Dos gabinetes de Brasília ao fundo do mar, passando pelo Caatinga e outras paragens, a equipe de O Eco revela as últimas notícias sobre conservação e política ambiental.
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Salada Verde
Ativistas presos no Japão
08 Set 2010, 12:32
Junichi Sato e Toru Suzuki, ativistas do Greenpeace, foram condenados hoje a um ano de prisão em Aomori - Japão-, por denunciarem um escândalo de corrupção dentro do programa baleeiro mantido pelo governo japonês. Ambos estão impedidos, pelo governo, de se envolver em qualquer atividade do Greenpeace durante três anos.

Sato e Suzuki, acusados de roubo e invasão de propriedade, desenvolveram uma investigação de interesse público que comprovou o desvio de caixas de carne de baleia para uso privado da tripulação dos navios baleeiros e não para pesquisas científicas, como alegava o governo japonês. Portanto, os ativistas comprovaram claramente a violação das leis internacionais que proíbem a caça de baleias. O Greenpeace considera desproporcional e injusta a condenação aos ativistas que demonstraram que a atividade baleeira no Japão não atende nem a verdadeiros interesses científicos nem à necessidade alimentar de sua população, e sim aos interesses políticos da agência de pesca japonesa, a JFA, que mantém as atividades mesmo sem um mercado interessado na carne, manobrando subsídios que ultrapassam milhões de dólares. O Japão, apesar de condenado pela comunidade global da Comissão Baleeira Internacional, nega-se a parar com a caça de baleias na Antártida.
 
“Nossa denúncia tinha como alvo a verdade sobre o programa baleeiro japonês e fomos condenados. Enquanto isso, quem promove o mal uso do dinheiro público anda livremente”, afirmou Suzuki em nota distribuída pelo Greenpeace. “Ao mesmo tempo que admite práticas questionáveis da indústria baleeira, a justiça japonesa não reconhece o direito de expor tais ilegalidades à opinião pública”, declarou Junichi Sato.

A defesa dos ativistas se deu com base na Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos, tratando o caso como um crime doméstico, porém o julgamento não tomou isso em consideração e o caso continua visto como uma violação dos direitos humanos com motivações políticas pela opinião pública internacional.

O caso gerou atenção internacional. Durante o julgamento, bandeiras foram levantadas em embaixadas japonesas ao redor do mundo em apoio aos ativistas. Personalidades, como o Prêmio Nobel Arcebispo Desmond Tutu, grupos internacionais de direitos humanos, juristas, e Navi Pillay, Alta Comissionária em Direitos Humanos das Nações Unidas, manifestaram suas preocupações sobre o caso e, particularmente, em relação à liberdade de expressão.

 O Greenpeace realiza hoje (8/9), às15 horas, uma manifestação contra a criminalização do ativismo em São Paulo. (Laura Alves)
 
Suspeita de irregularidades no Ibama-SP
03 Set 2010, 11:20
Porto de Santos está no centro da polêmica do Ibama-SP
(foto: divulgação/Codesp)
O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou nesta quarta-feira (01) que a presidência do Ibama instale um processo administrativo para investigar a possível existência de tráfico de influência na superintendência do orgão no estado. De acordo com nota divulgada pela procuradoria, existem indícios de favorecimento de pelo menos cinco empresas e envolvimento direto da superintendente do Ibama em São Paulo, Analice Pereira. Para o MPF, a servidora deve ser afastada durante as investigações.

A recomendação partiu depois de denúncia feita por fiscais exonerados do órgão após o polêmico episódio do embargo do Porto de Santos no dia 7 de julho. Na ocasião, os dois servidores do Ibama aplicaram multa de 10 milhões de reais ao complexo portuário que funcionava sem licença ambiental, mas foram surpreendidos por ordem da superintendente que cancelou o auto infração.

A própria presidência do Ibama, em Brasília, no dia seguinte, divulgou nota oficial à imprensa na qual sustenta que os fiscais "não agiam em nome da instituição". Logo depois, eles foram afastados de seus cargos.

Um destes servidores, Daniel Toni, concedeu entrevista ao Jornal da Record e acusou Analice Freitas de influir diretamente na atuação de fiscais ambientais no estado de São Paulo. No relatório feito logo após a interdição do Porto de Santos, os funcionários afirmam que a ação de fiscalização foi interrompida depois de uma conversa telefônica entre a superintendente do Ibama e a administração do Porto de Santos.

Assista reportagem do Jornal da Record

O episódio do Porto de Santos rendeu ainda mais uma decisão controversa do Ibama, desta vez tomada pela presidência do órgão. Uma semana após o cancelamento do interdição em São Paulo, uma portaria foi editada com os procedimento de embargo que deveriam ser seguidos pelos fiscais. A medida permite que instalações de "interesse público" possam continuar funcionando mesmo sem licença ambiental, ao menos que estejam causando dano ambiental comprovado.  Neste caso, a paralisação das atividade só poderá ocorrer com autorização do presidente do Ibama.

Leia mais em "Ibama proíbe próprios fiscais de embargarem obras"
 
Novas ararinhas-azuis no pedaço
02 Set 2010, 13:47

Entre as recém-nascidas, 2 são filhas de uma
mãe criada em cativeiro (divulgação - AWWP)

Foi anunciado nesta quinta-feira que seis filhotes de ararinha azul (Cyanopsitta spixii), 1 macho e 5 fêmeas, nasceram com sucesso neste ano no programa da organização da Al Wabra Wildlife Preservation, no Qatar. Extinta na natureza, a espécie sobrevive com uma população de 73 indíviduos em criadouros espalhados por 3 países e controlados pelo Programa Internacional para Reprodução do governo brasileiro.

