Câncer e outras doenças ambientais PDF Imprimir E-mail
Sônia Corina Hess*   
22/06/2009, 18:11
Os fatores de risco para o câncer ganham especial relevância no Brasil neste momento, em que a ministra Dilma Roussef e o vice-presidente José Alencar enfrentam esta doença que, em 2008 resultou em, pelo menos, 546.009 internações hospitalares custeadas pelo Sistema Único de Saúde. Além disso, entre 2002 e 2006, as neoplasias figuraram entre as cinco principais causas dos óbitos ocorridos no país, sendo a maior causa de morte das mulheres falecidas com idades entre 30 e 49 anos, e a segunda causa de óbito das pessoas com mais de 50 anos de idade. Naquele mesmo período, as maiores proporções dos óbitos por neoplasias foram registradas no RS, SC, PR, SP e DF. 

No meio científico, tem sido crescente o número de estudos evidenciando que a contaminação ambiental por produtos químicos perigosos tem resultado no desencadeamento de doenças graves, como o câncer.

Substâncias artificiais quimicamente muito diferentes têm atividades carcinogênicas, incluindo agrotóxicos de uso ainda permitido no Brasil, como os inseticidas endossulfan e paration metílico, os herbicidas atrazina e linurom, e o fungicida vinclozolina. Além disso, produtos que fazem parte da composição de filtros solares, plásticos, cosméticos, detergentes e de outros materiais amplamente utilizados atualmente são cancerígenos e desregulam o sistema hormonal de mamíferos e de outros animais, tendo potencial para causarem malformações congênitas, infertilidade, feminização de machos, alterações no comportamento, diabetes, entre outros problemas. Destaca-se que as repercussões destas descobertas resultaram, em alguns locais, na implantação de restrições legais ao uso de materiais ainda amplamente empregados no mundo inteiro. Por exemplo, na cidade de Chicago e no estado americano de Minnesota, foi proibida a comercialização de mamadeiras plásticas feitas de policarbonato, que liberam nos alimentos infantis o bisfenol A, uma substância cancerígena que atua, também, como desregulador hormonal. No Brasil, por outro lado, a maioria das mamadeiras comercializadas atualmente contém este material.

Cientistas brasileiros também têm divulgado dados relevantes à saúde pública, obtidos em análises ambientais. Por exemplo, neste ano, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares da USP descreveram que substâncias cancerígenas e capazes de desregular o sistema hormonal das crianças estavam presentes em brinquedos importados da Ásia e que, em alguns daqueles brinquedos havia, inclusive, materiais radioativos.

No início deste ano, um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Química da USP foi premiado pela União Internacional de Toxicologia, por ter evidenciado que o chumbo que contaminou o organismo dos adolescentes investigados era diretamente responsável pelo seu comportamento violento e antissocial.

Em 2006, pesquisadores da Unicamp divulgaram que, em análises realizadas com águas potáveis destinadas ao abastecimento público da região de Campinas (SP), foram encontradas substâncias com atividades hormonais e carcinogênicas em concentrações muito superiores àquelas necessárias ao desencadeamento de efeitos biológicos.

Na atmosfera de muitas cidades brasileiras também tem sido aferida a presença de substâncias tóxicas e cancerígenas acima dos limites legalmente permitidos, resultando em graves agravos à saúde da população exposta. Por exemplo, pesquisadores revelaram que, somente na cidade de São Paulo, morrem mais de 3.000 pessoas ao ano devido à exposição aos poluentes provenientes da queima incompleta de combustíveis veiculares. Em Piracicaba e Araraquara/SP, por outro lado, o adoecimento e morte de centenas de pessoas foram associados à poluição atmosférica causada pela queima da cana-de-açúcar, que antecede a colheita manual.

Diante das evidências apresentadas, espera-se que as autoridades brasileiras empreendam esforços para que os riscos ambientais para o câncer e outras doenças sejam conhecidos e minimizados. Certamente, tudo o que for investido na prevenção de tais doenças resultará em grandes benefícios para o país, tanto em termos materiais, quanto em outros imensuráveis parâmetros.

