Juréia: futuro incerto PDF Imprimir E-mail
Aldem Bourscheit   
08/02/2010, 17:17
Situação                                               Proposta UMJ                       Proposta Fundação Florestal
  
Novas configurações em debate para Juréia-Itatins. Clique e confira em tamanho maior.
Imagens: Fundação Florestal, UMJ

Segundo maior maciço preservado de Mata Atlântica do estado de São Paulo, logo atrás da Serra do Mar, a região da Juréia-Itatins está no centro de novos debates envolvendo áreas protegidas e populações em seu interior. Audiências públicas realizadas na última semana, em Peruíbe e Iguape, jogaram na mesa de negociações propostas oficiais e de associações de moradores para dar nova forma ao conjunto de áreas protegidas que cobrirá mais de cem mil hectares, do litoral às montanhas.

A discussão é fruto de decisão judicial no ano passado que suspendeu o mosaico de unidades de conservação criado pelo governo do estado de São Paulo. O mosaico era uma alternativa à estação ecológica, criticada por moradores da região. Agora, governo estadual e residentes aprovam recriação do bloco de áreas protegidas proteção, mas com soluções mais permissivas à presença e atividades humanas.

Pedro Develey, diretor de Conservação da não-governamental Save Brasil, lembra que em abril passado, numa reunião de três dias, foi apresentado e aprovado pelas comunidades da Juréia um plano de manejo do mosaico, elaborado com dinheiro público por um time de setenta pesquisadores. “Tudo foi explicado pacientemente às populações, que entenderam e aprovaram o documento”, disse o ambientalista, que estuda a região desde 1993.

Segundo ele, sem o mosaico perdem as pessoas e perde a conservação da Juréia. Conforme Develey, a proteção regional deve ser ampliada, não reduzida. “Aumentar a área das reservas de desenvolvimento sustentável, como propõem algumas entidades, comprometerá o equilíbrio ecológico local, a própria agricultura e o extrativismo. Fazer isso seria um retrocesso, que culminará na destruição da Juréia em poucos anos. O ser humano é predador”, disse.

Em carta ao governador José Serra, que pode ser acessada aqui , pesquisadores alegam que “a pequena população tradicional do início do século passado cresceu e somaram-se a ela outros grupos sociais, formando, ao longo desses anos, grandes conjuntos populacionais mistos dentro da” estação ecológica. "Sem dúvida, esse número vem crescendo desde a declaração da área como estação ecológica, e independentemente dos sucessivos atos de proteção legal", disse a professora da Unicamp, Rozely Santos, uma das responsáveis pelo plano de manejo da Juréia.

Os pesquisadores também esperam que, desta vez, seja formatada uma proposta legislativa que realmente garanta proteção contínua e efetiva ao meio ambiente local, com a criação de parques estaduais ou outras unidades de conservação de proteção integral cobrindo a Serra do Itatins, as planícies dos rios Una do Prelado, Comprido e Verde, bem como os Maciços da Juréia e do Parnapuã. “Nessas áreas, a proposta ideal é eliminar as pressões humanas, ou no mínimo reduzi-las significativamente, mas nunca ampliá-las. Não se pode perder de vista o que é uma Unidade de Conservação. Elas não foram estabelecidas para veranistas, para moradores pseudotradicionais ou para conter segundas residências”, diz o manifesto.

Origem do imbroglio


Do mar à serra: forma original do mosaico Juréia-Itatins (amarelo).
imagem: Divulgação / O Eco
Criada logo após a “redemocratização”, em janeiro de 1986 , a estação ecológica Juréia-Itatins engloba parte dos municípios de Iguape, Peruíbe, Miracatu e Itariri, somando 82 mil hectares de Mata Atlântica. À época, havia planos para duas usinas nucleares ou um condomínio para 70 mil pessoas no local. “Mas ela foi criada já com comunidades em seu interior, no estilo em que se criavam unidades de conservação durante a Ditadura, traçando mapas e sem nenhuma participação popular. Hoje há cerca de 270 famílias lá dentro. Não são agressoras do meio ambiente”, argumentou Arnaldo Neves Júnior, da União dos Moradores da Juréia (UMJ).

Na tentativa de manter aquelas pessoas na região, o governo estadual implementou há quatro anos um conjunto de áreas protegidas de uso sustentável e de proteção integral, unidas nos mais de 110 mil hectares do chamado mosaico de Juréia-Itatins. Em junho de 2009, todavia, o Supremo Tribunal de Justiça de São Paulo considerou inconstitucional o bloco de unidades de conservação. A decisão desmontou o mosaico, trouxe de volta a estação ecológica de 1986 e abriu nova discussão sobre o futuro da área, envolvendo moradores, especuladores imobiliários, conservacionistas, pesquisadores e governo.

“Nas audiências públicas, em Iguape e Peruíbe (semana passada), surgiram interesses e seus advogados ligados à especulação imobiliária e ocupação de áreas sensíveis na região, como várzeas, restingas e banhados, planícies, Serra do Itatins e campos de altitude. Nesses locais já há grande pressão de caçadores, palmiteiros e de assentados do Incra que invadem a região”, disse uma fonte da Fundação Florestal.

