mesmo caminho.

Constitucionalmente:
Onde está o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
Onde
está o LIVRE DIREITO DE MANIFESTAÇÃO.
Onde está a LIBERDADE DE
EXPRESSÃO
Onde está a LIBERDADE DE UMA NAÇÃO.
Segundo comentário feito
pela jornalista Dora Kraemer, no Estadão de Domingo. Destaca-se o seguinte
trecho que transcrevo: " Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos
pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à
medida que se apresentem as oportunidades..
ESSE TEXTO DEVE-SE TRANSFORMAR NA
MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU!
ACORDA BRASIL, ENQUANTO É
TEMPO, E REAJA! ESSE NÃO É O BRASIL QUE QUEREMOS PARA NóS E NEM TÃO POUCO
PARA NOSSOS FILHOS...

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que
você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire
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