O criadouro da Al Wabra, no Qatar, é o mais bem sucedido e conta com 56 indíviduos. Entre as seis ararinhas nascidas em 2010, duas trazem grande alento pois são os primeiros indivíduos reproduzidos por uma ave da segunda geração da espécie, a mãe. Além disso, o pai destes filhotes possui 36 anos e é uma das poucas aves no programa proveniente da natureza.

Patrocinada pela fortuna do Sheik Saoud Bin Mohammed Bin Ali Al-Thani, a iniciativa no Qatar pretende ainda reintroduzir a ararinha na Caatinga, seu habitat natural. Para tanto, uma área já foi adquirida em Curaça (BA) com 2,2 mil hectares. (Gustavo Faleiros)

Leia mais em 
Ararinha pode retornar ao Sertão
 
Crimes ambientais no Paraná
31 Ago 2010, 13:31
No dia 25 de agosto, policiais do Batalhão Florestal do Paraná realizaram fiscalização em um sítio na região de Guaraquecaba, bairro de Itaqui, A investigação, norteada por denúncias anônimas sobre crimes ambientais na propriedade, levou o grupo de policiais florestais ao local para confrontar o denunciado, acusado de possuir uma pequena fábrica clandestina de palmito jussara - espécie nativa que encontra-se em risco de extinção - além de praticar a caça ilegal de animais silvestres nativos.

A polícia conseguiu revistar a residência do acusado, na qual foram encontradas diversas provas de irregularidades e crimes ambientais. Foram apreendidos 60 unidades de palmito (euterpe edulis), dois panelões, provavelmente utilizados para o cozimento do palmito, e 250 vidros vazios para conserva. Em sua defesa, o proprietário e praticante das atividades ilegais, Dimas Dias, afirmou que o envase dos palmitos era apenas para seu consumo próprio e de sua família que mora em Paranaguá.

Após a apreensão do material ilegal e da comprovação dos crimes ambientais, a polícia solicitou uma averiguação mais profunda na residência. A investigação mais aprofundada apenas levantou mais material comprovado de práticas ilícitas. No frezzer, para supresa dos policiais, estavam estocados vários pacotes de carne congelada, que os policiais identificaram como sendo carne de animais silvestres. A caça de espécimes da fauna brasileira é proíbida de acordo com a LEI 9.605/98 e é considerada um crime contra o meio ambiente. Na propriedade de Itaqui foram apreendidos e levados à DP de Antonina  7 tatus, 2 partes traseiras de cateto e 1 tamanduá. Quando interrogado pela polícia o acusado atestou que fazia a compra dessas carnes para distribuir aos seus filhos, que moram em Paranaguá, como também para consumo próprio.

O acusado já recebeu a voz de prisão, mas ainda não foi efetuada, pois a polícia não lavrou auto de infração ambiental uma vez que o acusado não tinha documentos da propriedade. (Laura Alves)


 
Feixes de palmito e animais apreendidos pela polícia florestal paranaense


 
Termoelétrica ameaça biodiversidade chilena
27 Ago 2010, 14:32
Um grupo de representantes da comunidade de La Higuera, liderado pela prefeita Sylvia Clavería foi até a Câmara dos Deputados do Chile para apresentar as eventuais irregularidades no processo de aprovação do projeto para a construção da termoelétrica Barrancones, que será instalda em Punta de Choros, perto das reservas marinhas da região de Coquimbo.

No Congresso o grupo se reuniu com os deputados Marcelo Díaz (PS), Alfonso de Urresti (PS), Osvaldo Andrade (PS), Adriana Muñoz (PPD), Matías Walker (DC) e a presidenta do PPD, Carolina Tohá para pressionar o Presidente chileno, Sebastian Piñera a cumprir as promessas feitas em sua campanha presidencial, na qual assegurava que o projeto não caberia em sua administração devido às incompatibilidades ambientais do projeto da empresa Suez Energy. Em outro movimento de manifestação contrária às negociações do projeto, os deputados Enrique Accordi (PPD), Marcelo Díaz (PS) e Guillermo Teillier (PC), juntamente com o Movimento de Defesa do Meio Ambiente (MODEMA) e Sylvia Clavería, foram até a casa presidencial de La Moneda para entregar ao presidente mais de 25 mil assinaturas coletadas a nível nacional e internacional para impedir a construção da Termoelétrica de Barrancones.

O projeto contempla a construção de uma central termoelétrica com capacidade de 600 MW que utilizará carvão betuminoso e sub-betuminoso como combustível principal. A central contaria com 3 caldeiras e uma chaminé por unidade, além da construção de um porto de abastecimento de carvão para a usina. Dessa forma, a comunidade costeira resiste à materialização deste projeto de grande impacto ambiental, levantando o debate sobre a real necessidade de implantação dessa central e de todos os impactos sobre o ambiente, às reservas ambientais e à comunidade de La Higuera. Esse projeto será danoso, principalmente para as Reservas Marinhas de Isla de Choros e para a Reserva Nacional dos Pinguins de Humbolt – Isla Damas.

