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| Nova Zelândia por mar e por terra |
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| 21/01/2009, 07:00 | |||||||||||||
![]() Poucos lugares do mundo possuem a variedade de opções de lazer da Nova Zelândia, na Oceania. Apesar de sua grande distância do Brasil, é pouco provável que um turista volte para a casa decepcionado. Aqui, a natureza criou algo especial, um verdadeiro parque de diversões, não só para quem gosta de aventuras, mas também de paz e sossego. A Nova Zelândia é composta por três ilhas: a do Norte; a do Sul e a Stewart (a menor e mais ao sul). Mas é sem dúvida na Ilha do Sul, a segunda menos populosa, onde toda a graça acontece.
O Parque Nacional Abel Tasman tem 22.530 hectares e fica ao norte da Ilha do Sul. Seu nome é uma homenagem ao primeiro europeu a ancorar em terras neo-zelandesas, em 1642. Na época, não foi nem um pouco bem recebido: Tasman e sua frota de dois navios foram expulsos pela tribo Maori Ngati Tumatakokiri, que habitava a região há mais de 500 anos. Foi apenas a partir de 1855 que seu território foi lentamente ocupado. A partir de então, parte da floresta foi extraída para a construção de navios e criação de pastos. Diante da preocupação com o desmatamento progressivo da costa do país, a proposta para criação de uma área protegida foi concebida na década de 1930. Em 1942, no 300º aniversário da visita de Abel Tasman, o parque nacional foi criado, com 15.000 hectares. Quase miragem
Os programas preferidos no Abel Tasman são snorkelling, caminhadas pela ilha, velejo e caiaque. Para os mais contemplativos, são oferecidos passeios de barco ou, simplesmente, aproveitar para relaxar nas areias quentes em uma de suas praias paradisíacas. Tanta farra tornou-se viável graças ao trabalho do Departamento de Conservação da Nova Zelândia, que desenvolveu um programa de preservação da natureza visando a minimização do impacto humano naquelas terras. Seus objetivos vão desde a regeneração da floresta natural ao uso de energia solar, reciclagem do lixo e eliminação do esgoto. Os ministros do Meio Ambiente e do Turismo também se envolveram no projeto, criando o Nelson-Tasman Sustainable Tourism Charter (Carta de Turismo Sustentável de Nelson-Tasman), onde a importância do envolvimento de comunidades locais foi reconhecida para alcançar uma maior sustentabilidade ambiental e econômica. O Parque Nacional Abel Tasman pode ser visitado durante todo o ano, já que possui um clima temperado. A vantagem do verão são suas águas quentes, e, a do inverno, um menor número de visitantes e águas mais calmas. Por mar
A privacidade é um dos trunfos dessa aventura, já que algumas praias têm acesso exclusivo pelo mar. Para quem escolher um maior grau de dificuldade na travessia, o contorno da baía de Anchorage, ultrapassando a Mad Mile (Milha Louca), serve como desafio. Dali, o vento e as ondas são o bravo competidor que os remadores precisam vencer. A recompensa vem com o suor no rosto, em forma de praias com água cor de esmeralda e um belo piquenique. Para snorkelling e mergulho, vale a pena seguir para a Reserva Marinha da Ilha de Tonga. Em frente à costa do Abel Tasman, possui uma área de 1.835 hectares, onde golfinhos e focas são visitantes frequentes. Por terra
Mas a grande sensação está nas duas caminhadas longas oferecidas. A mais popular é a Coast Track (Caminho da Costa), que faz parte das Great Walks (Grandes Caminhadas) da Nova Zelândia. Esse título representa o que o país tem de melhor no nível de caminhadas, no que se refere à paisagem e manutenção. Nessa trilha de 52 quilômetros, o caminhante aproveita para conhecer parte da floresta do parque, assim como algumas de suas mais belas praias. Para os que gostam de variar, a Inland Track (Trilha do Interior) oferece a experiência de caminhar por dentro do parque, passando por florestas e rios, além de uma visita ao monte Takaka. Em três dias de caminhada, 37,5 quilômetros são percorridos. Para ambas as caminhadas, reservas são obrigatórias. Também é possível escolher acampar ou ficar em abrigos construídos ao longo das trilhas, onde há colchões, banheiro e água potável. Onde ficar A experiência de pernoitar no parque é aconselhável, aproveitando o céu estrelado e a tranquilidade que o contato com a natureza oferece. Oito abrigos são distribuidos ao longo das duas trilhas de longa duração, além de campings com banheiros e chuveiros de água fria. Para um maior conforto, as cidades de Mouteka, Takaka e Kaiteriteri oferecem pousadas e hotéis, para todos os gostos e orçamentos. Para quem conhece e gosta da Ilha Grande, perto da divisa do Rio de Janeiro com São Paulo, imagine um lugar parecido, mas com super infraestrutura de turismo e aventura e dez vezes mais paz: assim é o Parque Nacional Abel Tasman. Serviço Como ir Aerolineas Argentinas – vôo do Rio de Janeiro/São Paulo para Auckland a partir de R$ 3.800 Air New Zealand – vôo de Auckland para Nelson (Ilha do Sul) a partir de US$ 127 Onde ficar Reservas de acomodação no parque (Departamento de Conservação) Maharau Beach Camp – Cabines para duas pessoas, com banheiro e cozinha equipada por US$ 38 Awaroa Lodge - acomodação de luxo integrada com a natureza. A partir de US$ 140, para duas pessoas Passeios Wilsons – passeios de caiaque a partir de US$ 60 Kiwi Kayaks – passeios de caiaque. Dois dias combinando caiaque/caminhada a partir de US$ 90 ![]()
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