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Um milhão por leis ambientais
25 Mai 2009, 18:46
Neste final de semana, ambientalistas, juristas e políticos se reuniram para dar início ao que foi chamado de “movimento de reação” contra a destruição das leis ambientais do país. O encontro ocorreu dentro das atividades do Viva a Mata, evento realizado pela não-governamental SOS Mata Atlântica, em São Paulo. Estavam presentes o deputado José Sarney Filho, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Antonio Hermann Benjamin, o diretor de mobilização da ong, Mário Mantovani, entre outros.

A idéia do grupo é, dentro de oito meses, colocar um milhão de pessoas nas ruas, numa mobilização semelhante à que ocorreu em 1984, com o Movimento Diretas Já. “Este é o momento mais crítico do movimento ambientalista brasileiro, estamos numa guerra, agora declarada, onde a mudança no Código Florestal é apenas a ponta do iceberg. Cabe ao movimento ambientalista fazer uma auto-crítica e mobilizar a sociedade”, disse Clayton Lino, da Fundação Florestal do Estado de São Paulo, em relação à desarticulação do movimento ambientalista brasileiro.

Além de tentar uma rearticulação da militância e levar um milhão de pessoas às ruas, o grupo sugeriu a criação de um ranking dos políticos que têm projetos de lei ou emendas contra o meio ambiente.

Após o encontro, uma pequena mobilização foi realizada no Parque Ibirapuera, sede do Viva a Mata. O grupo também disse estar de olho na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que deve votar na próxima quarta-feira a proposta de Decreto Legislativo do deputado Fernando Chucre, que visa reduzir a proteção de restingas no país. “Este encontro de hoje é o ponto de partida para um movimento de reação”, disse o deputado Sarney Filho.

A Rede de ONGs da Mata Atlântica entregou uma carta de apoio ao grupo durante o evento.
Comentários
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Finalmente uma boa luta!
Marcelo Morel 25/05/2009 23:25:23

Foi anunciada uma nova mobilização de eco-políticos para fazer frente as
recentes e contínuas pressões dos lobistas das mais diversas categorias e
setores da avançadíssima e brilhante sociedade capitalista brasileira. Até
aí tudo bem, é legítimo para ambas as partes (eles x mortais) se mobilizarem
e lutarem pelos seus interesses com seus argumentos. Antes de mais nada, acho
que vale a boa briga e pretendo participar dela de alguma forma, ainda não sei
como com meus parcos recursos pessoais, mas a liderança no texto abaixo já
começou mal, é sempre assim esse pessoal de ONG quando começa a querer
substituir o papel dos movimentos sociais ou querer se legitimar como "nosso
representante" (da opinião pública) eles iniciam um discurso apontando um
problema que alguns enxergam ou vivenciaram, em seguida nos culpam por omissão
ou alienação pelo problema. Só muda a causa e a cor da roupa, mas o sistema
inicial é sempre o mesmo. " Nós somos os culpados, a sociedade como um
todo..." ou "temos de fazer uma autocrítica..." . Para dar
continuidade desse processo mental, é preciso dizer que a solução do problema
passa por legitimarmos a sua crítica assumindo a nossa total culpa, esse
detalhe é importante é a total culpa e não a parcela da culpa dividida com os
verdadeiros poluidores e seus protetores parlamentares.
Nós (os maortais)
apoiamos com abaixo assinados, emails, atos quase políticos em eventos sociais
e culturais, ou até mesmo referendando suas mais variadas formas de protestos
criativos, a partir daí basta um golpe publicitário que (re)aparece uma
suposta liderança (simbólica) verde acoplada que passa a intermediar a
formulação de acordos e pactos com o setor produtivo, geralmente são pessoas
que ficam por aí posando de neohippies financiados com dinheiro público (isso
na melhor das hípóteses) enquanto que as verdadeiras e pequenas lideranças
ambientais passavam e passam o diabo para defender e denunciar sem nenhum apoio
as mazelas ambientais nos quatro cantos do país, e no meio do Auê, é claro
que ninguém depois fala uma virgula sobre as fontes de financiamentos dos
projetos e empregos da classe média bem informada gerados após as
mobilizações e notoriedade que certas figuras conquistam.
Bem, sobre as
mazelas ambientais eu não me sinto culpado não, pelo contrário sempre estive
com as pessoas certas e graças a elas agindo de forma mais certa ainda, mas
não me peçam para compartilhar ou ceder posições diante de ecochantagistas e
grupelho de pivetes de dinheiro público que infelizmente é o que se tornou o
Partido Verde brasileiro, exceções há e até honrosas na defesa das
políticas públicas ambientais de nosso país, basta ver a atuação
propositiva e diligente de alguns técnicos legislativos e poucos parlamentares
do PV e do PT (nenhum do RJ) que ainda não citarei para não lhes causar mais
constrangimento, mas eles são exceções e cá para nós ainda não vi se
posicionarem publicamente contra a rapinagem, o achacamento mais venal contra
empresários, a falta de ética e o autoritarismo cometido por seus dirigentes
partidários contra os seus militantes de base que ainda estão na luta e vão
mobilizar as pessoas em defesa de nossas florestas nesta próxima mobilização.

