Reportagens

Manifesto robusto contra Belo Monte

Uma centena de organizações divulgaram novo manifesto  rejeitando a construção da usina hidrelétrica  no rio Xingu, cuja licença já foi prometida por Minc. 

Redação ((o))eco ·
28 de outubro de 2009 · 15 anos atrás

Uma centena de organizações sociais divulgaram novo manifesto hoje rejeitando a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, cuja licença prévia foi prometida para sair em novembro, pelo próprio ministro do meio ambiente, Carlos Minc. Depois do seminário que reuniu diversos especialistas sobre os impactos da obra, técnicos e ativistas reafirmaram quão prejudiciais serão as interferências do empreendimento naquele ponto do rio Xingu.

Os pesquisadores citaram, entre outros aspectos, que faltam dados analíticos consistentes nos estudos de impacto ambiental da usina, sobre a abrangência da área a ser impactada, da população a ser atingida, dos reais impactos decorrentes da alteração do ciclo hídrico do rio Xingu, com a formação dos reservatórios e principalmente com a formação de uma área de secamento que se estenderá por 100 km, na região da Volta Grande do Xingu, onde se encontram as Terras Indígenas Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Trincheira-Bacajá. Eles também alertaram sobre o possível aumento de doenças como dengue, malária, febre hemorrágica de Altamira e outras, em função de condições propícias para a reprodução de insetos transmissores, potencializadas pelo inchaço populacional, com a chegada de cem mil migrantes atraídos pela obra.

Leia também

Análises
19 de julho de 2024

Transespinhaço: a trilha que está nascendo na única cordilheira do Brasil

Durante 50 dias e 740 quilômetros a pé, testei os caminhos da Transespinhaço em Minas Gerais, de olho nos desafios e oportunidades para esta jovem trilha de longo curso

Notícias
19 de julho de 2024

Indústria da carne age para distrair, atrasar e inviabilizar ação climática, diz relatório

Trabalho de organização europeia analisou 22 das maiores empresas de carne e laticínios em quatro continentes

Salada Verde
19 de julho de 2024

Amazônia é mais destruída pelo consumo nacional do que pelas exportações

Consumo e economias das grandes cidades do centro-sul são o principal acelerador do desmatamento da floresta equatorial

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.