De acordo com o site Local Beach-Global Garbage, cientistas marinhos começaram este mês uma travessia pelo Pacífico para estudar a enorme mancha de poluição por plásticos que se acumulou naquele oceano. A expedição partiu de Saint Thomas (Estados Unidos) e seguirá até o mar de Sargaço. A empreitada faz parte de um projeto maior, o 5 Giros, que promoverá uma nova travessia em agosto, quando se cruzará o Atlântico Sul desde o Rio de Janeiro à Cidade do Cabo (África do Sul).

"Este é um problema global, temos visto evidências de poluição por plásticos por todos os lugares do mundo e isto está piorando”, disse em nota o capitão Charles Moore, pai da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita e um dos responsáveis por chamar a atenção do mundo para o problema.

 

Além de alertar para a quantidade e os tipos de plásticos flutuantes, incluindo fragmentos consumidos por peixes e outros animais, os especialistas contam que o material atrai químicos como DDT, PCB, retardadores de chama e outros poluentes. Eles podem estar ou não se acumulando no organismo de várias espécies, chegando até nossas mesas. Conforme os pesquisadores, a poluição plástica dos mares não pode ser limpa por qualquer meio. A saída é cortar o problema na sua fonte. Por isso, defendem leis que demandem das empresas tomarem para si a responsabilidade de recuperar e reutilizar os seus produtos, incluindo incentivos econômicos para promover a recuperação e a extinção dos produtos descartáveis.

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