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Vista Geral da subestação Cuiabá (MT) da Linha de Transmissão Catxerê. Foto: Divulgação/Ministério do Planejamento.

Vista Geral da subestação Cuiabá (MT) da Linha de Transmissão Catxerê. Foto: Divulgação/Ministério do Planejamento.

A segunda edição do relatório “O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 – Oportunidades e Desafios” foi lançada ontem (12) em São Paulo. O estudo faz uma análise crítica da eficiência do modelo energético e afima que um quinto da energia produzida no país é desperdiçada durante a transmissão da energia até os centros de consumo.

Essas perdas de energia, diz o documento, aumentam 5% a tarifa média paga pelo consumidor. A conta foi feita em 2007 pela auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).  Segundo o levantamento, as perdas no sistema de transmissão de energia elétrica não chegam a 6% no Chile e, na Europa, estão em 7%.

“Além de demonstrar o cenário alarmante de desperdício de energia elétrica no Brasil, [as conclusões] tornam questionável a estratégia da atual matriz energética que, em vez de priorizar programas de combate de perda de energia elétrica nas linhas de transmissão, busca sanar a demanda de energia por meio da construção de outras fontes de geração, como novas hidrelétricas que, além de absorveram significativo montante de recursos públicos, dinheiro dos contribuintes, implicam em significativos impactos socioambientais”, diz Oriana Rey, assessora do Programa Eco-Finanças da Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e autora de um dos capítulos do relatório.

O documento afirma que “os impactos e riscos socioambientais de hidrelétricas são tipicamente subestimados ou mesmo desconsiderados nos estudos inventários de bacia e relatórios de impacto ambiental (EIA/Rimas) e, portanto, nas análises de viabilidade econômica dos empreendimentos”.

Os autores das 93 páginas pertencem às organizações não governamentais (ONGs): Instituto Socioambiental (ISA), Greenpeace Brasil, Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, International Rivers – Brasil, Amazon Watch e com o apoio da WWF – Brasil e dos especialistas professores Célio Bermann, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e Philip M. Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). O prefácio é assinado por Marina Silva.
 
Lançado pela primeira vez durante a Rio+20 o relatório “O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 – Oportunidades e Desafios” pode ser lido na íntegra aqui.