* Engenheira Química e pós-doutora em Química, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, assessora do Ministério Público do Trabalho e dos ministérios públicos Federal e Estadual de Mato Grosso do Sul em processos envolvendo questões ambientais com repercussões na saúde pública.
Comentários
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alerta
Ricardo Pinheiro Lima 23/06/2009 07:56:57

Excelente o texto da Profª Sônia Hess que, mais uma vez, vem alertar a
população dos riscos que corre sem saber. Parabéns pelo seu trabalho,
professora! E que as nossas ignorantes autoridades, quem sabe um dia, abram os
olhos para as barbaridades que permitem nesta balbúrdia ambiental que é o
Brasil.
Queimadas urbanas e cânceres
Edson Delattre 23/06/2009 09:14:17

Faço minhas, na íntegra, as palavras do Ricardo Pinheiro Lima. Atuo, há doze
anos, como voluntário antiqueimadas, em Campinas. Há uns cinco anos, ao
entregar um folheto antiqueimadas, a uma jovem, no J. São Marcos, periferia
desassistida de Campinas, ela perguntou-me: "queimada tem a haver com
câncer"? Respondi que poderia, sim, apesar de não ter, na época, muita
informação sobre o assunto. Ela continuou: "porque aqui no bairro estão
ocorrendo muitos casos de câncer, em crianças". Daí em diante, passei a
prestar mais atenção ao tema e a buscar mais informações. Até ganhei de
presente um livro (Meio ambiente e câncer). Atualmente, estou documentando e
catalogando todas as fumaças que os moradores desse bairro respiram. É
aterrador! Começam com as fumaças de escapamento de veículos automotores, da
rodovia vizinha e de altíssimo movimento, frequentemente congestionado (Rod. D.
Pedro I). Passa pelas queimadas de sórdidos lixos e rejeitos, naturais e
sintéticos, em calçadas, terrenos, acostamentos, encostas de ribeirão,
canavial vizinho, fazendas públicas etc. Um absurdo total! E os poderes
públicos, para variar, sequer sabem o que ocorre. Desconhecimento e inação
totais.
Como ferramenta de lutas contra a praga das queimadas urbanas,
mantenho o site www.queimadasurbanas.bmd.br .
Saudações ecológicas e
libertárias.
Edson Delattre (delattre@queimadasurbanas.bmd.br)
Dr. Pitaco 23/06/2009 09:49:37

comentam sobre muitos casos de câncer também em Vazante, Minas, ligados à
contaminação do ar e da água pela mineração. Já saiu algo aqui no Eco, mas
nao falou de cancer.
Mamadeiras plásticas de policarbonato
Keila 24/06/2009 08:12:57

Em relação ao tipo de plástico utilizado nas mamadeiras, não é só uma
questão de proibir a comercialização. A situação ainda é pior do que esta.
Quando ouvi esta notícia pela primeira vez, procurei ler os rótulos das
mamdeiras que se encontram no mercado. Nenhuma marca que olhei discrimina o tipo
de plástico. Então, o consumidor não tem como escolher, e acho que nem teria
opção! Isto é terrível. Cada vez que voce prepara o leite para o seu filho
pensa que pode estar envenenando-o. E qual seria a opção? No mínimo, o
consumidor deveria ter o direito de escolher os produtos tendo consciencia do
material de que eles são feitos. Mas se os fabricantes não são obrigados a
nem dar esta informação? e aí?
algumas respostas
Sonia Hess 24/06/2009 09:23:16

Com relacao a poluicao atmosferica, certamente, ha muitas populacoes expostas,
sujeitas ao adoecimento por cancer e outros males. Infelizmente, a maioria das
pessoas nao conhece os riscos associados a tal exposicao e, por isso, nao tem
como se defender. Em Sao Paulo, ha a equipe do professor e medico da USP, Paulo
Saldiva, que e uma referencia nesta area. Mas, eles nao dao conta de estudar
tudo!!!
Com relacao as mamadeiras, no fundo delas ou no rotulo que vem junto,
geralmente esta escrito que sao de policarbonato. Eu mesma ja tentei comprar
mamadeiras de vidro, e nao as encontrei. A meu ver, boas seriam as mamadeiras
feitas de vidro, com bico de silicone (testado quanto aos seus efeitos, claro).
Para evitar que se quebrassem ou transmitissem calor as maos das criancas,
poderiam ser envolvidas por borracha, externamente. SE MUITA GENTE SOUBER QUE AS
MAMADEIRAS PLASTICAS FAZEM MAL AOS BEBES, VAO PARAR DE COMPRA-LAS, E O PROPRIO
MERCADO SE ENCARREGARA DE OFERECER ALTERNATIVAS. Enquanto isto nao acontece,
penso que o melhor seria amamentar os bebes no peito o maximo possivel e, quando
estiverem crescidinhos, colocar seus alimentos em pratos ou outros recipientes
de vidro ou materiais inertes, alimentando-os com colher. POR OUTRO LADO, PARA
ENCONTRARMOS A MELHOR SOLUCAO PARA ESTE PROBLEMA, CERTAMENTE E NECESSARIO QUE OS
PEDIATRAS E OUTROS PROFISSIONAIS QUE LIDAM COM BEBES PENSEM NISTO E OFERECAM
SUGESTOES.
cancer
lara 06/10/2009 06:17:27

Os fatores de risco para o câncer ganham especial relevância no Brasil neste
momento, em que a ministra Dilma Roussef e o vice-presidente José Alencar
enfrentam esta doença que, em 2008 resultou em, pelo menos, 546.009
internações hospitalares custeadas pelo Sistema Único de Saúde. Além disso,
entre 2002 e 2006, as neoplasias figuraram entre as cinco principais causas dos
óbitos ocorridos no país, sendo a maior causa de morte das mulheres falecidas
com idades entre 30 e 49 anos, e a segunda causa de óbito das pessoas com mais
de 50 anos de idade. Naquele mesmo período, as maiores proporções dos óbitos
por neoplasias foram registradas no RS, SC, PR, SP e DF.

