Florestas urbanas só incomodam PDF Imprimir E-mail
07/01/2009, 07:00

Por ousarem desafiar os limites da natureza, o “fim do mundo” chegou antes para boa parte dos moradores da região do Morro do Baú, no município de Ilhota, região mais afetada pela tragédia recente em Santa Catarina.

Durante os períodos de tempo bom, com dias ensolarados, todos acham inúteis e um grande estorvo as tais leis ambientais que protegem as matas nativas, os morros e as margens dos rios. Basta um período com chuvas mais intensas para perceberem que a legislação ambiental precisa ser até mais rigorosa e respeitada, pois pode salvar vidas.

A pouco mais de 100 quilômetros em linha reta do Morro do Baú, em Itaiópolis (SC), no planalto norte, onde nasci e fui passar o Natal na casa de parentes, pude vivenciar como as pessoas odeiam a natureza e também quem a defende. Em ambos os casos, o ódio é mortal.

Recebi de herança de minha mãe, Josepha Kalabaide Woehl, falecida há dois anos, um fragmento de Mata Atlântica preservadíssimo, com características de floresta primária, na região urbana daquele município. O terreno mede 11 mil m2 (pouco mais de um hectare), sendo um dos últimos fragmentos de Mata de Araucárias, ecossistema em extinção. A área é bem plana, muito valorizada e cobiçada pela exploração imobiliária.

Muitos poderiam imaginar que os moradores do entorno deste paraíso, em plena área urbana, são sortudos por residirem ao lado de uma exuberante floresta repleta de biodiversidade, sobretudo de aves, com ar puro, o frescor da mata e livres dos problemas de enxurradas já que a mata absorve boa parte da água das chuvas. O que é melhor ainda: toda esta qualidade de vida proporcionada pela mata preservada é de graça! Pois existe alguém que banca os custos. Além de abrir mão de usufruir deste patrimônio, todos os anos minha mãe pagava o IPTU, que não é barato pelo fato de ser uma área com matagal em cima (sem edificações).

No entanto, estes moradores não conseguem enxergar os benefícios da mata, só as coisas negativas como sombra no quintal, risco de queda de árvores sobre a churrasqueira, muros e rede de energia elétrica, esconderijo de ladrões etc. Árvores ameaçando cair sobre residências não há, porque já foram abatidas - sem autorização, obviamente. Quando vou a Itaiópolis não tenho sossego de tantas reclamações por tentar manter esta pequena amostra de Mata com Araucárias para as gerações futuras.

Como de costume, fui privado também do sossego neste último Natal. Um agricultor de uma localidade já totalmente devastada em Itaiópolis, denominada de Leonel, resolveu se mudar com sua família para a área urbana e comprou a residência que faz divisa com a área preservada.

Na primeira semana em sua nova moradia, não se conformou em ver aquela mata, pedindo uma motosserra. Não imaginava que um fragmento de Mata Atlântica pudesse ter escapado da devastação - e ainda por cima no centro de Itaiópolis! No dia 13 de dezembro passado, mal havia descarregado a mudança, não conteve sua compulsão de desmatar o que via pela frente. Sua a primeira providência foi reunir mais duas pessoas devidamente equipadas com motosserras e invadir minha área preservada. Endoidecidos, começaram a desmatar uma faixa da floresta na divisa com seu terreno, uma linha de cem metros aproximadamente.

Quando a segunda árvore centenária tombou, minha irmã, que mora nas proximidades, percebeu do que se tratavam aqueles roncos de motosserras e os estrondos de árvores tombando. Imediatamente ela os interpelou. Justificaram a ação alegando que aquele terreno deve ter uma faixa desmatada na divisa e que eles duvidavam que eu tivesse a escritura daquele terreno. Na visão deles, uma área preservada – ou matagal - em área urbana significa que não tem dono. Afinal, quem seria louco de deixar um terreno daquele, bem localizado, plano, com uma mata preservada? Mas, de forma heróica, minha irmã conseguiu interromper, por enquanto, esta ação criminosa, estragando a festa de deles.

No Natal, pela manhã, fui conferir o dano causado e fazer algumas fotos de insetos e anfíbios, como sempre faço. Quando estava fotografando os cepos das árvores abatidas dois cães ferozes deste morador me atacaram violentamente. Por pouco não tive as pernas dilaceradas.

