Araucárias em chamas PDF Imprimir E-mail
19/08/2009, 17:12
Fala-se diariamente sobre os desmatamentos e incêndios na região amazônica. Poucos se importam com o que ocorre em outros biomas, ou grandes ecossistemas do país, mesmo naqueles que já estão nos seus estertores finais. O Brasil tem pouco mais de 100 mil hectares de araucárias restantes, quase exclusivamente nos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Nestes dias resolvemos passear até São José dos Ausentes e mostrar as maravilhas que por lá existem a dois turistas: uma norueguesa e um peruano. Escolhemos ir por Urubici, Bom Jardim da Serra e finalmente para o município de São José dos Ausentes, onde ficamos em uma pousada perto do Cachoeirão dos Rodrigues, dos rios que correm paralelos e do cânion de Monte Negro, já no estado do Rio Grande do Sul.

A viagem de Florianópolis até Bom Jardim da Serra esteve como sempre maravilhosa, pois a natureza neste trecho já nos brinda com paisagens espetaculares. Mas o trecho que eu mais gostava era de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, até São José dos Ausentes no estado do Rio Grande do Sul. Infeliz escolha. Só o que vimos, especialmente no lado do Rio Grande do Sul, foram incêndios, mais incêndios e muita fumaça. Poder-se-ia pensar que agora é época de se queimar os pastos, pois é mesmo, mas o trágico foi que também se queimavam araucárias, capões de araucárias em várias frentes, a tal ponto que ficamos apreensivos de continuar, pois em alguns locais o fogo atravessava a estrada.

Comecei a chorar de pena e também por culpa da fumaça, mas chorar não adianta. Então, nos limites de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul, justo antes da travessia do rio Pelotas onde há um posto singelo de fiscalização, eu fiz parar o carro e fui conversar com a senhora que lá estava de guarda. Ela me disse que tinha medo de que o fogo chegasse a uma roça de milho, junto ao posto, e que também queimasse o posto. Identifiquei-me e pedi que ela ligasse para o IBAMA de Santa Catarina, mas ela não tinha telefone. Meu celular não funcionou. Assim a nossa denúncia só pôde ser feita no dia seguinte.

Por incrível que pareça, no dia seguinte começou a chover e meu celular continuava a não funcionar, mas na pousada onde dormimos havia um celular com antena e pude ligar para o IBAMA de Santa Catarina e fazer a denúncia. Não liguei para o responsável no Rio Grande do Sul porque não tinha seu telefone, no momento. Ainda não sei se alguma providência foi tomada.

O absolutamente inaceitável é que mesmo que autorizados a queimar seus pastos, os proprietários não podem deixar queimar capões de araucárias justamente na região que abriga 48% do pouquíssimo que resta de araucárias em todo o país. As autoridades constituídas têm de exigir que façam aceiros para protegerem-se os capões de araucária e seu sub-bosque, bem como as matas ciliares. Mas é óbvio que os proprietários ficam felizes em queimar araucárias jovens, pois como o corte está proibido, na cabeça deles é melhor matar as juvenis, antes que virem adultas.

Já os tão criticados plantios de pinheiros exóticos não pegam fogo. Seus donos fazem aceiros e têm vigias montando guarda para cuidarem que o fogo não destrua seus valiosos plantios.

Mesmo com toda a feiúra provocada pelos incêndios, nós tínhamos de mostrar aos nossos visitantes os monumentos mais belos da região, pois para isso estávamos lá. Fomos então ver, no estado do Rio Grande do Sul, seu ponto culminante, o cânion do Monte Negro, que é um espetáculo. Ele lá estava pouco visível por causa da fumaça. Havia fumaça por todos os lados que se olhava. E mesmo no acesso ao cânion tudo estava torrado.