.De acordo com Rosa Rojas, presidenta do movimento ambiental de La Higuera, esse projeto pode provocar danos irreversíveis à biodiversidade da região, área que abriga 80% dos pinguins de Humbold e outras espécies ameaçadas. A repentina mudança de opinião por parte de Sebastián Piñera em relação à construção da termoelétrica levanta suspeitas políticas e constitui-se como uma irregularidade que soma-se às problemáticas ambientais já evidenciadas pelo projeto.

Durante três anos a região de Coquimbo manifesta-se contra a aprovação da termoelétrica, porém agora os serviços públicos passaram a se reunir com o presidente mundial da Suez Energy, mudando a opinião antes estabelecida. O deputado Marcelo Diaz ainda coloca que pela primeira vez a Corema da Região de Coquimbo se reúne de forma extraordinária para analisar o projeto deixando de fora a opinião das organizações sociais. Dessa forma essas organizações estão alertadas para a aberração ambiental que esse projeto apresenta: impactar uma das reservas naturais mais valiosas do território chileno.

“Para as questões ambientais, teremos que buscar os compromissos do presidente Sebastián Piñera nas entrelinhas, porque da mesma forma com que ele indicou em sua campanha que este projeto atentava contra a natureza riquíssima da região, hoje a porta fechada deixa que a Corema aprove esse projeto entre quatro paredes”, acrescenta Adriana Muñoz, deputada.

Com esse embate político ambiental, muitos movimentos sociais e manifestações vem ganhando espaço nos meios de comunicação e em redes virtuais, como o twitter. Artistas, ativistas e representantes unem-se em causa comum, pela não aprovação da termoelétrica. A maior importância desses movimentos está em divulgar informações sobre a comunidade de La Higuera, sobre as reservas ambientais e, principalmente, as irregularidades e impactos previstos para esse projeto. (Laura Alves)
 
Confira os vídeos sobre a usina de Barrancones e a região de Punta de Choros.
http://www.salvemospuntadechoros.org/page/2/ 
 
Cadastro de Unidades de Conservação
26 Ago 2010, 14:35
Em comemoração aos 10 anos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC (Lei nº 9.985/2000), o MMA lança o novo Portal do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação – CNUC. O portal possui um banco de dados cadastrais de todas as unidades de conservação brasileiras e suas principais informações, como sobre seu gerenciamento, abertura para visitação e plano de manejo.

O cadastro virtual é uma ferramenta  para análises e balanços sobre as 743 unidades de conservação (310 federais, 374 estatuais e 60 municipais), auxiliando na melhor aplicação de políticas públicas para a preservação. 

O CNUC é o banco de dados oficiais do SNUC, mantido pelo pelo Ministério do Meio Ambiente com a colaboração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e de outros 93 órgãos gestores estaduais e municipais. Esse recurso permite consultas públicas personalizadas de relatórios, mapas, além de possibilitar a utilização de filtros para pesquisas específicas, como categoria de manejo, esfera administrativa, UF, bioma e programas das unidades de conservação. Os dados são disponibilizados em formato de fichas que facilitam o acesso às informações.
 
Foram criados também 14 mapas pré-confeccionados que ilustram a distribuição das unidades de conservação nos biomas nas três esferas de gestão, além das áreas prioritárias para a conservação em todo o território brasileiro. 

Acesse:  www.mma.gov.br/cadastro_uc  
 
Aquecimento e o tamanho de carnívoros
25 Ago 2010, 14:22

O estudo realizado pela Universidade da Flórida demonstrou que o Palaeonictis wingi, um animal parecido com a hiena, mas já extinto, ficou menor durante um período de 200 anos, enquanto a temperatura da Terra aumentou 15 graus Fahreinheit. Ele era do tamanho de um urso e diminuiu para as dimensões de um coiote.
 
Mas os pesquisadores descobriram também que, após este período, quando as temperaturas voltaram a ficar mais frias, o P. wingi voltou a crescer. “Nós sabíamos que herbívoros ficaram menores no início do Eoceno (época compreendida entre 55 milhões e 36 milhões de anos atrás) quando ocorreu um aquecimento global, possivelmente associado à elevação dos níveis de dióxido de carbono”, afirmou o autor líder do estudo, o estudante de doutorado Stephen Chester, da Universidade de Yale. “Surpreendentemente, este estudo mostra que a mesma coisa aconteceu com alguns carnívoros, sugerindo que outros fatores podem ter um papel importante na evolução”.

Os cientistas ainda não sabem ao certo porque espécies de animais ficam menores durante períodos mais quentes. Uma teoria é que o aumento da concentração de dióxido de carbono da atmosfera reduz os nutrientes e o tamanho das plantas. Mas a descoberta de que animais carnívoros também se tornam menores demonstra que podem haver outros fatores envolvidos nestas alterações.

Urso-das-cavernas

Mas na Europa, outro estudo demonstra que mudanças climáticas nem sempre são o fator mais importante para sobrevivência das espécies. Ao contrário do que se supunha até agora, o urso-das-cavernas (Ursus spelaeus), que desapareceu há cerca de 24 mil anos, não foi extinto por uma era glacial, mas pela competição com seres humanos por território e abrigos.
 
Cientistas europeus analisaram o DNA mitocondrial de 17 fósseis da espécie encontrados em diversos países e concluíram que o declínio da população destes animais começou 50 mil anos atrás, durante a expansão do Homo sapiens pela Europa. O estudo, publicado no jornal Molecular Biology and Evolution, demonstra que o animal deixou de ser abundante por volta de 35 mil anos atrás.