Em seguida o morador veio correndo em minha direção e começou a me destratar e ameaçar. Disse não temer a Justiça e repetiu o que dissera para minha irmã, que aquela mata não deve ter dono. Demonstrou estar furioso com minha irmã (sua vizinha) pelo fato dela ter me contado das árvores abatidas e revelou já saber quem eu era. De forma muito clara disse: “Você mora em São Paulo, por isso pode escapar, mas sua irmã mora aqui sozinha e nós somos em dois” (ele e seu irmão). E advertiu: “Sua irmã está ferrada!”

Num dado momento, simulou sacar uma arma e pediu para que eu mostrasse o que tinha numa bolsa. Queria saber se era uma arma. Então, calmamente abri a bolsa e lhe mostrei minha poderosa “arma”: uma filmadora Sony 8 mm, TRV-351. Neste momento, sua esposa, que o tempo todo o instigava para me agredir (através da cerca, várias vezes ele tentou desferir-me golpes de soco), desesperadamente pediu (gesticulando muito) para que ele se calasse e ambos saíram correndo dali.

Convenci minha irmã a fazer um boletim de ocorrência. Passamos a tarde toda do Natal na Delegacia de Itaiópolis, onde fomos muito bem atendidos. Na manhã seguinte, uma viatura foi até a casa do morador lhe entregar uma intimação e um perito da Polícia Civil foi conferir os cepos das árvores abatidas (crime ambiental). O incrível foi que este morador não apenas abateu as árvores como também se apropriou de toda a lenha resultante para consumo próprio, como assar o churrasco de Natal.

A sociedade brasileira não entende o que é conservação da natureza, tem horror às matas preservadas. Por isso, não se importa muito com a devastação.

Lembro-me da cerimônia do plantio de árvores na escola, em Itaiópolis (SC), no final dos anos 1960, para celebrar o Dia da Árvore. Se naquela época, pelo menos neste dia, os professores pedissem para os alunos olharem além do muro da escola, para a exuberante Mata de Araucárias, repleta de vida, e explicassem que são aquelas árvores que deviam ser protegidas, respeitadas e consideradas como parte de nossas vidas, não teríamos hoje uma situação tão dramática das nossas florestas.

Tampouco a sociedade seria ignorante a ponto de aceitar a sádica propaganda do Rodoanel na capital paulista que diz: “Plantaremos em dobro a vegetação que foi destruída”. Quem viaja de avião facilmente pode notar que no traçado da rodovia caprichosamente miraram nos últimos fragmentos de áreas preservadas de Mata Atlântica. A propaganda induz às pessoas a acreditar que a natureza ainda saiu no lucro com toda aquela brutal devastação provocada pela obra.
Comentários
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Solidariedade
Marcelo Mig 07/01/2009 11:07:44

Olá Germano,

Escrevo em solidariedade ao seu problema e para tentar ajudá-lo
com experiência semelhante.
Como você, moro em São Paulo, e possuo um sítio
em outra cidade. Lá desenvolvo projeto de recuperação da Mata Atlântica,
através do plantio de mudas e sementes conseguidas através de andanças pelas
matas e trocas com assinantes do grupo Árvores
(http://br.groups.yahoo.com/group/arvores/).

Um dia, descobri que meu vizinho,
recém-mudado para lá, simplesmente derrubou a cerca e cortou cerca de 15
árvores nativas do meu lado, para poder entrar na propriedade dele com um
caminhão de concreto que não podia passar sob um portal que ele mesmo havia
construído sobre a porteira de seu sítio.

Como ele recolocou a cerca,
imaginou que estava tudo ok. Fui falar com ele, que usou argumentos semelhantes
ao seu caso: era só mato mesmo, a divisa poderia estar em lugar errado, a cerca
já estava reconstruída.

Decidi então fazer um B.O. e também fui muito bem
atendido pela polícia. Depois de receber a intimação policial, o meu vizinho
veio me procurar, preocupado. O tom da conversa mudou, ele ofereceu reparação,
na forma de compra de mudas de árvores que eu escolhi.

Após duas semanas, a
polícia me procurou para saber se eu estava satisfeito com o acordo e se
desejava retirar a queixa. Caso contrário, eles iriam continuar com o processo.
Optei por encerrá-lo, e hoje, se não somos amigos, posso dizer que o respeito
que meu vizinho tem pelas árvores aumentou, a ponto de ele me pedir conselhos
sobre como preservar trecho de mata nativa que possui em seu sítio.

