Mercado e destinação da lâmpada mágica PDF Imprimir E-mail
28/11/2008, 10:00
Atualmente, a iluminação elétrica consome quase 20% de toda a energia produzida no mundo. Se todas as lâmpadas incandescentes do globo fossem substituídas por lâmpadas florescentes, o consumo de eletricidade poderia ser reduzido em 40%. Esse valor representa uma emissão evitada de 900 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, até 2030. Ou seja, um total de emissões evitadas de cerca de 17 bilhões de toneladas de CO2. Esse valor equivale a mais do que o dobro das emissões de CO2 liberadas nos Estados Unidos em 2006. A iluminação elétrica é responsável pela emissão de mais de 1.500 milhões de toneladas anuais de CO2, o que equivale às emissões provenientes de mais da metade dos passageiros de veículos leves em todo o mundo, de acordo com o novo estudo do Worldwatch Institute.

Segundo esse estudo, entre 2001 e 2006, a produção dessas lâmpadas na China, que atende a 85% do mercado mundial, triplicou, passando de 750 milhões para 2,4 bilhões de unidades. O uso dessas lâmpadas mais que dobrou entre 2001 e 2003, de 1,8 bilhões para 3,5 bilhões de unidades, principalmente nos Estados Unidos, no Japão e na Europa.

Alguns países já vinham usando a lâmpada mais eficiente há mais tempo. Em meados dos anos 1990, 80% das casas japonesas já eram iluminadas com as lâmpadas fluorescentes e, na Alemanha, 50%. Mais recentemente, os países em desenvolvimento começaram a aumentar o seu consumo, como na China e no Brasil, onde, na época do Apagão, em meados de 2001, os brasileiros aprenderam a controlar seu consumo energético e passaram a comprar produtos mais eficientes, como as lâmpadas compactas fluorescentes.

Em diversos países, incentivos do governo contribuíram para aumentar parte das vendas das lâmpadas fluorescentes. Por exemplo, em 2007, a Austrália foi o primeiro país a banir as lâmpadas incandescentes, que devem sair totalmente de mercado em 2009. A União Européia, a Irlanda e o Canadá recentemente anunciaram planos de bani-las também. Os Estados Unidos aumentaram o padrão requerido de eficiência, o que vai acabar eliminando as lâmpadas tradicionais do mercado. Até hoje, mais de 40 países anunciaram planos de encerrar o seu consumo.

Como se sabe, as lâmpadas fluorescentes são mais eficientes que as tradicionais incandescentes. Utilizando cerca de 75% menos energia, elas produzem menos calor para gerar a mesma quantidade de luz e com uma duração até 10 vezes maior (a lâmpada incandescente dura apenas mil horas, em média). Essa economia de energia não somente se traduz em menores emissões de gases de efeito estufa, como também pode ser sentida no bolso do consumidor. Segundo o estudo, nos Estados Unidos uma única lâmpada fluorescente pode economizar até US$ 30 durante a sua vida útil.

Barreiras

Infelizmente, no entanto, nem tudo são flores. As lâmpadas florescentes podem até contribuir para reduzir a demanda de energia, mas as que estão disponíveis no mercado ainda são menos potentes que as tradicionais incandescentes.

Mais de 16 modelos passaram por rigorosos testes na Alemanha e levaram à conclusão de que as lâmpadas fluorescentes não oferecem a intensidade de luz que deveriam para ser equiparadas às incandescentes. Além disso, observou-se que a sua vida útil não é tão longa, quanto anunciado pelos fabricantes.  

E as lâmpadas fluorescentes, ainda, apresentam outros problemas, incluindo o controle de qualidade nas fábricas nos países em desenvolvimento e o seu conteúdo de cerca de 4 miligramas de mercúrio, um perigoso elemento químico prejudicial à saúde. Embora esse valor seja inferior à quantidade encontrada em termômetros velhos, se a lâmpada quebrar, deve ser tratada com cuidado.

No Brasil

As lâmpadas fluorescentes devem, de preferência, ser descartadas separadamente e destinadas para reciclagem, evitando seu deposito em aterros e, principalmente, em lixões. Para evitar que a lâmpada seja quebrada deixando escapar o seu conteúdo para o meio ambiente, o ideal é enrolá-la em jornal, papelão ou plástico bolha e encaminhá-la para empresas especializadas que fazem a coleta voluntária, como lojas de materiais de construção. Como infelizmente o Brasil ainda não tem uma legislação especifica para o descarte das lâmpadas, o Poder Público transfere para a população a responsabilidade do descarte adequado, fazendo com que na maioria das vezes não seja fácil encontrar um ponto de coleta próximo da sua residência. No Brasil, menos de dez empresas fazem a descontaminação para reciclagem da lâmpada fluorescente, atendendo a apenas 10% do total das lâmpadas consumidas.  