O motivo do desabafo é que entre os vetores para a desmobilização do
movimento ambiental brasileiros o partido verde com sua atual direção teve o
papel mais vergonhoso e desarticulador de todas as organizações da sociedade
civil, e já já vai querer aparecer da forma mais demagógica e simbólica
possível quer seja com líderes cosmopolitas de gestos fortes e rompantes
existenciais, quer seja como instituição com discursos sobre cerejas
contaminadas e que vai nos salvar com a agenda 21 blablá, é claro isso tudo
com o recibo da nossa imprensa em um hiato mental prolongado.
Por outro lado,
é bom considerarmos que o movimento teve início com pessoas que respeitam as
nossas expectativas sem essa manipulação rala. Acredito e acho que surgirão
pessoas sérias. Tanto o ambientalista Mario Mantovani, como o De****do Sarney
Filho e um de****do do PV baiano vem desenvolvendo um trabalho programático e
eles tem se pautado de forma clara, objetiva e o melhor de tudo vem negociando e
lutando realmente por compromissos reais na agenda parlamentar verde. Se
conseguirmos mais pessoas com esse naipe na coordenação deste movimento aí
sim teremos amplitude e boas alianças na sociedade. Para variar no Rio vai ser
um festival de demagogia e falsos símbolos líderes de ninguém. Mas isso a
gente resolve depois, bola pra frente que o Brasil é nosso!!!
Alaor / SC 26/05/2009 10:29:24

oito meses, um pouco demorado demais nao?
UBERABA MG TAMBEM QUER ENTRAR NESTA BRIGA !
Celso Provenzano 26/05/2009 12:02:20

Isto mesmo ! sou Ambientalista e Educador ambiental e minha opiniao é o
seguinte temos sim que valorizarmos o que é nosso ! Alem do mais o que temos de
melhor que é nossa Biodiversidade ! Existem Brasileiros vendiveis e Brasileiros
que adora esta patria entao convocamos estas pessoas que adora esta patria para
juntos Proteger esta fauna e flora . Isto mesmo estamos declarando se possivel
guerra contra estes APROVEITADORES .Sou a favor até de uma RADICALIZAÇAO pois
somente assim estes aproveitadores de terras poderá cumprir as Leis ambientais
. As Leis existem para pessoas que nao cumprem elas .
Celso Provenzano
Articulação ampla da diversidade
C. Soares 26/05/2009 13:52:51

Mais ONGs e movimentos sociais precisam ser incorporados à organização da
mobilização, que sem dúvida precisa ter a dimensão das Diretas Já. Mas as
manifestações não devem ser apenas contra o Congresso. O desmonte é maior e
vem sendo empreendido, de forma sistemática, e é este o absurdo da situação,
pelo Governo Lula (Executivo), pelo Congresso Nacional, pelos parlamentos
estaduais, pelas lideranças empresariais, pela turma desenvolvimentista que se
assanhou com o PAC e discursos similares, pelo agronegócio, etc etc. O desafio
é compor um conjunto de metas simples, fortes e simbólicas que consigam
agrupar a multifacetada expressão da cidadania brasileira. Atenção: é
preciso usar a internet para isso. E técnicas de rede.
Oito meses, mas quando?
Mariana 27/05/2009 08:04:03

Por favor, mandem um aviso quando a data e local dessa passeata forem definidos.
Avisem
Daniela Figueiredo 27/05/2009 12:23:53

Reitero o que a Mariana disse. Vamos marcar já.
CUIDANDO DO NOSSO QUINTAL
Roney Bernardes Rocha 27/05/2009 15:25:49

Nós aqui de Nova Lima-MG também travamos batalhas constantes contra a falta de
fiscalização e a impunidade dos agressores ambientais,mas as lutas localizadas
não geram soluções caseiras e não refletem na legislação ambiental como
deveriam, consequentemente as agressões ,muitas vezez são amparadas por
orgãos ambientais como IEF,Secretarias Municipais,CODEMAS,etc.
Além disso a
midia tendenciosa não se cansar de culpar os EIA-RIMAs pelo atraso de obras
"fundamentais"para o progresso do país.A sugestão de nos unirmos todos
contra essa situação absurda é fundamental.
TEMOS QUE DAR UM BASTA NESTA
HIPOCRISIA AMPARADA PELOS GOVERNOS.
pedido de corresnpondencia
gabriel Muambisse 31/05/2009 05:11:11

gostei das vossas publicacaoes. Portando eu gostaria de receber sempre os vossos
artigos ligados ao ambiente.
Gabriel
oi
camila 09/06/2009 06:26:36

nao entendi nada! bjos fiquei com preguiça de ler!
proposta
Lucia Moraes 02/08/2009 09:55:20

Que tal, paralelamente à mobilização, passar uma lista de abaixo assinado a
ser enviada aos de****dos e senadores repudiando as novas diretrizes propostas
para a questão ambiental no Brasil?
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