Oxford e Cambridge são consideradas as capitais do saber e da ciência na Inglaterra. Ambas são sedes de univesidades milenárias, conceituadas pelos seu corpo docente e pelas pesquisas que produzem. Enacarm o conhecimento de forma holística, universalista. Por isso mesmo, os alunos de Oxford não são a encarnação do nerd magro, fracote de óculos e avesso ao contato social. De jeito nenhum! Nos centros de saber superior inglês a máxima ateniense de “corpo são em mente sã” sempre foi muito valorizada.
 
Não é por outra razão que ali nasceram esportes tais como futebol e o raguebi. Até hoje, Oxford e Cambridge competem anualmente em uma regata que já é centenária. Assim não é de se estranhar que, enquanto o Rio esteja com seu sistema de ciclovias paralisado e, sobretudo voltado para o lazer e que a luta por ciclovias em São Paulo seja inglória, os habitantes de Oxford utlizem a magrela para fazer absolutamente tudo.
 
Uma rápida visita a cidade impressiona até os mais empedernidos rodoviaristas. Não há rua sem ciclovia, nem espaço sem biccletas. Crianças pedalam para a escola, mães passeiam seus bebês a reboque das magrelas, profissionais vão para o escritório auto-propulsinando-se sobre duas rodas, velhinhas saem às compras de biccletas. Com efeito, o trânsito ciclístico é tão intenso que precisa ser regulado como se fosse de automóveis. Por isso mesmo, a cidade tem farta sinalização destinada aos ciclistas, tanto direcional como educativa, tanto de segurança horizontal quanto vertical. Não é de hoje, o Museu de Oxford mostra que o uso da bicicleta já é comum há mais de 60 anos.
 
Com tanto sucesso, o problema é estacionar. Chova (e como chove na Inglaterra) ou faça sol, em alguns locais mais cotados é difícil achar vaga. Dá gosto ver! Quem sabe um dia essa tendência de utilizar um transporte (transporte não é a mesma coisa que lazer) saudável, barato e não poluente chegue ao Brasil. Infelizmente, por enquanto, nossas políticas cicloviárias são para inglês ver.





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