Os pesquisadores analisaram também fósseis de urso marrom (Ursus arctos), ainda encontrado no continente. A pesquisa dá uma explicação simples para a sobrevivência desta outra espécie. O urso marrom não precisa de cavernas para sobreviver. Graças a isto, não teve o mesmo destino, até agora, de seu primo. Os ursos-das-cavernas eram bem parecidos com os modernos ursos marrons, mas bem maiores. Podiam pesar mais de 500 quilos e chegar a 4 metros de altura. E precisavam de mais tempo de hibernação do que os ursos moderno. (Vandré Fonseca)

Leia o estudo: (http://www.springerlink.com/content/wn1526868783n014/).
   
Crânio de um urso-das-cavernas encontrado em Cova a Eiros (Triacastela, Lugo). Credito: Grandal-D'Anglade et al.

 
O declínio do urso-das-cavernas começou há 50 mil anos, com a expansão humana. Credito: RockCreek.
 
Ibama proíbe caça do javali
25 Ago 2010, 14:16
Foi publicada uma Instrução Normativa de n.º 8, de 17/08/2010, no Diário Oficial da União, que institui um novo grupo de trabalho, cordenado pela Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFlo) e representantes técnicos das superintendências do Ibama para definição de propostas que melhorem a eficiência de controle dos javalis na natureza. Essa medida de minimização de impactos ambientais e uso sustentável vai de encontro à decisão do presidente do Ibama, Abelardo Bayma que revogou a Instrução Normativa n.º 71, de 04/08/2005, que autorizava o controle populacional do javali (Sus scrofa) por meio de captura e abate em todo o estado do Rio Grande do Sul.

De acordo com a nova norma fica proíbida a caça dessa e de outras espécies consideradas pragas para a agricultura, flora nativa ou para a integridade humana. Antes é preciso equilibrar a situação e a elaboração de acordos em todos os estados brasileiros afetados pela ação das populações de javalis.
 
“A proposição é que se busquem soluções de controle permanente, regularizando-se os criadouros com processos anteriores, evitando-se as criações clandestinas e estabelecendo-se os mecanismos que miniminizem ou eliminem as possibilidades de disseminação da nocividade desta espécie, considerada praga no território nacional”, explica Vitor Hugo Cantarelli, coordenador de Gestão do Uso de Espécies de Fauna (Coefa/DBFlo). (Laura Alves)
 
Promotores criam jogo para educação ambiental
24 Ago 2010, 12:08
A comissão de Gestão Ambiental do Ministério Público de Pernambuco inovou na comunicação de questões de meio ambiente aos aos servidores e promotores. Criou um jogo de memória memória chamado “Eu respeito o meio ambiente” . O princípio por trás é agir localmente e pensar globalmente.
 
A promotora Rejane Strieder, a chefe da comissão,  contou com apoio de servidores ligados à assessoria de comunicação, ilustradores e publicitários. O jogo, em um arquivo no formato PDF, tem trinta cartas, cada uma com uma mensagem simples, dirigida ao público mais jovem. Além de informações sobre os cuidados que devem ser observados ao se utilizar água, alguns conselhos para se evitar a incineração de lixo e evitar a poluição sonora – essa última tão frequente desde que se tornou comum a venda de CDs produzidos artesanalmente em carrinhos empurrados pelas grandes cidades pernambucanas.
 
O jogo foi oferecido nas escolas públicas, como material paradidático dos alunos. A aceitação ultrapassou os limites do estado nordestino. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, tomou conhecimento da peça e pediu autorização da comissão de Gestão Ambiental do MP de Pernambuco para também desenvolver uma campanha de conscientização e responsabilidade socioambiental no Inca. O jogo também ficará disponível para os pacientes da pediatria e para os filhos das pessoas que estiverem em tratamento no instituto.

Conheça o jogo da memória pelo link, mas antes confira algumas das imagens da inciativa interativa:


 
 
Conheça Oi! O Tucano Ecologista
23 Ago 2010, 16:36


Recentemente((o))eco entrevistou o cartunista carioca Luiz Paulo Ribeiro, criador dos Ecomen, super-heróis ambientalistas. Encontramos agora outro personagem carismático que retrata os problemas ecológicos do planeta: o tucano ecologista “Oi”, de Fernando Rebouças. 

Desde a infância, o pós graduando em produção editorial Fernando Rebouças, desenha e cria os personagens da turma do "Oi! O Tucano Ecologista". O autor mantém sua obra ativa desde sempre, com suas publicações iniciais pela editora Papel virtual. 

Os quadrinhos ecológicos abordam temas, como desmatamento, mudanças climáticas, poluição, consumo excessivo de água, entre outros temas ambientais, sempre da perspectiva dos animais como a minhoca e o tamanduá, companheiros do tucano ecologista.
 
Desde 2006 Rebouças vem divulgando novos materiais em tiras publicadas na revista Pescador (ed. Escala) e nos quadrinhos da Com Ciência Ambiental (ed. Casa Latina). Hoje o Tucano ecologista aparece, em papel reciclado, na revista Orgânica do Rio de Janeiro, na revista Aquecimento Global e no jornal Brasilian News na Inglaterra.