Documentamos tudo e espero fazer um ruído com a ajuda de ONGs, principalmente com a SPVS, que se notabiliza pela defesa das matas de araucárias, cientistas e até mesmo com os donos de pousadas no local, que não sendo burros, percebem que, se continuar assim, vão perder seus turistas. Sem ruído não vamos conseguir mobilizar as autoridades responsáveis. No final de semana que chegamos os donos de pousadas estavam inconformados, pois ficaram dois dias sem eletricidade porque os incêndios consumiram também postes e fios. Também fazia muito frio. Pobres dos turistas e pescadores que lá foram para se divertir, ou fazer eco turismo.

A região, embora seja das mais belas do Brasil, ainda tem outros problemas sérios, como a previsão de pequenas centrais hidroelétricas (PCHs) que vão acabar com as belas cachoeiras do local, com a terra boa das fazendas e com a pesca de trutas, o esporte mais procurado do pedaço. Este é um assunto para a próxima coluna, porque algo precisa ser dito e feito para se salvar o cânion do Monte Negro, que deve ser um Parque Estadual, os rios que correm paralelos, o que parece ser um fenômeno único, além do formidável cachoeirão dos Rodrigues, as matas de araucárias e as suas formações quase puras de enormes samambaiaçus.

Todo ambientalista que conheço quer visitar São José dos Ausentes pela sua fama já bem estabelecida, não obstante ser de difícil acesso, porque a estrada para lá se chegar é de terra e não muito boa. Conselho de amiga: evitem a época do fogo, ou seja, agosto, pois para quem ama a natureza e as belas paisagens, a visita pode se tornar um verdadeiro inferno.
Comentários
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descaso
alfredo pinheiro 19/08/2009 16:21:56

Em um país em que se torna descaradamente a censura a imprensa , o que posemos
esperar de um governo omisso e irresponsável perante a natureza ,quer na
Amazonia , como no Rio Grande do Sul , nossos políticos somente se mobilizam
às vesperas de eleições . O que podemos fazer ?
Humanidade em chamas
Jordan paulo Wallauer 19/08/2009 18:35:35

O texto de Maria Tereza e as fotos de Marc Dourojeanni escancaram de maneira
assustadora mais do que araucárias em chamas, mostra-nos uma das facetas da
humanidade em chamas. Uma outra é o descaso das autoridades. Isto nos é
apresentado sob outras formas em imagens de violência nos morros do Rio de
Janeiro, ou nos atentados que ocorrem em Bagdá.
Quanto às PCHs o Instituto
Serrano já tem uma posição formal publicada em
http://www.institutoserrano.org.br/informativo/inf ormativo1.pdf
Araucária em Chamas
ALCIDES DE MELLO CALDEIRA 19/08/2009 19:23:03

Maria Tereza,
As sucessivas denúncias que fazes contra o desmatamento e
imbecís queimadas, feitos por pessoas equivocadas, ignorantes, ou
mal-intencionadas, são mais que benvindos e oportunos, pois visam proteger o
que há de melhor na natureza, assim como o futuro da nossa gente, dos nossos
filhos e dos que virão mais à frente. Bem-Aventurados sejam os limpos de
coração, como já consta das Escrituras Sagradas e que peleiam por um mundo
melhor !
Uma ressalva, Maria Tereza : A língua portuguesa é tão rica em
vocábulos. Por que não usar Canhadão (baixada, vale, planície entre
montanhas), ao invés de Canyon ? Já não é tempo de ser dado maior valor, ou
o merecido destaque ao que é, legitimamente, nosso ?
Saudações de gaucho
gaudério, meio-perdido aqui pela terra das águas limpas (mais, ou menos ...)
de Atibaia/SP.
Permissão
João Carlos Lopes 20/08/2009 05:04:15

Olá colegas,

Temos o mesmo espírito e temos as mesmas intenções, por um
acaso encontrei vocês, e solicito a permissão por e mail para colocação de
um link em nosso site, (www.talisma-to.com.br) pois esta idéia tem que ser
passada para frente e nós estamos com vocês a partir de então... Estamos no
aguardo.

