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Fogo na Floresta Nacional do Jamanxin

Uma das áreas símbolo do ordenamento territorial da Amazônia, Jamanxim, na beira da BR-163 está queimando há pelo menos 2 meses. Mapa interativo mostra fogo em UCs do país.

Andreia Fanzeres ·
31 de agosto de 2008 · 14 anos atrás

A Floresta Nacional de Jamanxim, uma das unidades de conservação mais desmatadas de toda a Amazônia, também registrou focos de calor. De acordo com a Nota PREVFOGO nº 163 de 29/08/2008 está ocorrendo incêndio no interior da FLONA. Os focos detectados na UC estão sendo repassados via e-mail para a Flona. Os técnicos da Unidade estão num curso de fiscalização Com mais de 1.3 milhões de hectares criados para barrar o desmatamento no eixo da BR-163 (Cuiabá-Santarém), a área já perdeu 9.200 hectares desde 2006. Abertura de estradas clandestinas, retirada ilegal de madeira e, claro, o fogo são os responsáveis pela destruição. O alerta do Prevfogo foi recebido pela equipe de apenas duas gestores do Instituto Chico Mendes responsáveis pela floresta nacional, que pouco podem fazer com parcos recursos e imensas distâncias em relação à unidade de conservação. De acordo com a chefe da Floresta Nacional do Jamanxim, Jully Brizolla, o alerta de focos de calor foi repassado para a divisão de fiscalização do Ibama, a fim de que fiscais em atuação na região possam verificar a extensão dos danos. Lotada em Santarém, a cerca de 230 quilômetros da unidade, diz que demoraria dois dias de viagem para chegar até lá, se pudesse. Segundo ela, existe a intenção de transferir a gestão da área para a cidade de Novo Progresso, mas ainda nenhuma previsão concreta. (Boletim Ibama e A.Fanzeres)

Veja mapa interativo de Fogo nas UCs.

  • Andreia Fanzeres

    Jornalista de ((o))eco de 2005 a 2011. Coordena o Programa de Direitos Indígenas, Política Indigenista e Informação à Sociedade da OPAN.

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Comentários 3

  1. Eu espero que os indígenas sejam assentados em terras degradadas do entorno, onde eles podem produzir suas roças à vontade. Infelizmente vimos muitas vezes o resultado da entrada de indígenas nas unidades de conservação do sul da Bahia e norte do Rio Grade do Sul, para no falar do litoral de São Paulo e Paraná. A extinção local dos animais de maior porte se segue rapidamente, assim como a venda de madeira. As unidades de conservação não são palco para solucionar os nosso grave problemas sociais.


  2. Israel Gomes da Silva diz:

    Se não tem apoio de partido político, quem está bancando a picanha e a bebida que a liderança está comendo todos os dias no Sahy Vilage Shopping, sendo solicitado apenas Notinhas da comida? Todos os dias um grupo de indígenas vão à praia e aí Shopping, mesmo no frio.


  3. Salvador Sá diz:

    Parabens ao Duda pela materia, me permite concluir que estamos diante de uma nova e muito grave ameaça ao q sobrou, grave pq faz uso de uma causa nobre, mas cheia de equivocos e que está enganando muita gente e não só os próprios índios. A materia fura o cerco de silencio feito pelo ambientalismo seletivo e chapa branca midiatico.