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Canário-da-terra-verdadeiro: um pássaro, não um lutador de ringue

Por ser bom de briga, este canário é usado em disputas violentas entre pássaros, para apostar no vencedor. Foto: Dario Sanches

Duda Menegassi ·
27 de julho de 2012 · 14 anos atrás
Foto: Alejandro Bayer Tamayo/Flickr.

A homenagem de ((o))eco esta semana vai para o canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola), um pássaro caracterizado pelo amarelo forte de suas penas e pelo seu canto melódico. Outrossim chamado de canário-da-terra, no Brasil, ocorre do Maranhão até o Rio Grande do Sul e, na América do Sul, é encontrado na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina e nas Guianas.

Esta ave tem em média 13,5 centímetros e pesa 20 gramas. Seu habitat preferido são as regiões áridas, como os campos secos, a Caatinga e áreas de Cerrado. Sua alimentação principal são sementes. Na reprodução, a fêmea põe cerca de 4 ovos, chocados por um período de 15 dias. Seus ninhos são cavidades ou até mesmo outros ninhos abandonados, como casas de joão-de-barro vazias.

São pássaros agressivos na hora de defender o ninho ou de disputar uma fêmea com outro macho. Por ser bom de briga, este canário é usado em disputas violentas entre pássaros, para apostar no vencedor. Essa prática bárbara e ilegal costuma deixar as aves feridas e deve ser denunciada à Polícia e ao Ibama.

A beleza e o canto também fazem com que o canário-da-terra seja comumente engaiolado, ainda que sem a licença obrigatória do IBAMA. Até agora, não corre risco de extinção, o que não torna menos cruel o seu cativeiro ou uso como animal de briga.

 

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  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

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