De alguns anos para cá, toda vez que metrópoles se defrontaram com o problema do trânsito e da poluição, suas prefeituras apresentaram planos para incentivar e expandir o uso de bicicletas como solução. São Francisco, no Norte da Califórnia, seguiu essa trilha em 2005, com um programa radical de expansão de ciclovias. Rob Anderson, um desempregado de 65 anos que não usa carros e se desloca principalmente à pé, frequentou as audiências públicas sobre o projeto argumentando que ele deveria ser alvo de um estudo de impacto ambiental. Seu raciocínio, segundo reportagem publicada no The Wall Street Journal, era simples. Não há provas que a expansão de ciclovias diminui o número de carros em ruas urbanas. Portanto, expandí-las, ao invés de reduzir, pode aumentar a poluição, diminuindo o espaço para veículos motorizados e, consequentemente, produzindo mais engarrafamentos. As autoridades municipais não lhe deram ouvidos. Mas um juiz o escutou e em 2006, determinou que a cidade só leve adiante os seus planos depois de produzir um relatório de impacto ambiental. São Francisco, desde então, não construiu sequer um quilômetro de ciclovias.
Leia também
Evento debate caminhos para financiar restauração ecológica e conservação no RJ
Encontro estadual irá discutir Cotas de Reserva Ambiental e mecanismos de financiamento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, nos dias 1 e 2 de dezembro →
Organizações planejam ir ao STF contra derrubada de vetos do PL do Licenciamento
Parlamentares “recriaram” PL da Devastação, ao derrubar 56 dos 63 vetos feitos por Lula na nova lei sobre licenciamento. Manifestação é organizada para domingo →
Oceano ausente nos documentos finais da COP30, mas com avanços em acordos paralelos
A COP30 foi um marco inicial da inclusão do oceano na diplomacia climática, mas falhou ao não dar o destaque que o ambiente marinho merece tanto quanto as florestas →