Espero que
o seu caso tenha desfecho satisfatório, e conte comigo para alguma ajuda que
necessitar.

Atenciosamente,

Marcelo
Um país burro?
Walfrido Tomas 09/01/2009 05:51:46

Germano
Eu li uns tempos atrás um argumento de alguém aqui no O Eco que o
Brasil é um país burro. Eu concordo.
Nossa população é completamente
alienada, ignorante mesmo de questões ambientais. Culpa disso é do nosso
sistema educacional e de nossa histórica relação com a natureza, somada à
urbanização da população. Há um perigoso e crescente desvínculo da maioria
da nossa população com a natureza.
Desde a colonização, remover a
vegetação nativa tem conotação de "limpar" uma área, numa
conotação bem significativa do nosso espírito destruidor. Até hoje,
desmatar, drenar/aterrar várzeas, lagoas e magues, desviar rios, cortar morros,
queimar matas e cerrados, são coisas "boas" e necessárias, na visão
dos brasileiros de um modo geral. Ninguém se importa, muita gente aplaude.
Poucos conseguem ver além, enxergar consequências.
Na área urbana, cada vez
mais eu vejo que as pessoas não gostam de árvores. Basta ver a quantidade de
tocos nas calçadas e ruas de comércio completamente sem árvores para não
esconder a fachada das lojas (acabo de me lembrar da figueira do Fernando
Fernadez..)

Em 2008, das 3 árvores e uma palmeira que estão sob meus
cuidados (duas na calçada) uma foi envenenada por um vizinho. Perdeu todas as
folhas, ainda verdes, em dois dias, e secou completamente em uma ou duas
semanas. Plantei mais duas no lugar.

Uma amiga, por outro lado, tem uma
fazenda às margens de uma rodovia federal, e cuidou por décadas de uma faixa
de mata nativa que fica entre a estrada e a propriedade dela. Chegava a enrolar
arame nos troncos das árvores os quais, uma vez "engolidos" pelos
troncos em crescimento, impediam ataques de tiradores de cascas para vário
fins. Um vizinho, rico e politicamente poderoso, se apossou desta mata, tentou
vender a ela, e como vingança por sua negativa (a terra parece ser devoluta)
simplesmente tombou todas as árvores num ato raivoso e completamete ignorante.
Deixou tudo assim, às vistas, sem uso, aquela galharada tombada para causar
impacto na defensora da natureza.

Tenho coleções de fotos aéreas de
propriedades rurais que desmatam até o último centímetro de matas e cerrados
na beira de rios e até de penhascos rochosos, como se aqueles centímetros ou
metros fizessem a diferença na sua produção. Talvez até para provar que não
tem "fraqueza" ao obdecder leis ou cuidar da natureza, simplesmente.
Talvez isso seja sinal de fraqueza no meio rural....não sei...
Nascentes
drenadas são outro estigma deste país.
Assim, acabo concordando que somos um
país burro (veja que agora querem alterar o Código Florestal para facilitar
estas atitudes imbecis).
Falar de desenvolvimento sustentável aqui é uma
balela cristalina. Tenho a impressão de que tudo não passa de discurso de
político que serve apenas de fachada para garantir os interesses de
empresários que pensam unicamente no tamanho de seu lucro.Para isso, lança-se
mão de desinformação, sem nenhum pudor. Com uma população ignorante e
alienada, fica muito fácil.
Acho que estas coisas, sistêmicas como são, são
a verdadeira e talvez mais grave ameaça à integridade (água, solos,
biodiversidade, integram o país de fato, não se resumindo apenas às linhas de
fronteiras, mas são material mais fundamental)e à segurança nacionais (um
país degradado não tem sustentabilidade, e portanto sua existência,
viabilidade e prosperidade são sim ameaçadas por questões
ambientais!)
Sustentabilidade só pode existir se as pessoas estiverem
cosncientes, no dia a dia, de nossa completa dependência da natureza, de sua
biodiversidade e deus processos ecológicos. Sem isso, nada feito.
O resultado
são estas atitudes absurdas que presenciamos todos os dias pelo país
afora.

