| Ouça entrevista de André Corrêa do Lago |
Ele acrescenta que a votação do Código tem legitimidade e que, por isso, não está afetando a imagem do Brasil nas negociações em Durban.
“As informações sobre o debate do Código são muito incompletas, o que os outros países sabem. E por isso, a relação com eles é tranquila, e que isso está acontecendo dentro de um esforço de fortalecimento das instituições, de interesses divergentes dentro do governo, coisa que vemos em todos os outros países”, argumenta.
Compromisso para redução de emissões
O embaixador também reafirma a posição do Brasil com relação à necessidade de os paises desenvolvidos assumirem o compromisso de redução das emissões de gases de efeito estufa, com a esperança de que haja a segunda fase do Protocolo de Quioto.
“Nós somos muito diferentes. Alguns países têm capacidade de agir e elaborar projetos, outros não. Nas apresentações das metas de cada um aqui na COP17 foi possível ver a grande diferença entre os membros do G-77+ China, inclusive no enfoque e tipo de ação que cada um pretende seguir”, explica.
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Sobre os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, Lago afirma que o país está cumprindo ainda mais do que foi previsto. Ele acrescenta a importância das negociações que ocorrem na COP 17 para incentivar um debate dentro do Brasil.
“Para combater as mudanças do clima é preciso um consenso de todos os setores. O resultado vai ser ideal quando o país assumir que esse deve ser um debate interno, com a consciência da realidade dos custos para implementar os projetos”, declara.
Japão
Após a coletiva de imprensa da delegação brasileira, os representantes do governo japônes concederam entrevista. O assunto da vez foi “por que o Japao não quer participar da segunda fase de Quioto?”. Os negociadores responderam que o país nao tem condições de assumir compromissos, mas que seguirão com projetos voluntários de reducao de emissões.
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