Do intestino para o tanque de combustível

Pesquisadores da Universidade de Berkeley, Califórnia, estão a um passo de criar uma bactéria capaz de produzir diretamente biodiesel a partir da fermentação de resíduos de produtos agrícolas, como folhas de milho e restos de madeira, a chamada biomassa. Para conseguir essa façanha, os pesquisadores fizeram modificações genéticas em uma bactéria muito conhecida dos humanos, a E.coli, que faz parte da flora intestinal e é uma das principais causadoras de infecção de urina nos mais despreocupados com a higiene pessoal. Ao receber genes de bactérias que sintetizam celulose, a E.coli se tornou capaz de produzir biodiesel diretamente de seus processos biológicos, não sendo necessárias outras etapas de destilação ou purificação, como hoje ocorre com o biodiesel produzido por algas. Segundo os pesquisadores da Berkeley, a nova bactéria só alcançou 10% de seu rendimento até agora. No entanto, este é um passo muito importante para a criação de novas fontes de produção de combustível. O estudo foi publicado na revista Nature no último dia 27.


 

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