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BR-163: longe de ser sustentável
24/11/2008, 15:17

Desde de 2006, o governo Lula vem repetindo a ladainha de que a rodovia  Cuiabá - Santarém, a famosa BR 163, é um exemplo de sustentabilidade. Ali foram criadas gigantescas unidades de conservação, como as Florestas Nacionais de Jamanxin, Altamira e Trairão, que juntas somam mais de 10 milhões de hectares protegidos. No entanto, números do Inpe levantados pelo O Eco mostram que nos três últimos anos, as áreas protegidas ao longo da BR 163 estão no topo entre aquelas com maior número de focos de incêndio.

O caso da Floresta Nacional Jamanxin, com 1.3 milhão de hectares no município de Novo Progresso, é dos mais significativos. Desde que foi criada em 2006, ela é a campeã nacional de queimadas. No grafico ao lado é possível ver que o número de focos de incêndio vem diminuindo, mas este ano Jamanxim só perde em quantidade de queimadas da Chapada Diamatina. 

 A mesma tendência demonstrou o Imazon em seu último boletim Transparência Florestal na Amazônia. De acordo com os dados do Instituto, em setembro, a Flona Jamanxin e Altamira, além da Reserva Biológica das Nascentes da Serra do Cachimbo, estão entre as 5 unidades de conservação com maiores índices de desmatamento.

Para ter um retrato completo do que está ocorrendo às margens da BR 163, O Eco preparou um mapa interativo que mostra com fotos e dados dos focos de calor a dimensão das queimadas e desmatamentos nas Flonas Jamanxin e Altamira.

CLIQUE AQUI E BAIXE O MAPA (Arquivo KMZ 227 kb, abra com Google Earth) 

Veja no vídeo abaixo o que vc pode ver no mapa

Quando o arquivo estiver aberto no seu Google Earth, clique diretamente nos ícones de "O Eco" e nas  "Fotos 1, 2..." para ver o conteúdo.

Utilize também o painel 'Meus lugares' para ver todo o conteúdo. Abaixo, tudo o que você pode ver no mapa:

- Fotos e dados;

- Imagens georeferenciadas;

- Queimada de agosto de 2008 (imagem de satélite sobreposta - Sensor MODIS)

- Focos de incêndio entre 1º de agosto e 30 de novembro (focos captados pelo Inpe; clique nos ícones vermelhos para ver dia, hora e vegetação afetada)

VEJA MAIS SOBRE INCÊNDIOS NAS UCS NO MONITOR O ECO

Comentários
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Anônimo 09/04/2009 19:22:41

E essa amasonia que sustenta seus luxos. Epaga as faculdades de seus filhos


e dai que vem a comida que vcs poen na mesa ok
se liga meus amigos
ney 09/04/2009 19:25:40

e dai que vem a comida que vcs poen na mesa
Anônimo 10/04/2009 03:11:27

nao e nao - http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/
20016-celeiro-do-mundo-comida-importada

pare de falar bobagem mal informado
Grupos favoráveis ,e grupos contrários.
AdairLéo Dallagnol 18/04/2009 18:43:54

Gostaria de ver uma reportagem sobre grupos favorávei e de grupos contrários
ao asfaltamento da BR 163 e qual o embasamento juridico defendido por cada
grupo.
Se atendido agradeço.
Adair.
Na contra-mão
Letícia Pinheiro 13/11/2009 05:59:09

Se nós formos apostar que nossos filhos só irão comer e estudar se tiverem
floresta pra queimar, então pela lógica, prevendo uma tecnologia futura.
nossos netos e bisnetos e... irão comer algo gerado das cinzas e da
desertificação.
Contudo não acredito que será assim, o trabalho e os
esforços de tantos não será em vão. Acredito que a história prova que não
vale a pena continuar por essa via. E que além de não valer a pena, nós
podemos tomar outro rumo e conciliar desenvolvimento econômico e
sustentabilidade ambiental. Acredito que uma hora o trem entra no trilho,
porque essa é a direção certa. E o homem com toda tecnologia e inteligência
chegará a um consenso, mesmo porque agora é uma questão de preservar as
matérias primas que movem a economia globalizada. Que movimenta essa máquina
fantástica que põe comida em nossa mesa e gera estudo para os nossos filhos
através do trabalho.
As letras dizem tudo
Edemar 19/01/2010 21:54:10

Amigo do primeiro comentário. Sua postura anonima, suas letras mal escritas e
sua opinião paupérrima dizem muito sobre sua posição. A Letícia colocou, de
forma educada e baseada numa lógica simples e brilhante, a solução para um
mundo melhor. Soja é comida para cavalo estrangeiro (mais de 80% do que é
produzido é destinado a esse fim) e não alimenta ninguém no Brasil. O trigo,
a matéria prima do pão nosso de cada dia, é quase em sua totalidade
importado. Com tecnologia, bom senso e sensibilidade, países com extensões
rídiculas de terra abastecem seus povos com fartura. Não precisamos de mais
terra para plantar e sim de mais produtividade, ou seja, que muito tem a ver com
a competência do produtor. Não precisamos matar para viver, isso foi há 10
mil anos atrás, era de onde suas opiniões devem ter saído. Sou jornalista de
Curitiba, escrevo para a maior revista de infraestrutura do país e também
defendo a idéia de que desenvolvimento nada tem a ver com destruição. O
primeiro é necessário, o segundo apenas um reflexo da ignorãncia cega.
Parabéns ao Eco, fonte séria e confiável de pesquisas para meu trabalho, e,
quiçá, para aqueles que desejam evoluir e tentar frear a estupidez que
contamina boa parte da humanidade.
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