Propostas em xeque

A proposta da UMJ prevê que as mais de 15 comunidades na Juréia permaneçam por lá, em reservas de desenvolvimento sustentável. Já o modelo da Fundação Florestal é baseado em documentos gerados por pesquisadores que ajudaram a elaborar um plano de manejo para o mosaico. Mas ambas as alternativas precisam de ajustes, avaliou Rozely Santos.

"As propostas substituem áreas que eram unidades de conservação de proteção integral por de uso sustentável no mosaico, muito menos restritivas à presença e atividades humanas. E há concepções diferentes. A Fundação Florestal exclui áreas marinhas que no mosaico estavam como estação ecológica e parque, passando a ser uma área de proteção ambiental. A UMJ aumenta substancialmente a área das reservas de desenvolvimento sustentável. As perdas em proteção integral são imensas", ressaltou.

Conforme Neves Júnior, a maioria das famílias ligadas à UMJ é de pequenos agricultores e de extrativistas que, antes das unidades de conservação, aproveitavam as matas para a extração de palmito, caixeta e outros itens. Segundo ele, a reclassificação do mosaico conforme querem seus moradores ajudará na gestão e fiscalização da área. “Hoje falta fiscalização sobre os que vêm de fora. Queremos construir junto com o governo um modelo onde os moradores sejam coresponsáveis pelo gerenciamento do mosaico, como ocorre nas reservas da Amazônia”, disse.

Também afirmou que as populações não são contra as áreas protegidas, mas que é preciso ceder frente à realidade da ocupação. “Algumas áreas devem ser mesmo santuários, mas outras podem ser abertas ao uso”, avaliou. “Por isso somos contra a proposta da Fundação Florestal, que praticamente reedita o mosaico antes de sua derrubada pela Justiça, excluindo comunidades. Acreditamos que o governo usará da democracia participativa para reformular a proposta, fazendo com que todos saiam ganhando”, arrematou.

Para Rozely Santos, a principal fonte de conflitos vem da indecisão dos últimos governos estaduais sobre o que fazer com Juréia-Itatins. "Criou-se uma estação ecológica, mas não se resolveu a situação fundiária do lugar, não se indenizou a maior parte dos proprietários, não se forneceu condições para fiscalização e manejo, não se impediu que houvesse o ingresso de novas famílias, entre outras atitudes", disse. "É urgente que o atual governo decida, rapidamente, os caminhos que deverão ser tomados e ter “pulso firme”, aplicando o que está na lei e investindo recursos financeiros e humanos na decisão tomada. Está na hora do governo se posicionar e assumir suas posições, pois essa tendência de dupla direção só acarretará, cada vez mais, conflitos entre todos os atores sociais", comentou.

Um projeto de lei com o balanço das iniciativas deverá tramitar na Assembléia Legislativa, não descartando estudos sobre a capacidade regional para suportar extrativismo, agricultura e turismo.

Atalho:
Consultas Públicas / Fundação Florestal

 Saiba mais:
Justiça invalida mosaico da Juréia
Juréia em análise 
Populações tradicionais e a biodiversidade
Comentários
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Me engana que eu gosto
Fabio 08/02/2010 16:53:51

O sr. Arnaldo esquece de dizer que se a Juréia não tivesse sido criada as
famílias pseudotradicionais que tanto defende teriam o mesmo destino dos
caiçaras do litoral norte de São Paulo. Talvez tivesse sido até melhor para
eles.
Se 270 famílias que desmatam, caçam, vendem posses e retiram palmito
não são agressoras do meio ambiente elas são o quê? Parte das Carmelitas
Descalças ? O governo deve indenizar quem está nas áreas que os pesquisadores
indicaram como devendo ser protegidas e retirá-las de lá. Sai muito mais
barato que os ridículos projetos de "desenvolvimento sustentado" que
tentaram por lá. Se quiserem fazer pousadas nas RDS e viverem do turismo, tanto
melhor, mas chega de décadas desta palhaçada de "povos tradicionais
vivendo em harmonia com a natureza". Já sabemos que isso é tão real
quanto um peemedebista desinteressado e a Juréia é um exemplo ululante disso.
Caiçara, de verdade ou falsificado, é desastre ambiental.
Respeitar as leis faz bem para a sociedade
Paulo Bezerra 08/02/2010 18:14:44