Triste, mas é a realidade.
lais 09/01/2009 14:13:29

oi germano, estou aqui ainda perplexa com esse seu relato.Atitudes como desse
seu vizinho nao merece comentarios mas por outro lado,o que nos da esperanças
é que existem os resitentes, como voce e sua irma. Vamos resistindo para salvar
nosso planeta,bom ter voces por perto.
lais doria
casa de ensaio
Florestas Urbanas incomodam:
Mauro Freitas 10/01/2009 06:04:16

Caro Germano:
O importante é que outras medidas sejam tb tomadas, como uma
representação junto ao Ministério Público para ressarcimento ambiental dos
danos causados e ação cautelar contra as ameaças físicas apresentadas com
relação a sua irmã. Vizinhos broncos como esses só a mão da justiça pode
amançar!
Adrenalina
Cesário Simões Júnior 12/01/2009 04:54:33

Germano! Enquanto eu lia o teu relato sentia a adrenalina invadir-me o corpo
como quando pela primeira vez escutei estes roncos na Costa da Lagoa, onde eu
morava. Por sorte no meu caso eram apenas uns motoqueiros malucos fazendo trilha
no caminho da Costa da Lagoa... Mas que loucura! Que gente mal-caráter e burra!
Como pode?!? Infelizmente é esta a nossa realidade: acabarmos rodeados de
malfeitores desta laia! Se precisares de um advogado tenho vários para te
indicar!
Abraços de Florianópolis/São José.
Cesário
Sertão
Gilberto P Rocha 13/01/2009 13:57:44

Amigo, aqui no sertão do CE não é diferente. Crimes ambientais são comuns
nesse meio tão sensível que é a caatinga. Pecuaristas e lavradores sem
informação técnica alguma "brocam" constantemente essas matas. A
falta de informação é uma barreira ainda verossímil. Nossa educação esteve
preocupada em mostrar números, desprezando a qualidade. Sou esperançoso de
mudanças. Enquanto isso uso minha sala de aula como arma revolucionária na
luta pela preservação ambiental. Não se sinta odiado. Ignore esses mau
feitores e lembre-se que muitos lhe apóiam. Suas ações foram corretas e não
deve-se baixar a cabeça a nenhuma situação extrema dessas.
Vamos à luta
amigo!
As florestas urbanas precisam continuar a existir
Mark Ramos Kuschick 14/01/2009 11:35:56

PREZADO E DISTINGUIDO REPRESENTANTE DA ESPÉCIE HUMANA SENHOR GERMANO WOEHL
JUNIOR, SUA IRMÃ E SUA MÃE JOSEPHA KALABAIDE WOEHL:
Muito obrigado pelo seu
respeito e compromisso com a preservação da vida e do ambiente de nosso
planeta. A contribuição da família de vcs não tem preço, é inestimável.
Vcs colocaram o nome da pequena Itaiópolis em lugar de destaque no mundo.
PARABÉNS. Como vcs são paradigmas de um novo tempo seus conterrâneos não os
compreendem. Por isso a importância educativa de seu proceder. Aos ignorantes
não se pode dar espaço, nem ser tolerantes, aplique-se a lei. Que sejam
condenados a pagar por suas atitudes abusivas, destrutivas e agressoras. Que sua
irmã não tema pois há muitos brasileiros que se disporão a defende-la, mesmo
à distância. POR FAVOR MANTENHAM INCÓLUME A SUA ÁREA, E LEVEM E PUBLICIZEM A
SUA INICIATIVA PERANTE SUA COMUNIDADE E REGIÃO. ESCOLAS, CLUBES DE SERVIÇO,
PREFEITURAS, EMPRESAS, TODAS AS PESSOAS SENSATAS PODEM COLABORAR COM A
MANUTENÇÃO DESSA MARAVILHA. Esse senhor que a ameaçou com certeza
reconhecerá o seu erro e, muito envergonhado, pedirá perdão à população.
Creio que posso escrever que o Senhor tem o apoio dos ambientalistas
brasileiros. Cordiais Saudações. Nos mande notícias. Mark Ramos Kuschick
Lamentável!
Rosmari Lazarini 14/01/2009 18:55:40