No meio
científico, tem sido crescente o número de estudos evidenciando que a
contaminação ambiental por produtos químicos perigosos tem resultado no
desencadeamento de doenças graves, como o câncer.

Substâncias artificiais
quimicamente muito diferentes têm atividades carcinogênicas, incluindo
agrotóxicos de uso ainda permitido no Brasil, como os inseticidas endossulfan e
paration metílico, os herbicidas atrazina e linurom, e o fungicida
vinclozolina. Além disso, produtos que fazem parte da composição de filtros
solares, plásticos, cosméticos, detergentes e de outros materiais amplamente
utilizados atualmente são cancerígenos e desregulam o sistema hormonal de
mamíferos e de outros animais, tendo potencial para causarem malformações
congênitas, infertilidade, feminização de machos, alterações no
comportamento, diabetes, entre outros problemas. Destaca-se que as repercussões
destas descobertas resultaram, em alguns locais, na implantação de
restrições legais ao uso de materiais ainda amplamente empregados no mundo
inteiro. Por exemplo, na cidade de Chicago e no estado americano de Minnesota,
foi proibida a comercialização de mamadeiras plásticas feitas de
policarbonato, que liberam nos alimentos infantis o bisfenol A, uma substância
cancerígena que atua, também, como desregulador hormonal. No Brasil, por outro
lado, a maioria das mamadeiras comercializadas atualmente contém este
material.

Cientistas brasileiros também têm divulgado dados relevantes à
saúde pública, obtidos em análises ambientais. Por exemplo, neste ano,
pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares da USP
descreveram que substâncias cancerígenas e capazes de desregular o sistema
hormonal das crianças estavam presentes em brinquedos importados da Ásia e
que, em alguns daqueles brinquedos havia, inclusive, materiais
radioativos.

No início deste ano, um estudo realizado por pesquisadores do
Instituto de Química da USP foi premiado pela União Internacional de
Toxicologia, por ter evidenciado que o chumbo que contaminou o organismo dos
adolescentes investigados era diretamente responsável pelo seu comportamento
violento e antissocial.

Em 2006, pesquisadores da Unicamp divulgaram que, em
análises realizadas com águas potáveis destinadas ao abastecimento público
da região de Campinas (SP), foram encontradas substâncias com atividades
hormonais e carcinogênicas em concentrações muito superiores àquelas
necessárias ao desencadeamento de efeitos biológicos.

Na atmosfera de
muitas cidades brasileiras também tem sido aferida a presença de substâncias
tóxicas e cancerígenas acima dos limites legalmente permitidos, resultando em
graves agravos à saúde da população exposta. Por exemplo, pesquisadores
revelaram que, somente na cidade de São Paulo, morrem mais de 3.000 pessoas ao
ano devido à exposição aos poluentes provenientes da queima incompleta de
combustíveis veiculares. Em Piracicaba e Araraquara/SP, por outro lado, o
adoecimento e morte de centenas de pessoas foram associados à poluição
atmosférica causada pela queima da cana-de-açúcar, que antecede a colheita
manual.

Diante das evidências apresentadas, espera-se que as autoridades
brasileiras empreendam esforços para que os riscos ambientais para o câncer e
outras doenças sejam conhecidos e minimizados. Certamente, tudo o que for
investido na prevenção de tais doenças resultará em grandes benefícios para
o país, tanto em termos materiais, quanto em outros imensuráveis
parâmetros.

* Engenheira Química e pós-doutora em Química, professora e
pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, assessora do
Ministério Público do Trabalho e dos ministérios públicos Federal e Estadual
de Mato Grosso do Sul em processos envolvendo questões ambientais com
repercussões na saúde pública.

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alerta
Ricardo Pinheiro Lima 23/06/2009
07:56:57

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Excele nte o texto da Profª Sônia
Hess que, mais uma vez, vem alertar a
população dos riscos que corre sem
saber. Parabéns pelo seu trabalho,
professora! E que as nossas ignorantes
autoridades, quem sabe um dia, abram os
olhos para as barbaridades que permitem
nesta balbúrdia ambiental que é o
Brasil.

