Desde 1982 estudando os muriquis, a antropóloga americana Karen Strier se tornou referência sobre o maior macaco das Américas. De quebra, a pesquisadora ganhou uma grande bagagem de conhecimentos quando o assunto é a Mata Atlântica, casa destes primatas. Em entrevista ao site Mongabay.com, Karen recorda que acompanhou a contínua devastação do bioma brasileiro, e avalia que tanto governo quanto ONGs têm feito um belo trabalho de conservação do que restou. Porém, a pesquisadora afirma que o isolamento de populações de muriquis, separadas pela fragmentação da floresta, é um entrave para a recuperação da espécie, que está ameaçada. Ela diz que são necessários mais investimentos em pesquisas e que todos os esforços de conservação devem ser feitos o quanto antes, já que além da destruição humana, a Mata Atlântica agora ganhou outro inimigo: as mudanças climáticas.

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