Acredito que apenas o BO não seja o suficiente para que este "novo
morador" aprenda a respeitar a Natureza. Mas quero acreditar que ao menos
agora ele realmente saiba com quem está lidando e aprenda a respeitar o ser
humano e suas propriedades... Ele deve reparar o dano ambiental, embora nunca
será como antes... Com as árvores foram embora outras tantas vidas, microfauna
e microflora, sem contar que ainda fez delas lenhas para seus cozidos. Sei que
não vai ser vencido por esse acontecimento e que isso poderá fortalecê-lo
ainda mais... Lute, vá em frente, pois para esta e outras causas dessa natureza
você tem muitos amigos. Rosmari Lazarini
a difícil tarefa de preservar....
joel marcos ventura 14/01/2009 19:55:27

se com alguns parques Nacionais ou estaduais, por esse Brasil afora,que ainda
são muito poucos,ja é muito difícil mantelos intactos imagina uma floresta
urbana,cercada de famintos devoradores da natureza,que visam apenas seu própio
ganho, e é por causa deles que a mata está cada ves mais distante de nossos
olhos!
Triste realidade...
AURELINA GALVÃO DE ABREU 18/01/2009 14:03:09

Prezado Germano,
Lendo a matéria senti, ao mesmo tempo, raiva e pena desse
indíviduo.Ainda me surpreendo com a pobreza de espírito de algumas criaturas
que a ciência classifica como "animal racional".Por mais ignorante que
sejam,sabem da necessidade da preservação do meio ambiente. Minha prima mora
numa encosta e com as chuvas de novembro, a defesa civil de Joinville,
interditou a casa e ela teve q mandar cortar 2 jequitirões e mais 2 árvores
que não sabemos o nome com uns de 18 metros.Ver a motoserra entrando naqueles
troncos e as árvores caindo, doeu em nós duas e nas crianças,pois sempre
ensinamos à elas que devem respeitar a natureza em todas as suas formas. Eu tbm
sofro com a ignorância de vizinhos que se incomodam com as folhas que caem das
minhas árvores no inverno. Esses dias um deles me disse que eu topasse cortar,
ele pagaria. Pedi para ele ver quanto custava o m2 de tela para janela,que eu
pagaria mas que não cortaria "meu mato", como ele ironicamente se
refere as minhas plantas... Grande abraço.
Divulgação
Eduardo Sejanes Cezimbra 19/01/2009 10:02:39

Caro Germano e família,amig@s,
Olha, sinceramente, estou comos olhos rasos
d'água ao ler o depoimento do Marck e após saber de tão lamantável
ocorrência.
Teria tanta coisa para te contar, mas agora não dá...
Só fica
o registro que tua corajosa e aamorosa atitude de preservação da floresta
urbana está sendo divulgada na RETRANS:
http://transnet.ning.com/profiles/blogs/florestas- urbanas-so-incomodam
Grato e
nossa total solidariedade, conte conosco!
ABC(Abraço e Beijo do Cezimbra)
Educação ambiental (??)
Eduardo Grossi 19/01/2009 15:14:12

Prezado Germano
O triste incidente por você relatado, infelizmente, acontece
com muita frequência. Na verdade, nas áreas urbans, a falta de consciência
ambiental é até maior que nas áreas rurais, embora fosse de se prever que nas
cidades as pessoas fossem mais esclarecidas.
Somos solidários com você e a
sua causa e que as medidas por você tomadas sejam não apenas um alerta para os
"brucutus" como o seu vizinho, mas que sirvam também conscientizar a
comunidade sobre os direitos e deveres das pessoas com a proteção do meio
ambiente.
Preservação
Luzinete 05/02/2009 22:08:34

Ola,Germano e Elza.
Fico super feliz por existir pessoas como vocês,que
desenvolvem esse trabalho super importante na área de preservação
ambiental.Como já é de se notar,há algumas áreas de terras extremamentes
secas no RGS e SC mais na região oeste,com sérias estiagens,na reportagem eu
vi uma extensa pastagem e nadinha de mata nativa,que tristeza!
Mas eu quero
parabenizá-los por resistirem e não se calar diante de pessoas sem
consciência de preservação,que além de destruir um ecossistema tão
rico,não oferece nada em troca.A preservação ainda está engatinhando no
Brasil,isso deveria ser mais difundido,mais divulgado,ser aplicado na prática
nas escolas,mesmo porque infelizmente os adultos que deveriam ensinar,que
cometem esses crimes absurdos.Eu acredito que o Governo poderia investir mais em
Educação Ambiental,um quarteirão de mata nativa,num futuro não muito
distante,vai ter valor inestimável,se as coisas continuarem nesses
parâmetros.Abraços.
"Desenvolvimento sustentavel"
Alessandro Ribas 07/02/2009 09:23:35