Em 2010 o cartunista lançou dois livros da sua turma, o “Oi! O Tucano Ecologista- Mico na Mata Atlântica” e “Oi! O Tucano Ecologista – Biodiversão”, pela editora Livros Ilimitados. Ambos podem ser encontrados no site da (http://oiarte.com/obras_2.htm). Além de outros meios de comunicação, a turma dos quadrinhos de Fernando chegaram até Londres, Madrid e Flórida, e dessa vez falando espanhol para o jornal Express News e seus leitores.

Confira as tirinhas de “Oi! O Tucano Ecologista” :



Site:  www.oiarte.com.
 
Tecnologia contra a acidificação dos oceanos
23 Ago 2010, 14:16
O aquecimento global tem provocado mudanças em diversos ecossistemas ao redor do planeta. Debaixo d’água as conseqüências podem ser graves já no final deste século. Tudo porque as emissões de dióxido de carbono na atmosfera provocam mudança no pH das águas e consequentemente um aumento na acidez dos oceanos. Mas um estudo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, lança mão da tecnologia para ajudar na preservação dos mares do planeta.

“As nossas simulações computacionais permitem prever o impacto que a rapidez da redução das emissões terá no futuro na acidificação dos oceanos e ajuda a informar que decisões políticas podem ser adotadas para combatê-la”, explica Dr. Toby Tyrrell, um dos pesquisadores responsáveis.

A preocupação é coerente. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera é a maior dos últimos 800 mil anos. Há fortes evidências que foram as mãos humanas as responsáveis por esse recorde. Queima de combustíveis fósseis, desmatamentos, queimadas, poluição... E apesar de tanta fumaça que prejudica nossa atmosfera, esse cenário poderia ser pior.

“Os oceanos absorvem cerca de um terço das emissões de dióxido de carbono, que ajudam a limitar o aquecimento global. Mas a absorção de dióxido de carbono pelos oceanos também aumenta a sua acidez, com efeitos potencialmente nocivos para a calcificação de organismos como os corais e os ecossistemas que eles apóiam”, acrescente o Dr. Tyrrell.

O esquema abaixo explica o cliclo do carbono nos oceanos


A média do pH da superfície global dos oceanos já diminuiu de cerca de 8,2, em 1750, para 8,1, hoje. Uma diminuição do pH corresponde a um aumento da acidez dos mares. Segundo simulações da pesquisa, a média do pH poderia cair para entre 7,7 e 7,8, em 2100, se as emissões do dióxido de carbono não forem controladas. Caso haja um controle agressivo das emissões, os que moram no mar poderão comemorar. Estima-se que haja um pico de liberação do dióxido de carbono, em 2016, seguido de uma redução drástica de 5% nos anos seguintes. O nível do pH dificilmente atingiria números abaixo de 8,0, no último ano do século XXI.

“Quanto antes soubermos é bom porque essa taxa de mudança seria sem precedentes por milhões de anos. Deve ser uma preocupação a rapidez com que os organismos poderiam se adaptar a essa transformação depois de um longo período de relativa estabilidade no pH do oceano”, aponta o Dr. Tyrrell.

As mudanças no nível do pH dos séculos subseqüentes dependerão de quanto a taxa de emissões de dióxido de carbono podem ser reduzidas a longo prazo. E para isso não há máquina que possa agir no lugar das mentes e mãos humanas. (Thiago Camara)
 
Florestas de pé ganham novo incentivo
20 Ago 2010, 12:35

De pé, as florestas geram uma série de resultados indispensáveis à vida, como manutenção da qualidade dos recursos hídricos, equilíbrio do micro-clima e preservação da biodiversidade. Com estas características em mente, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade lançou um edital que premiará projetos voltados ao pagamento por serviços ambientais, redução das emissões de carbono ou fixação do mesmo na Mata Atlântica. Ao todo, a partir do apoio técnico e financeiro do governo da Alemanha, 4,8 milhões de reais serão aplicados nas instituições vencedoras, que só podem apresentar, cada, uma única proposta.

“Os pagamentos por serviços ambientais representam uma importante ferramenta para a conservação dos remanescentes de floresta da Mata Atlântica. A remuneração é de suma importância porque o tamanho e as baixas taxas de desmatamento do bioma dificultam a implantação de um sistema de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) convencional. Além disto, é na mata que estão localizados importantes nascentes e rios que abastecem grandes cidades brasileiras”, avalia Erika Polverari, coordenadora do programa.

A chamada faz parte do projeto Proteção da Mata Atlântica II, capitaneado pelo Ministério do Meio Ambiente. As organizações sem fins lucrativos, instituições de pesquisa e ensino, empresas estaduais ou municipais de água, agências de bacias ou consórcios e associações municipais que tenham relação direta com o tema do edital podem pleitear o patrocínio até o dia 24 de setembro. Apenas projetos em fase de elaboração ou desenvolvimento serão agraciados, isto após uma etapa de enquadramento e outra de análise técnica.
 
Mapa mostra projetos de usinas na Amazônia
19 Ago 2010, 13:05
As organizações Fundação Proteger, da Argentina, International Rivers, dos Estados Unidos e ECOA Brasil lançaram um banco de dados online sobre os impactos ambientais das mais de 140 grandes barragens na Bacia Amazônica. O novo recurso mostra projetos em vários estágios de planejamento no Brasil, Equador, Peru, Bolívia e Colômbia, projetando danos que podem ser causados à bacia e seus habitantes. 

