Reportagens

De olhos nas matas tropicais

Para fortalecer as estratégias de REDD, INPE e FAO assinam acordo que envolve o Brasil em treinamento de diversos países da Bacia do Congo no monitoramento de florestas nativas.

Gustavo Faleiros ·
11 de dezembro de 2009 · 16 anos atrás

O Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (INPE) assinou nesta quinta-feira um tratado de cooperação com Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO, em inglês) para estender a metodologia brasileira de monitoramento do desmatamento na Amazônia para a Bacia do Congo. A iniciativa se enquadra em um programa para melhorar a capacidade de países como Gabão, Camarões, República Democrática do Congo, entre outros, de mensurar e reportar suas emissões de gases estufa por desmatamento.

 TWITTER

O acordo foi assinado pelo diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara, durante evento na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que ocorre desde segunda-feira em Copenhague , Dinamarca. Segundo ele, a expectativa é que a partir de março, técnicos do instituto já sejam enviados ao continente africano para trocar experiências. 

O pedido da FAO coincide com o consenso nas negociações do clima de que antes de iniciar qualquer atividade financeira envolvendo as Reduções por Emissão de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD), é preciso preparar os países para monitorar suas florestas. O diretor-geral do INPE, menciona a sigla MRV, que cada vez  torna-se mais conhecida. Ou seja, para engajarem-se em acordos de REDD, as nações detentoras de matas nativas devem empreender um esforço que possa ser Mensurado, Reportado e Verificado

No vídeo abaixo, Câmara dá mais detalhes do projeto.

  • Gustavo Faleiros

    Editor da Rainforest Investigations Network (RIN). Co-fundador do InfoAmazonia e entusiasta do geojornalismo. Baterista dos Eventos Extremos

Leia também

Notícias
9 de janeiro de 2026

Peixes do rio Doce continuavam contaminados quatro anos após desastre de Mariana

Análise abrangente realizada em 2019 detectou o acúmulo de 13 metais pesados e outras substâncias tóxicas, desaconselhando o consumo por riscos à saúde humana

Salada Verde
9 de janeiro de 2026

Maior cajueiro do mundo vira unidade de conservação no Rio Grande do Norte

O Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi garante a proteção da árvore gigante, ponto turístico da praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim

Notícias
9 de janeiro de 2026

Ibama desmantela esquema de madeira ilegal no Pará e aplica mais de R$ 15 milhões em multas

Fiscalização em Altamira e Uruará identificou serrarias irregulares, descumprimento de embargos e indícios de extração em terras indígenas e áreas protegidas

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.