De nada adianta pouparmos energia apenas no consumo se não temos a garantia da destinação final adequada do produto pós-consumo. Acaba sendo preciso um gasto de energia extra para remediar os problemas ambientais causados pelo manejo inadequado desses resíduos, reduzindo ou talvez até anulando o benefício energético conseguido com a sua utilização.

No Brasil, ainda é preciso iluminar a cabeça do Poder Público para aprovação da lei que instituirá a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que já tramita há anos, para incentivar o manejo adequado desses e de outros resíduos no país.
Comentários
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Novalix Ambiental 05/12/2008 13:18:38

Somos uma empresa cuja expertise é a gestão de resíduos, entre os quais
lâmpadas fluorescentes tubulares e eletrônicas compactas. Através de
tecnologia 100% nacional, patenteada e licenciada pela agência ambiental
paulista, a Cetesb, reciclamos todo tipo de lâmpada fluorescente de mercúrio e
sódio em que, com a utilização de equipamentos específicos, há o corte das
extremidades dos soquetes de alumínio das lâmpadas que são separadas do tubo
de vidro, que recebe um jato de ar comprimido arrastando o pó de fósforo com
mercúrio para ciclones e reatores de sublimação aquecidos e submetidos à
pressão. De forma absolutamente sustentável ha o total reaproveitamento dos
componentes constituintes das lâmpadas (mercúrio, vidro, pó fosfórico e
alumínio), que são comercializados e re-incorporados na cadeia produtiva,
deixando de ser encaminhados à aterros sanitários.

Contatos:
novalix@novalixambiental.com
Lâmpadas não tão mágicas assim...
Cristiano Requião 29/12/2008 13:28:07

Oi Anna,

Você esqueceu de um detalhe... Até agora só se falou da energia
economizada do supermercado em diante. Lembro que o consumo de energia de uma
fluorescente começa na sua fabricação. Uma lâmpada dessas de bocal possui um
reator embutido. Este reator possui inúmeros componentes eletrônicos que, por
sua vez, consumiram energia para serem fabricados - e não são reciclados. O
próprio processo de reciclagem que é parcial, ou muito me engano, também
consome uma energia considerável. Outro detalhe, é que essas lâmpadas podem
causar/agravar doenças de pele, arritmias, lupus eritematoso etc. Politicamente
empurramos para a China o custo ambiental para o fabrico dessas "lâmpadas
mágicas", mas assumimos este perigoso lixo. Essa história de proibição
do uso de lâmpadas incandescentes em determinados países está mal contada...
Como é que ficam os automóveis? Ou a proibição vale somente para o uso na
rede?
Historicamente, "soluções maravilhosas" sempre cobraram um
alto tributo ambiental. Estas lâmpadas não passam de mais um
"deslumbramento"...

Bjs,

Cristiano
Tamanho deste mercado
Alexandre Feistauer 24/02/2009 11:17:50

Realmente as lâmpadas mágica vieram para ficar, mas a verdadeira revolução
vai se dar com as lâmpadas de LED. Com essas até as fluorescentes correm o
risco de virar dinossauro
reciclagem lampada fluorecente
mariete 27/02/2009 08:39:00

preciso reciclar umas 3.000 lâmpadas, qual empresa faz esse trabalho.
Aguardo
com urgencia um retorno.

obrigada

Mariete
reciclagem de lâmpadas fluorescente
vera 28/04/2009 07:27:40

precisamos reciclar + ou - 2.500 lâmpadas fluor. e de vapores, qual
procedimento p/ recilar e quais empresas fazem a coleta?
Cesar Freire 18/05/2009 02:11:58

OLá, Ana, excelente o texto. Parabéns!

Gostaria apenas de registrar que em
Brasília e Goiás a reciclagem de lâmpadas fluorescentes é feita pela Anelluz
Parlante Ambiental, com o sistema Bulbox. Vejam o site:
www.bulbox.com.br

Mais informações, visitem meu blog:
http://lampadasfluorescentesreciclagem.blogspot.co m/

Abraços e parabéns
pelo site!

César
Retorno
Antonio 04/06/2009 17:24:50

Mariete e Cesar, a Novalix Ambiental faz a reciclagem. Acesse o site
www.novalix.com.br ou contate a empresa através do email
comercial@novalix.com.br
reciclagem de lampadas fluorescente
Raymundo França 01/10/2009 08:47:52

trabalho com colete de residuos, tenho lanpadas fluorescente armasenada
precissor mandar para empresas que reciclam, como posso faser isso, de Belém do
Pará, não tenho conhecimento de empresas que fazem esse tipo de reciclagem
reciclagem de lampada fluorescente
Juliano cunha Martins 09/10/2009 13:23:37

Por favor gostaria de saber como faço para reciclar lampâda fluoresente pois
moro na cidade de Passos MG e aqui não tem.
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