O site (www.dams-info.org) apresenta informações técnicas e econômicas das represas já existentes, das planejadas e das ainda em construção na base de dados “Barragens da Amazônia”. Dentre os países citados, todos possuem projetos de grande escala, porém o Brasil é que possui mais de 60 barragens planejadas para a Amazônia brasileira.

Um mapa interativo foi criado com base em fontes oficiais, de empresas envolvidas nos projetos e compiladas junto com informações fornecidas pela sociedade civil e de pesquisadores da área, um desafio técnico que envolveu a participação de especialistas de sete países, incluindo Argentina, Brasil, Bolívia, Peru e Estados Unidos.

Federico González Brizzio, coordenador de comunicação da Fundação PROTEGER e responsável pela elaboração e implementação da plataforma garante o detalhamento e credibilidade dos dados evidenciados e da confiabilidade das diferentes fontes consultadas. Espera-se que o recurso online seja utilizado por governos, pesquisadores, educadores e organizações não-governamentais e pessoas interessadas.

"Para a próxima fase deste projeto, esperamos incorporar outras fontes úteis de informação, tais como mapas das áreas indígenas, das unidades de conservação ambiental e das linhas de transmissão de energia, a fim de mostrar quantos projetos de barragens irão impactar diretamente essas áreas sensíveis de proteção ", disse disse Brent Millikan, diretor do Programa da Amazônia da International Rivers. (Laura Alves)
 
Ibama apreende xaxim ilegal em SC
19 Ago 2010, 12:35
 
Empresa interditada por crimes ambientais (foto: divulgação Ibama)


O Ibama apreendeu 42,8 m³de xaxim (Dicksonia selowiana) em empresa do município de Santa Cecília, Santa Catarina. A quantidade equivale a um caminhão cheio de madeira. As atividades ilegais estavam sendo praticadas há seis meses e, juntamente com o crime ambiental, a empresa funcionava sem licença, mantia um estoque irregular de xaxim e fazia corte de árvores nativas ameaçadas de extinção sem as permissões necessárias.

Os agentes ambientais do Ibama em parceria com a Polícia Federal de Lages/SC, apreenderam xaxim in natura e em vasos prontos para a venda, um trator e uma motoserra. A área de floresta nativa na qual o xaxim era extraído foi identificada. As atividades da empresa foram embargadas e.como resultado foram lavrados três autos de infração e uma multa de mais de 28 mil reais.

Gilberto Feldhaus, chefe da Unidade Avançada do Ibama em Caçador/SC, faz o alerta para riscos de prisão e processos para crimes ambientais e retoma a importância das denúncias de irregularidades ambientais e práticas danosas ao meio ambiente pela população. Pela Linha Verde (0800-618080) os cidadãos podem denunciar atividades ilegais de forma anônima e gratuita. (Laura Alves com informações do Ibama)
 
Belo Monte: disputa pode sair do papel
16 Ago 2010, 16:41

Encontro em Altamira (foto: Karina Miotto)

Altamira - Cerca de 350 pessoas, entre lideranças indígenas e comunidades ribeirinhas estiveram no Acampamento Terra Livre Regional, entre os dias 9 e 11 de agosto em Altamira, no Pará, com o objetivo de discutir impactos de grandes obras na Amazônia como a hidrelétrica do Rio Madeira e a Rodovia 163, que deve ligar Cuiabá (MT) a Santarém (PA), além de debater a construção de Belo Monte, maior empreendimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

As discussões resultaram em uma carta que será enviada ao governo federal depois do Acampamento Terra Livre Nacional, que acontece na semana que vem em Campo Grande (MS). Esta é a terceira vez que Altamira é palco de um grande evento contra a usina. O primeiro do tipo, chamado I Encontro de Povos Indígenas, aconteceu em 1989. Em 2008, a cidade recebeu o Encontro Xingu Vivo Para Sempre.

Apesar de o assunto se estender a diversas obras de grande infraestrututa, o foco da discussão permaneceu sobre a usina de Belo Monte que deverá impactar, de diversas formas diferentes, a vida de milhares de pessoas. “Estima-se entre 20 e 200 mil. É uma janela enorme e isso acontece pela falta de estudos suficientes sobre as regiões impactadas. Se considerarmos toda a Terra do Meio, este número pode chegar a 500 mil”, explica Marcelo Salazar, coordenador adjunto do Programa Xingu, do Instituto Socioambiental (ISA).

"Estamos falando de uma obra cujos impactos não foram dimensionados como deveriam ter sido. O que pode causar a vinda de 200 mil pessoas a uma região cercada de Terras Indígenas e Unidades de Conservação? No mínimo, o aumento no consumo de madeira, peixe e de demais recursos naturais, o que vai gerar uma pressão enorme sobre estas áreas e estes povos", complementa Salazar.


Desde o início do evento, os participantes deixaram claro que não aceitarão a construção da usina. Por mais de uma vez o cacique Raoni, líder Kayapó, afirmou que é muito importante "que todos os parentes indígenas permaneçam unidos" para impedir a construção da hidrelétrica. "É preciso que o governo respeite os índios do Brasil. Enquanto estiver vivo, forte e inteiro, vou lutar contra Belo Monte", afirmou em um discurso.

