
A bancada ruralista gostou do mandato de Marco Maia como presidente da Câmara dos Deputados. Afinal, foi no período de Maia, deputado pelo PT do Rio Grande do Sul, que votou-se a reforma do Código Florestal. Entretanto, agora os ruralistas apostam na substituição do PT pelo PMDB na presidência da Câmara. Esperam com isso agilizar votação de projetos importantes para o setor e, assim, apoiam o nome do atual líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, deputado pelo Rio Grande do Norte, para conduzir o processo.
O nome de Henrique Alves já estava na mesa há dois anos, quando o PT costurou o acordo com o PMDB para a eleição de Marco Maia, em 2011.
Segundo matéria de Caio Junqueira, do jornal Valor Econômico, o objetivo da Frente Parlamentar da Agropecuária é ter no comando da Câmara alguém afinado com as reivindicações da bancada e que ponha na agenda projetos importantes, como a PEC 215, que transfere do Executivo para o Congresso a prerrogativa de criação de unidades de conservação e demarcação de terras quilombolas e terras indígenas.
Outra reivindicação dos ruralistas abraçada por Alves é a criação de comissão conjunta para tipificar o conceito de trabalho escravo. O conceito é definido pelo artigo 149 do Código Penal, que os ruralistas consideram vago. Durante a tramitação da PEC do trabalho escravo, os ruralistas pressionaram, mas não conseguiram forçar uma redefinição do conceito de trabalho escravo.
Durante almoço no início de dezembro, Henrique Alves recebeu apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária e se comprometeu a atender às reivindicações da bancada. Além da bancada ruralista, o peemedebista recebeu apoio do DEM, PSDB, PSD, PDT, e do PSC.
A eleição para presidente da Câmara e do Senado será em fevereiro e o mandado do novo presidente é para o biênio 2013/2014.
PEC das terras indígenas aprovada ontem também atinge UCs
Deputados fiscalizam demarcação de terras indígenas
Dilma pode fazer Kátia Abreu ministra para destravar Código
Leia também
Desmatamento e degradação têm queda expressiva na Amazônia
Governo federal comemora tendência de queda e mira na meta do desmatamento zero até 2030. Cerrado também apresentou redução no desmate →
Subsídio a empresas que destroem biodiversidade é 32 vezes maior que para aquelas que a protegem
Relatório do IPBES mostra fluxo global de financiamento público e privado com impacto negativo direto sobre natureza foram da ordem de US$ 7,3 trilhões em 2023 →
STF amplia pressão sobre União para conter desmatamento na Amazônia
Decisão amplia prazos e impõe auditorias, planos de ação e reforço institucional para enfrentar falhas estruturais no combate ao desmatamento na região →