Atenciosamente
João Carlos Lopes
Presidente
GRUPO RAIZ DA
TERRA
permissão
maria tereza 20/08/2009 06:31:18

João Carlos
Vocês podem usar a coluna para divulgação, sem problemas
Evitem o fogo!!!
Renato Rizzaro 20/08/2009 07:27:46

O "invisível" fogo na beira das estradas é o inferno que nenhuma
autoridade vê.
Parece incrível, pois a cada ano é a mesma coisa. Aqui na BR
282, próximo ao Alto da Boa Vista o inferno já queimou um bocado e ninguém
nunca viu nada até agora.
Publicarei a sua matéria em nosso site
www.capitaldasnascentes.org.br utilizando da autorização acima, pode ser?

Obrigado e vamos utilizar dessa nova ferramenta que é a internet para botar os
BITES NO TROMBONE e fazer com que os filhos dos ignorantes piromaniacos deixem
os fósforos de lado e risquem dos seus planos essa fumaça que tanto embaça a
nossa visão.

Renato Rizzaro
Reserva Rio das Furnas
mesmice
leticia pinheiro 20/08/2009 08:39:46

não vou abordar o lado político, porque já o fizeram com grande primazia.
eu
só queria entender o porque o modelo de desenvolvimento ainda penaliza tanto
o
meio ambiente, principalmente no tocante as paisagens naturais (sabemos mais
a
discurssão é longa). Shopping center,obras faraônicas e similares já temos
a
fartura por todos os lugares. Eu quero chegar na seguinte questão, na área
do
turismo do futuro estamos mais uma vez na contra-mão da história, com
um
agravante que não tínhamos, por exemplo, na era da industrialização
do
mundo. Hoje podemos preservar e montar uma infra-estrutura para um
turismo
natural, que envolva, conhecimento, beleza, preservação e muito mais o
que
possa ser inserido dentro de um contexto que já vem sendo buscado há
muito
pelos ambientalistas econômicos. Quem vem de fora fazer turismo aqui já
está
cansado de ver obras faraônicas, e muito em breve do jeito que caminha
a
humanidade vamos pagar caro para poder vislumbrar alguma coisa que não
seja
criada pelas mãos do homem. E nisso tem mais um agravante, vamos pagar
caro com
a nossa própria saúde. É desesperador como uma questão tão
importante para
a economia, para a saúde e bem-estar das populações possa ser
tratada assim,
tão levianamente.
Símbolo ultrajado
Edson Delattre 20/08/2009 09:22:52

Abominável a conduta desses criminosos, que além de poluírem a atmosfera, o
solo e as águas, perpetram execrável heresia contra um dos símbolos da
região sul do Brasil. Há poucos dias, na periferia de Londrina, constatei duas
araucárias secas. Foram assassinadas por seres considerados
inteligentes.
Edson Delattre (www.queimadasurbanas.bmd.br)
Ir ao Brasil ver a floresta de Araucaria
pedro vicente 20/08/2009 19:38:03

Olá, sou de Portugal, e tenho ao longo de muito tempo lido sobre a floresta de
araucaria no Brasil. Pelo que me é permitido deduzir, tenho que ir o quanto
antes, não vá a mata desaparecer de vez.

Quanto a mata pegar fogo e deixar
as arvores pequenas morrer antes que cresçam, parece ser algo comum a todos os
paíse.Cá por Portugal, é comum arrancar pequenos sobreiros e azinheiras ante
que e tornem arvores adultas e inviabilizem a construção.

