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Golfinhos do Mekong no limite da extinção

Novo estudo indica que apenas 85 indivíduos da espécie sobrevivem. Mesmo com status de proteção, população está declinando lentamente. As causas são incertas. 

Gustavo Faleiros ·
17 de agosto de 2011 · 11 anos atrás
População reduzida: estima-se que apenas 85 golfinhos como esse ainda vivam no rio Mekong (foto: Gerard Ryan/WWF)
População reduzida: estima-se que apenas 85 golfinhos como esse ainda vivam no rio Mekong (foto: Gerard Ryan/WWF)

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O WWF publicou nesta quarta-feira um novo estudo com dados sobre a população do golfinho-de-Irrawaddy (Orcaella brevirostris), mais conhecido como golfinho do Mekong, bacia hidrográfica mais importante de todo o Sudeste Asiático. De acordo com o novo levantamento existem apenas 85 indivíduos da espécie ainda na natureza. Isso a torna como uma espécie com ameaça crítica de extinção. Há anos, ela já está presente na lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) .

Essa contagem revelou que a população era maior do que se pensava, mas a tendência é de declínio no número de indivíduos. Ainda não se sabe as razões exatas, mas o que se observa é que os filhotes raramente estão chegando à idade adulta, explica o estudo que foi publicado no periódico Ecosphere.

Apesar do nome do golfinho derivar do nome de um rio em Miamar, ele só é encontrado agora em uma faixa de 190 quilômetros no Mekong entre o sul da República do Laos e o Reino do Camboja. Os dois países já possuem leis que proibem a pesca do golfinho, mas tudo indica que redes de pesca é uma das causas da alta mortalidade entre os filhotes.

Para saber mais sobre os golfinhos-de-Irrawaddy, vale visitar a página do WWF Internacional.

Abaixo um vídeo e mais fotos disponilizadas pelos pesquisadores
 

Golfinho avistado em Kampi, Camboja
Golfinho avistado em Kampi, Camboja
  • Gustavo Faleiros

    Editor da Rainforest Investigations Network (RIN). Co-fundador do InfoAmazonia e entusiasta do geojornalismo. Baterista dos Eventos Extremos

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Comentários 3

  1. Eu espero que os indígenas sejam assentados em terras degradadas do entorno, onde eles podem produzir suas roças à vontade. Infelizmente vimos muitas vezes o resultado da entrada de indígenas nas unidades de conservação do sul da Bahia e norte do Rio Grade do Sul, para no falar do litoral de São Paulo e Paraná. A extinção local dos animais de maior porte se segue rapidamente, assim como a venda de madeira. As unidades de conservação não são palco para solucionar os nosso grave problemas sociais.


  2. Israel Gomes da Silva diz:

    Se não tem apoio de partido político, quem está bancando a picanha e a bebida que a liderança está comendo todos os dias no Sahy Vilage Shopping, sendo solicitado apenas Notinhas da comida? Todos os dias um grupo de indígenas vão à praia e aí Shopping, mesmo no frio.


  3. Salvador Sá diz:

    Parabens ao Duda pela materia, me permite concluir que estamos diante de uma nova e muito grave ameaça ao q sobrou, grave pq faz uso de uma causa nobre, mas cheia de equivocos e que está enganando muita gente e não só os próprios índios. A materia fura o cerco de silencio feito pelo ambientalismo seletivo e chapa branca midiatico.