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Onça parda no Parque da Serra dos Orgãos

Projeto de inventário de mamíferos em unidade de conservação no Rio de Janeiro pode indicar sucesso de corredor fluminense de Mata Atlântica.

Redação ((o))eco ·
14 de novembro de 2010 · 15 anos atrás
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O chefe do Parque Nacional da Serra dos Órgão, Ernesto Castro, nos enviou a foto acima, uma onça parda fotografada na unidade de conservação. O projeto inventário de mamíferos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, desenvolvido pela própria equipe do Parque em parceria com o CENAP/ICMBio, registrou a presença da onça parda (Puma concolor) próximo à sede da UC, em Teresópolis.

A cada três semanas, a equipe percorre cada trilha para checar as armadilhas e verificar os registros. A onça parda foi registrada já no primeiro período de amostragem. Na última semana o animal, também chamado de suçuarana, foi visto por um servidor atravessando a rodovia BR-116, que cruza o Parque, durante a madrugada.

O Projeto de inventário de mamíferos foi selecionado em edital da Diretoria de Biodiversidade do ICMBio e recebeu apoio financeiro para 2010. Foram adquiridas 20 armadilhas fotográficas e equipamentos complementares. O CENAP cedeu outras 16 armadilhas para aumentar a cobertura em diferentes áreas do Parque. A equipe do projeto é formada por servidores, monitores, estagiários e voluntários.

Um dos principais objetivos do projeto é confirmar a presença da onça pintada na área do Parque, já que há relatos de sua presença e técnicos do CENAP encontraram rastros que provavelmente são desta espécie em 2008.

A coordenadora de manejo do Parque da Serra dos Órgãos e do projeto, Cecília Cronemberger, destaca também os objetivos futuros, “Nossa proposta é aprofundar o inventário e, em seguida, iniciar o monitoramento das populações de carnívoros e outros mamíferos de grande porte no Parque e região”.

Mamíferos que percorrem grandes distâncias, como as onças, podem ser bons indicadores de conectividade entre unidades de conservação ou remanescentes florestais. O Parque da Serra dos Órgão está preparando, em parceria com o Parque Estadual dos Três Picos e a Reserva Biológica do Tinguá, projeto de monitoramento que inclua as três unidades de Conservação para verificar a efetividade de corredores florestais no Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense. As três unidades juntas têm mais de 100 mil hectares e protegem um dos principais remanescentes da Mata Atlântica.

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Comentários 1

  1. Daniel diz:

    Olá, nós já estamos no ano de 2019,e infelizmente um caçador da cidade de Magé, bairro Suruí,capturou uma onça parda e a matou… isso tudo é muito triste…