Abraços
ver, sofrer e denunciar
Kathia Vasconcellos 20/08/2009 20:06:42

Todo ano é a mesma coisa: depois no inverno vem a queima para "limpeza"
de pastagem. É o sul parecendo o Norte. Vejam, se entristeçam e não esuqçam
de denunciar. No RGS a Brigada Militar autua pois toda queimada é ilegal,
precisamos que a polícia florestal de Santa Catarina faça o mesmo. Muita multa
e as Emater serão obrigadas a ensinar o manejo de campo sem uso de fogo
venha ver o fogo no nosso cerrado
Anatoly kravchenko 23/08/2009 09:37:49

so o seu amigo Minc para resolver estes problema,mas nem por isso devemos
calar.,a sua luta esta sendo divulgada e ecoada pelo mundo.
parabens.
Jaime Gargioni 24/08/2009 06:33:47

Araucária, augusta araucária.

O tratamento dado a esta espécie não é
diferente daquele que a sociedade dá a toda forma de vida sobre o planeta. Há
séculos, se pratica um abate impune de tudo o que se move, de tudo o que
respira, de tudo o que pode dar lucro, mesmo que o atentado renda apenas alguns
centavos. Já aprendemos que só consegue sobreviver o que não é vendável.


As canhadas nos limites gaúcho e catarinense estão cada vez mais silenciosas,
com certeza. Assim como os rios do estado, como a Mata Atlântica (SC é o
estado que mais destrói), como as restingas do litoral, secas, drenadas,
domadas.

Toda esta destruição galopante da vida, por fogo, veneno,
assassinato e outras formas hediondas,
corroi também nossa esperança de
deixar uma casa digna aos nossos filhos.

Os governos são culpados? Mais
responsável é a sociedade que se cala, que trafica, que destrói, que escolheu
uma forma de vida que saqueia impiedosamente o que encontra pela frente. Não
falo de sobrevivência, me refiro à ignorância, que mata mais que todas as
pestes que reapareram e deixam os desavisados perplexos.

O governo é a cara
da sociedade, não é mesmo?
Salve a Mata Atlântica de SC
Eraldo Nazário 27/08/2009 07:57:08

Agora eu gostaria de deixa uma denuncia, a Bunge e a Yara estão pressionando de
toda forma as autoridades do estado de SC para explorar fosfato em plena Mata
Atlântica ...

(3º post)
http://projeto-reciclar.blogspot.com/


Os multis
Bunge / Yara no Brasil – a jazida de fosfato em Anitápolis


No município
de Anitápolis, 100 km distante de Florianópolis, a capital do Estado de Santa
Catarina, uma joint-venture da Bunge-Brasil (subsidiária da Bunge-EUA) e
Yara-Brasil (subsidiária da Yara-Noruega), está tentando, de explorar durante
os próximos 33 anos uma mina de fosfato, uma verdadeira catástrofe ecológica.
O projeto, localizado em uma reserva natural pertencente à Mata Atlântica
(patrimônio nacional) e numa bacia hidrográfica, põe diretamente em risco
mais de 200.000 pessoas, e tem consequências terríveis para os ecossistemas
vizinhos e os recursos hídricos.

Está projetada a construção de 2
barragens de rejeitos com 80 m de altura, que por si só são estruturas
altamente inseguras. As coisas pioraram ainda mais por conta das fortes chuvas
que provocaram inúmeras inundações em todo o Estado (como a atual tragédia
de Novembro/2008), eventos que de vez em quando podem potencialmente atingir
Anitápolis. Será construída uma fábrica para produzir ácido sulfúrico,
necessário para o processamento do fosfato, e caminhões de 35 toneladas
constantemente iam transportar, do porto de Imbituba até Anitápolis(200km),
produtos químicos para a produção do ácido sulfúrico, e fosfato da cidade
de Anitápolis para Lages (160 km), onde terá outro complexo industrial para
produzir os fertilizantes.

Se algo de errado acontecer, como uma barragem
romper, um derramamento de produtos químicos na fábrica ou um acidente
rodoviário com os caminhões, sem duvida provocará danos incalculáveis.

Em
5 fevereiro, houve uma audiência pública em Anitápolis. No final do evento, a
Procuradora do Ministério Público Federal, Dr. Analucia Hartmann, disse que,
caso teria de decidir naquele momento, o projeto seria inviável, por
inadequação ambiental e risco para a população.

