|
![]() |
Em um Audax como o de Holambra, as paisagens são incríveis (veja as fotos do Marcelo Assumpção abaixo ou neste link), mas é impossível deixar de prestar atenção no asfalto – e, consequentemente, nos animais mortos no caminho. Este blogueiro, que percorreu 200 km, contou 10 aves, oito cobras, um tatu e um roedor grande difícil de identificar. Ao todo, foram 20 corpos no caminho percorrido em pouco mais de 12 horas. Dá um corpo a cada 10 km. Mesmo considerando que alguns, como o do tatu, já deveriam estar lá por mais de um dia, considerando o cheiro e a quantidade de formigas presentes, a quantidade impressiona. E incomoda.
O tucano é uma ave linda. Encontrar um jogado na grama, provavelmente atingido por um caminhão, embrulha o estômago. O da foto foi avistado no final de uma subida, pertinho desta coral em que é possível ver até as marcas do pneu. Ela se arrastou até a beira do asfalto após ser atingida, mas, quando fotografada, estava estática, seca, dura. No trecho em questão, como em tantos outros, carros e caminhões passam sem nenhuma consideração por limites de velocidade ou respeito à vida.
Leia também
Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil
pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas →
Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025
Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV →
O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática
Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades →



