Reportagens

O massacre de aves marinhas

Pesca comercial no Brasil é responsável pela morte incidental de 10 mil albatrozes por ano. No mundo todo, cerca de 300 mil aves marinhas morrem anualmente, vítimas do mesmo problema.

Redação ((o))eco ·
29 de agosto de 2008 · 17 anos atrás

Milhares de albatrozes e petreis vêm para a costa brasileira todos os anos, no período da migração, em busca de alimentos. No entanto, muitos não completam a jornada. Morrem no caminho, vítimas da captura incidental por barcos pesqueiros que utilizam espinhéis, linhas compridas das quais saem centenas de anzóis.

O Projeto Albatroz, coordenado pela bióloga Tatiana Neves, há 17 anos busca reduzir a captura incidental por meio da orientação de pescadores e implantação de medidas simples de mitigação, como uso de iscas descongeladas, que submergem mais rápido, e o uso do toriline, um equipamento formado por cabos cobertos de fitas coloridas, que funcionam como “espantadoras de aves”.

Segundo uma pesquisa realizada pelo projeto, apenas o uso do toriline diminuiu de 0,850 para 0,308 o número de aves mortas para cada mil anzóis lançados no mar. Reduzir ou acabar com o problema parece não ser impossível. Para isso, a entidade, em parceria com pescadores da frota de espinhel pelágio, elaborou uma minuta de portaria que visa regulamentar ações já previstas no Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Planac), publicado pelo Ibama em junho de 2006, mas que até agora não foram 100% implementadas.

A Minuta passa por aprovação da Secretaria da Pesca e, dentro de algumas semanas, deve ser enviada ao Ibama e Instituto Chico Mendes. Agora, o que o Projeto Albatroz espera é que o governo federal apoie a transformaçnao das medidas em lei e dê suporte para que elas sejam implementadas.

Leia também

Externo
8 de janeiro de 2026

Minerais e tensões com EUA: o futuro da relação China-América Latina

Commodities ainda lideram relação comercial, mas atuação chinesa na região entra em nova fase, com menos crédito e mais atrito com Washington

Análises
8 de janeiro de 2026

O que esperar da visitação a parques nacionais brasileiros em 2026

Como o aumento no número de servidores ambientais, os valores cobrados em parques americanos e as taxas de preservação podem impactar a visitação de parques brasileiros

Notícias
8 de janeiro de 2026

Trump retira EUA de instâncias internacionais sobre clima e biodiversidade

País que já estava fora do Acordo de Paris classificou como “contrárias aos interesses dos EUA” acordos e organizações-chave da governança climática, ambiental e de direitos humanos

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.