Durante a audiência,
Vianel Lair Hanzen, o diretor da Yara-Brasil, também se pronunciou. Ele falou
sobre negócios, a ética e a filosofia da empresa, e garantiu o compromisso da
Yara em abandonar um projeto que pode ser perigoso ou significar riscos de
qualquer tipo para pessoas.

Talvez a verdade, talvez apenas palavras vazias,
uma vez que o projeto não é senão uma enorme ameaça.

Muitos interesses
estão envolvidos, e como sempre, o dinheiro é o que conta mais. Os governos
estaduais e locais e, acima de tudo, Bunge e Yara, vão lucrar às custas da
população e da natureza. Em termos de sustentabilidade a mineração é uma
contradição, uma expressão Bunge e Yara está usando como forma de marketing,
que nada tem a ver com o significado verdadeiro.

A história parece ser sempre
a mesma: as empresas dos países industrializados atuam nos países em
desenvolvimento como jamais agiriam em seus paises de origem, é um pouco como
no turismo - a linguagem é o dinheiro. Temos as nossas dúvidas se na Noruega
Yara poria em risco 200.000 pessoas. Temos as nossas dúvidas se eles ainda se
atreveriam a tentar isso. Aqui eles estão tentando aprovar este projeto por
anos e pouco a pouco se aproximando de sua meta, ou, então, eles procuram
insistentemente para realizar algo que eles sabem pode causar danos a um monte
de gente. Isso significa que não sabemos se as palavras do Senhor Hanzen tenham
ligação com a realidade ou não.

O parceiro na joint-venture, Bunge, foi
julgado em 5 de março de 2008, para ser responsável de desmatar grandes áreas
no Cerrado, a ecoregiâo da savana tropical no centro-norte do Brasil, causando
a desertificação no município de Urucui. A madeira é usada como lenha para
as instalações da Bunge para secar e armazenar grãos (principalmente soja). O
mandato era o de suspender a utilização da madeira como matriz energética.
Claro que, para ganhar tempo, eles recorreram da decisão com todas as suas
influências, continuando destruindo o Cerrado e desrespeitando a sentença, que
recentemente foi reendossado em 10 de janeiro de 2009, e a Polícia Federal
brasileira abriu um inquérito contra a Bunge.
Queimas de campos naturais
Rodrigo 16/09/2009 08:04:33

Prezada Maria Tereza,

conheço a realidade dos Campos de Palmas e de Água
Doce, na divisa do PR e SC, que é a mesma da relatada e vista por você. A
imensa maioria dos pecuaristas que queimam o campo natural (pastagem),
geralmente a cada dois anos, entre agosto e setembro, não possui autorização
ambiental para efetuar a queima controlada. Tal autorização normalmente é
emitida pelo órgão ambiental estadual.
É imensa a quantidade de áreas de
campos naturais que são queimadas, não raro atingindo APPs (beiras de rios, de
lagos, banhados e áreas úmidas) e matas de araucária.
Faz-se urgente uma
ação por parte dos órgãos ambientais estaduais e federais, Polícias
Ambientais e Ministérios Públicos, nos três estados do Sul, para controlar e
coibir o uso irregular e ilegal do fogo.
Tento fazer o que está a meu alcance
na região onde trabalho, mas uma ação muito maior faz-se necessária, em toda
a região de ocorrência dos campos naturais do Sul do Brasil.
Estou à
disposição para colaborar em ações neste sentido.

Rodrigo Filipak
Torres
Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas - ICMBio/PR
Fosfateiras
jJuliano WAgner 02/10/2009 21:02:38

CHAMO A ATENÇÃO DE TODOS A ESTA DIS**** AS FOSFATEIRAS.

Vai ser a VALE DO RIO
DOCE DO SUL
multinacionais explorando, denovo
Brasil-colônia se mostrando
denovo.
tudo em nome dos ADUBOS
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