Neste final de semana, ambientalistas, juristas e políticos se reuniram para dar início ao que foi chamado de “movimento de reação” contra a destruição das leis ambientais do país. O encontro ocorreu dentro das atividades do Viva a Mata, evento realizado pela não-governamental SOS Mata Atlântica, em São Paulo. Estavam presentes o deputado José Sarney Filho, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Antonio Hermann Benjamin, o diretor de mobilização da ong, Mário Mantovani, entre outros.
A idéia do grupo é, dentro de oito meses, colocar um milhão de pessoas nas ruas, numa mobilização semelhante à que ocorreu em 1984, com o Movimento Diretas Já. “Este é o momento mais crítico do movimento ambientalista brasileiro, estamos numa guerra, agora declarada, onde a mudança no Código Florestal é apenas a ponta do iceberg. Cabe ao movimento ambientalista fazer uma auto-crítica e mobilizar a sociedade”, disse Clayton Lino, da Fundação Florestal do Estado de São Paulo, em relação à desarticulação do movimento ambientalista brasileiro.
Além de tentar uma rearticulação da militância e levar um milhão de pessoas às ruas, o grupo sugeriu a criação de um ranking dos políticos que têm projetos de lei ou emendas contra o meio ambiente.
Após o encontro, uma pequena mobilização foi realizada no Parque Ibirapuera, sede do Viva a Mata. O grupo também disse estar de olho na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que deve votar na próxima quarta-feira a proposta de Decreto Legislativo do deputado Fernando Chucre, que visa reduzir a proteção de restingas no país. “Este encontro de hoje é o ponto de partida para um movimento de reação”, disse o deputado Sarney Filho.
A Rede de ONGs da Mata Atlântica entregou uma carta de apoio ao grupo durante o evento.
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