O evento foi encerrado com uma marcha pelas ruas da cidade formada por centenas de pessoas entre mais de 30 etnias indígenas, ribeirinhos, pescadores e moradores de Altamira, e teve seu ponto final em frente à sede da Eletronorte. Um caixão com alguns dizeres, entre eles “Lula respeite a constituição” foi deixado no local. “Desde o início das discussões sobre Belo Monte, é a primeira vez que vejo esta união de tantos povos, inclusive de outras regiões do país, em uma manifestação pública contra a usina. Este é um marco na história do Xingu”, afirmou o bispo Erwin Krautler, que atua no Xingu.

Para Brent Millikan, diretor do Programa Amazônia da organização International Rivers, o evento tem força política e veio para lembrar os impactos que podem ser causados pela usina. “Estamos falando de uma obra com enormes custos socioambientais e desperdício de dinheiro público. Existem outras alternativas para produzir energia, de modo que se mantenha o respeito às populações locais e ao meio ambiente. Este assunto merece atenção nacional. A Amazônia é um patrimônio brasileiro que todos precisam cuidar”. (Karina Miotto)
 
Em "débito com a Natureza"
16 Ago 2010, 14:44
O governo brasileiro assinou um acordo com o governo dos Estados Unidos que reduz os débitos de pagamento do Brasil em quase 21 milhões de dólares nos próximos cinco anos. Em retorno, o Brasil comprometeu-se a investir esses fundos em projetos que garantam a proteção das florestas tropicais do país.

Com o acordo, garantido pelo Tropical Forest Conservation Act (TFCA) de 1998, fundos irão apoiar atividades de conservação e proteção de áreas, melhoria da gestão dos recursos naturais, melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável de populações que dependem das florestas.

Os fundos gerados pelo acordo ajudarão o Brasil, um dos países mais ricos em biodiversidade do mundo, a proteger a Mata Atlântica, assim como outros biomas como o Cerrado e a Caatinga.
 
Essa é a 16° iniciativa da TFCA que já assinou acordos com Bangladesh, Belize, Botswana, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Indonésia, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru e com as Filippinas. Futuramente, esses acordos de “Débito com a Natureza” irão gerar mais de 239 milhões de dólares para a proteção de florestas tropicais ao redor do mundo.



Para mais informações: www.america.gov  
 
Pedido para redução de Itatiaia é negado
13 Ago 2010, 15:21
Rio de Janeiro -
No dia 29 de julho, o juiz titular da 1ª Vara Federal de Resende (RJ), dr. Paulo Pereira Leite Filho, indeferiu o pedido da Associação dos Amigos de Itatiaia (AAI) para anular o decreto n. 87.586, de 1982, que ampliou de 10 mil para cerca de 30 mil hectares o Parque Nacional do Itatiaia (PNI), o mais antigo do país.

Além disso, a direção do parque também continua com a permissão de expedir atos expropriatórios dos imóveis privados dispostos na área do ex-núcleo colonial de Itatiaia, também conhecido como Parte Baixa. De acordo com a assessoria de imprensa da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, a AAI já recorreu à decisão. O recurso só será analisado, porém, após o julgamento do mérito da questão inicial impetrada pela própria ao juiz de Resende.

Inicialmente, o grupo de pessoas que mantém casas particulares no interior do parque nacional, algo proibido pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), pediu para mudar a categoria da parte baixa – cerca de 1300 hectares. A intenção era continuar com a proteção, mas dentro do conceito de uso sustentável. No último ano, no entanto, a Monitoria do Plano de Manejo desta mesma área foi aprovada pelo então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o que garantiu a integridade do PNI.

“A estratégia seguinte da AAI foi tentar a via judicial de tentar a anulação do decreto de ampliação, que não foi acatada pelo juiz. A monitoria pode ser implementada normalmente”, disse a ((o))eco Walter Behr, chefe do parque. (Felipe Lobo)

Saiba Mais:

Moradores de Itatiaia tentam dar a volta por cima - Marcos Sá Corrêa

Agora é a vez de Itatiaia - Maria Tereza Jorge Pádua

Reportagem - Primeiros passos em Itatiaia 
 

 
Descoberta nova espécie de primata
13 Ago 2010, 12:42

O jornal científico Primate Conservation acaba de anunciar a descoberta de uma nova espécie de macaco zogue-zogue (Callicebus caquetensis) resultado de uma expedição à Amazônia. A descoberta, realizada pelos pesquisadores Thomas Defler , Marta Bueno e pelo estudante Javier Garcia da Universidade Nacional da Colômbia, já consideram a espécie extremamente ameaçada devido ao seu habitat reduzido.
 
A expedição, realizada em 2008, no estado colombiano de Caquetá (na fronteira com Equador e Peru) deu sequência à primeira visita de Martin Moyonhian à área, na qual o especialista em comportamento animal conseguiu os primeiros relatos dessa espécie. A pesquisa liderada pelo Dr. Defler teve financiamento do Primate Action Fund da Conservação Internacional (CI), pela iniciativa do CI-Colômbia.

Javier García, nativo da região, conseguiu adentrar na cabeceira do Rio Caquetá após a diminuição da violência e das guerrilhas na região, que impossibilitavam o acesso para pesquisa. Em suas caminhadas o estudante observou 13 grupos do macaco zogue-zogue de Caquetá.

Os pesquisadores, que estimam uma população de menos de 250 zogue-zogues de Caquetá, já colocam essa espécie na lista de animais com sobrevivência ameaçada, uma vez que a população está muito abaixo do esperado para populações saudáveis. Os principais fatores que ameaçam os primatas é a diminuição drástica de seus habitats, pela destruição das florestas para abertura de plantios agrícolas. Dessa forma, esses animais já encontram-se como espécie Criticamente em Perigo (CR), classificação da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN).  