Queimadas urbanas e
cânceres
Edson Delattre 23/06/2009
09:14:17

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Faço minhas, na íntegra, as
palavras do Ricardo Pinheiro Lima. Atuo, há doze
anos, como voluntário
antiqueimadas, em Campinas. Há uns cinco anos, ao
entregar um folheto
antiqueimadas, a uma jovem, no J. São Marcos, periferia
desassistida de
Campinas, ela perguntou-me: "queimada tem a haver com
câncer"?
Respondi que poderia, sim, apesar de não ter, na época, muita
informação
sobre o assunto. Ela continuou: "porque aqui no bairro estão
ocorrendo
muitos casos de câncer, em crianças". Daí em diante, passei a
prestar
mais atenção ao tema e a buscar mais informações. Até ganhei de
presente
um livro (Meio ambiente e câncer). Atualmente, estou documentando
e
catalogando todas as fumaças que os moradores desse bairro respiram.
É
aterrador! Começam com as fumaças de escapamento de veículos automotores,
da
rodovia vizinha e de altíssimo movimento, frequentemente congestionado
(Rod. D.
Pedro I). Passa pelas queimadas de sórdidos lixos e rejeitos,
naturais e
sintéticos, em calçadas, terrenos, acostamentos, encostas de
ribeirão,
canavial vizinho, fazendas públicas etc. Um absurdo total! E os
poderes
públicos, para variar, sequer sabem o que ocorre. Desconhecimento e
inação
totais.
Como ferramenta de lutas contra a praga das queimadas
urbanas,
mantenho o site www.queimadasurbanas.bmd.br .
Saudações ecológicas
e
libertárias.
Edson Delattre (delattre@queimadasurbanas.bmd.br)


Dr. Pitaco 23/06/2009 09:49:37

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coment am sobre muitos casos de
câncer também em Vazante, Minas, ligados à
contaminação do ar e da água
pela mineração. Já saiu algo aqui no Eco, mas
nao falou de cancer.


Mamadeiras plásticas de policarbonato
Keila 24/06/2009
08:12:57

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Em relação ao tipo de plástico
utilizado nas mamadeiras, não é só uma
questão de proibir a
comercialização. A situação ainda é pior do que esta.
Quando ouvi esta
notícia pela primeira vez, procurei ler os rótulos das
mamdeiras que se
encontram no mercado. Nenhuma marca que olhei discrimina o tipo
de plástico.
Então, o consumidor não tem como escolher, e acho que nem teria
opção! Isto
é terrível. Cada vez que voce prepara o leite para o seu filho
pensa que pode
estar envenenando-o. E qual seria a opção? No mínimo, o
consumidor deveria
ter o direito de escolher os produtos tendo consciencia do
material de que eles
são feitos. Mas se os fabricantes não são obrigados a
nem dar esta
informação? e aí?

algumas respostas
Sonia Hess 24/06/2009
09:23:16

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Com relacao a poluicao atmosferica,
certamente, ha muitas populacoes expostas,
sujeitas ao adoecimento por cancer e
outros males. Infelizmente, a maioria das
pessoas nao conhece os riscos
associados a tal exposicao e, por isso, nao tem
como se defender. Em Sao Paulo,
ha a equipe do professor e medico da USP, Paulo
Saldiva, que e uma referencia
nesta area. Mas, eles nao dao conta de estudar
tudo!!!
Com relacao as
mamadeiras, no fundo delas ou no rotulo que vem junto,
geralmente esta escrito
que sao de policarbonato. Eu mesma ja tentei comprar
mamadeiras de vidro, e nao
as encontrei. A meu ver, boas seriam as mamadeiras
feitas de vidro, com bico de
silicone (testado quanto aos seus efeitos, claro).
Para evitar que se
quebrassem ou transmitissem calor as maos das criancas,
poderiam ser envolvidas
por borracha, externamente. SE MUITA GENTE SOUBER QUE AS
MAMADEIRAS PLASTICAS
FAZEM MAL AOS BEBES, VAO PARAR DE COMPRA-LAS, E O PROPRIO
MERCADO SE
ENCARREGARA DE OFERECER ALTERNATIVAS. Enquanto isto nao acontece,
penso que o
melhor seria amamentar os bebes no peito o maximo possivel e, quando
estiverem
crescidinhos, colocar seus alimentos em pratos ou outros recipientes
de vidro
ou materiais inertes, alimentando-os com colher. POR OUTRO LADO,
PARA
ENCONTRARMOS A MELHOR SOLUCAO PARA ESTE PROBLEMA, CERTAMENTE E NECESSARIO
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PEDIATRAS E OUTROS PROFISSIONAIS QUE LIDAM COM BEBES PENSEM NISTO E
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