Ola Germano,

Fico impressionado com tamanha grosseria desse tal novo morador
da área urbana de Itaiopolis. Mas seguindo a linha de raciocinio e
indignação, na vizinha cidade Rio Negrinho, esta ocorrendo a tão esperada
obra de pavimentação da Scc- 422 e esta mesma é a rodovia de acesso a o
distrito de Volta grande.
Por outro lado esta acontecendo uma das mais
barbaries destruições aqui da nossa cidade.
Como no caso do RodoAnel, o
traçado " novo" da tal estrada que em projeto cita que diminuira o
trecho na extensão em 15 km, porem a destruiçao do ecosistema lá existente é
irreversível.
Eu morei no sítio de meus avós ate meus 8 anos de idade, e a
area fica bem as margens da estrada, a qual era que dava os limites do terreno
de meus antepassados.
As obras iniciaram-se por meados do segundo semestre de
2008 e certo dia fui vizitar meus avós e encontrei um cenario totalmente
modificado.
As obras adentraram aos terrenos de todos, e no trecho do meu avô,
mais de 20 aráucárias foram ao chão, sem contar com outras espécies que não
existem mais naquala area.
Fiquei indignado e tentei acessar os orgaos
florestais como a Fatma e o Ibama, mas infelizmente não obtive retorno.
Esta
sendo lamentável, mas a "BURROcracia" de nosso país não nos dá
chance.

Espero que seu vizinho tome conciencia da tomada de
irresponsabilidade dele, a qual não deve ter sido a única que ele tenha
cometido.

Abraços.
Lamentável
Yury Baldo 15/03/2009 17:40:08

Nossa !!!!! como esse povo é ignorante, eles ainda não caíram na real, estão
esperando o último peixe for pescado, o último rio secar, o último animal for
extinto, a última árvore for derrubada, daí vão entender que dinheiro não
se come ...........

Parabéns pela sua atitude,abraços ....
árvores e "cultura"
Fabiana Moes 29/03/2009 06:22:25

Aqui em Recife, o presidente da Academia Pernambucana de Letras, mandou derrubar
árvores centenárias da sede da academia (que é um património público) e
como médico e escritor disse que precisava "disciplinar" as árvores,
colocando assim um projeto de paisagismo (certamente pagando muito bem por
isso)no lugar das árvores derrubadas.
parabéns a você e sua irmã pela
coragem, tanto no díficil ato de preservação, como em enfrentar um tipo de
gente (que não importa a condição financeira ou social) que a única coisa
que entendem é a destruição
abraços
Impunidade
monica 04/07/2009 21:17:37

A legislacao so eh respeitada se houver punicao, ou um orgao regulador, que faca
a vistoria quando chamado. Infelizmente, os proprios policiais acham que ha
outras prioridades, aqui em Jurere(Florianopolis) cortam arvores com motoserras
e ainda queimam a lenha depois!!! com a maior tranquilidade, pois nao ha
fiscalizacao alguma, e quando chamamos a policia ambiental, eles so tem uma
viatura que sempre esta do lado oposto da ilha. A violencia contra a natureza e
os humanos que a protegem ja fazem parte da historia deste pais, bem como a
impunidade que protege os criminosos. Ainda bem que existem pessoas mais
esclarecidas como o Germano e a turma que aqui postou, que nao desistem
facilmente. E como eh cansativo tentar ser correto e decente neste pais. Pelo
ritmo da devastacao, temos que correr contra o relogio. Parabens a todos!
UMA ARVORE NA ESCOLA VANIA MEDEIRO LOPES
BRUNO PIHEIRO MACHADO 28/10/2009 12:05:33

TODOS NOS QUEREMOS A AVORE COMO UM PATODOS NOS QUEREMOS A AVORE COMO UM
PATRIMONIO TOMBADO NA ESCOLA E.E.VANIA.P MEDEIRO LOPES.
TODOS NOS QUEREMOS A
AVORE DA ESCOLA COMO UM PATRIMONI TOMBADOTRIMONIO TOMBADO NA ESCOLA E.E.VANIA.P
MEDEIRO LOPES.
TODOS NOS QUEREMOS A AVORE DA ESCOLA COMO UM PATRIMONI TOMBADO
Florestas Urbanas Sempre
Luís Fernando 13/03/2010 16:40:46

Caro amigo, sua luta tem de ser (e é)a de muitos, parabéns a vc e sua
irmã.
Saiba que em outros lugares outras pessoas estão resistindo!
Cuidado com
a alienação e covardia alheia, boa sorte!
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