Os zogue-zogue, também conhecidos com guigó ou sauá, possuem chamados – sons para comunicação – entre os mais complexos entre os animais e os utilizam na demarcação de territórios. Essa nova espécie difere-se da maioria dos outros primatas por ser monogâmico, mantendo-se unidos em grupos familiares de até quatro indivíduos que vivem perto dos rios.

A recém descoberta espécie empolga a comunidade científica sobre a rica variedade biológica ainda por ser descoberta na Amazônia como também alerta para a rápida degradação dos ecossistemas que pode extinguir espécies ainda nem relatadas para a ciência. “A descoberta é especialmente importante porque nos lembra que devemos comemorar a diversidade de vida na Terra, mas que também precisamos agir agora para salvá-la. Quando os líderes mundiais se reunirem na Convenção de DiversidadeBiológica no Japão no final do ano, eles precisam se comprometer com a criação de mais áreas protegidas se quisermos garantir a sobrevivência de criaturas ameaçadas como esta na Amazônia e ao redor do mundo”, alerta José Vicente Rodríguez, diretor da unidade de ciência da Conservação Internacional na Colômbia e presidente da Associação Colombiana de Zoologia.


O zogue zogue de Caquetá (Callicebus caquetensis) é pequeno, do tamanho de um gato. Suas maiores características são a barba vermelha ao redor das bochechas, o pêlo marrom acinzentado e a ausência da barra branca na testa característica de muitas espécies do mesmo gênero.


 
Governo estuda onde instalar nucleares
12 Ago 2010, 13:06
Foi assinado, nessa quarta feira, um Acordo de Cooperação Técnica entre as empresas de Pesquisa Energética,  EPE e a Eletronuclear para o desenvolvimento de estudos preliminares para selecionar sítios de implementação de usinas nucleares no Brasil. Para os presidentes das empresas, Maurício Tolmasquim da EPE e Othon Luiz Pinheiro da Silva da Eletronuclear, a parceria é de máxima importância para a expansão da energia elétrica por energia nuclear no país.

O Acordo avalia as necessidades energéticas brasileiras apontadas em 2007 com o Plano Nacional de Energia 2030 (PNE 2030). O planejamento aponta a necessidae de mais quatro usinas nucleares, com potência instaladas de 1.000 MW cada, além da continuidade da construção de Angra 3, que foi retomada no ano passado. Esse trabalho também irá complementar o primeiro estudo feito, exclusivamente na região Nordeste pela Eletronuclear.

As áreas do levantamento estão focados em áreas das regiões Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste, regiões que poderiam receber novas usinas. E os dados utilizados na pesquisa utilizarão as bases públicas como do Ministério do Meio Ambiente, do IBGE, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da ANA (Agência Nacional de Àguas), juntamente com imagens detalhadas, adquiridas pelas empresas. 

“Como o potencial hidrelétrico brasileiro, que atualmente é a nossa prioridade, começa a se esgotar dentro de aproximadamente 20 anos, a energia nuclear passará a ser uma boa opção para a expansão do parque gerador nacional, complementada por fontes alternativas como a eólica e a biomassa”, avalia o presidente da EPE, Maurício Tomalsquim. (Laura Alves)

Para mais informações: www.epe.gov.br
 
África perde Gilberto Vicente
09 Ago 2010, 15:26
No dia 25 de Julho, Gilberto Vicente, diretor da Reserva Especial de Maputo em Moçambique foi assassinado por assaltantes desconhecidos. O oficial de 39 anos estava viajando da Reserva até a cidade de Maputo quando seis criminosos o surpreenderam e o mataram com oito tiros de pistolas e rifles. Seu companheiro de viajem, Carlos Nunes, ficou ferido. Os atacantes deixaram a cena do crime em diversos carros e não levaram nada. Isso aumenta a hipótese policial de que foi um assassinato contratado, já que Vicente combatia grupos de caçadores ilegais.

Muitos diretores de reservas e de outras posições que lidam com questões conservacionistas na África enfrentam duras batalhas contra a caça ilegal com poucos recursos e equipamentos. Existem apelos que pedem ao governo africano melhoria das condições de trabalho, além de apoio legal e treinamento de qualidade aos profissionais que possuem trabalhos perigosos junto à vida selvagem africana.

Gilberto Vicente era um diretor altamente comprometido com as questões conservacionistas, uma pessoa muito dedicada e de integridade máxima, sempre com um sorriso no rosto. Ele juntou-se ao Departamento de vida Silvestre em 1998 e trabalhou na diretoria no Parque Nacional de Limpopo antes de passar para a Reserva de Niassa. E, juntamente com seus colegas tanzanianos, recebeu o prêmio Markhor em 2008 durante a nona Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB). O prêmio, entregue pelo CIC (International Council of Game and Wildlife Conservation), considerava os esforços para a criação de uma área de conservação na fronteira entre a Tanzânia e Moçambique com 120 mil quilômetros quadrados para proteger a biodiversidade por meio do uso sustentável da vida selvagem.

Toda a comunidade de colegas conservacionistas, familiares e amigos estão extremamente tristes com a perda de um grande profissional que fará falta nas brigas pelas conservação nas reservas africanas. (Laura Alves)
 
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