Senhores, temos 60 % do Brasil coberto de floresta que precisam de um modelo de
desenvolvimento sustentável, onde homem saiba coexistir com a floresta. Temos a
politica nacional de biodiversidade e a politina nacional de populações
tradicionais que devem atuar simultaneamente. A Fundação Florestal tem
condição de dar um bom exemplo para todo o país de como deve ser uma RDS. O
cidadão e o governo precisam utilizar a floresta de forma racional, sem
radicalismo, mas com sabedoria e consciente que tudo é temporário, menos o
futuro da floresta.
Jureia pede socorro,
Geraldo de oliveira {Ambient 08/02/2010 19:51:04

o ser humano não respeita nem a si próprio, tem que retira-los destas áreas e
pronto, o Fábio foi muito feliz no seu comentário estas 270 famílias estão
degradando com certeza,
Em 02 Janeiro de 2009 eu e minha família fomos
conhecer o vale do ribeira, sai de Divinópolis MG. fui até Apiai de lá desci
acompanhando o rio ribeira,
nós ficamos encantado com a beleza do caminho pois
é cheio de lindas cachoeiras e mata fechada é uma área que tem muitas
cavernas, nós subimos á serra para conhecer a caverna do diabo é uma coisa de
louco, e assim nós fomos conhecendo as maravilhas do lugar até chegar em
Iguape,
e atravessamos a ponte e chegamos na Ilha cumprida, até ai foi um
passeio maravilhoso, mais não posso falar o mesmo da ilha, pois eu fui para
ficar 05 dias mais eu fiquei só 02, fiquei muito triste com o que vi muita
sujeira e esgoto correndo a cel aberto as pessoas fazendo caminhada atravessava
sem nenhum constrangimento pisando naquela sujeira, quase todo dia chovia e a
agua do mar invadia as galerias e todo esgoto vasava nas ruas eu tenho tudo
isto registrado com fotos, eu vi aquilo e peguei a minha família e vim embora
imediatamente fiquei muito dessepssionado, pois a Ilha fãs divisa com Jureia e
se não tiver pessoas brigando para preserva-la com certeza ficará igual na
Ilha cumprida,tudo degradado,

Um abraço
Nada é tão facil, para que tenha uma solução simpl
Daniel Soler Huet 09/02/2010 07:20:55

Prezados,
Concordo com vocês que o homem polui, degrada o patrimonio natural e
outra bizarrices, mas gostaria de pontuar algumas coisas aqui. Geraldo, conheço
tambem a bela região do vale do ribeira e gostaria de imformar que a ilha
comprida, não faz divisa com a unidade de conservação, ela esta a pelo menos
20 km da UC, concordo com vc que é perte e que prescisamos de pessoas
preocupadas com a área para não deixarmos que a triste situação da ilha se
repita.
uma outra coisa que gostaria de comentar é que é muito dificil 3 ou
4 guarda-parque, monitorar uma area de 80 - 100 km² (não quero com este
comentario desqualificar o trabalho deste homens, mas quero resaltar a
dificuldade que eles passam)!! E eu sei que dentro da UC, existem pessoas
realmente preocupadas com conservação, (porque vivem da natureza e prescisam
conserva-la) e são estas pessoas que denunciam qdo tem bananeiros, palmiteiro e
caçadores dentro da UC.
Anônimo 09/02/2010 08:29:38

Não sei nada sobre os guardas-parque da Juréia, a não ser que nunca os vi 'na
ativa". Mas posso afirmar com segurança que a polícia ambiental da baixada
santista (incluindo Peruíbe) é um veradeiro fiasco. Não vão para campo, não
coíbem nada e já fui até alvo de deboche, quando fui denunciar ocupações
ilegais recentes no PESM. São um bando de vagabundos, de pilantras que vivem do
nosso suado dinheiro.
Polícia Ambiental de SP
Fabio 09/02/2010 11:34:09

O Anônimo fez um comentário pertinente. A Polícia Ambiental paulista, pelo
menos a que atua no litoral, deveria se chamar Polícia Rodoviária, pq parece
ter medo de mato e não se afasta do asfalto. Esse pessoal deveria trabalhar
onde estão os problemas e uma forma disso acontecer é ter destacamentos
baseados nas unidades de conservação. O problema é que a questão do comando
destes nunca foi superada. afinal, quem comandaria, o diretor do parque ou o
oficial com mais patente?
Está aí algo que se o Xico Graziano resolvesse o
alçaria ao panteão dos santos milagreiros.
comunidade tradicional ou comportamento adequado
Anônimo 09/02/2010 12:40:48

Imagino que não exista comunidade tradicional, os atuais moradores, quando
muito, chegaram antes dos outros. No mais ninguém vive do que produz
inofensivamente. Nem no interior da Amazônia há quem viva isolado comendo só
que planta/coleta. Todos têm televisão, consomem e têm o desejo de, no
mínimo, melhorar de vida.

Na Barra do Una, quantos pescadores vivem da pesca?
Nenhum talvez. Vivem do aluguel de barco para pescadores amadores ou para
passeios. Vivem de campings e pousadas improvisados e sem qualquer compromisso
com o lugar.

A única solução, no meu entender, é implantar o turismo
organizado, controlado pelo governo, como ocorre em Intervales por exemplo.
Deixar a operação na mão de pseudo-moradores ou empresários oportunistas
transformará a Juréia num lixo, o que já ocorre em algumas áreas. Fora o
risco de aparecer hotéis, pousadas e condomínios, como já ocorre até em
Noronha.

Conheço a região há mais de 25 anos, e há moradores que jogam todo
o esgoto diretamente no mar, coletam mexilhões nos costões sem o menor
critério, cortam palmito, fazem roça etc etc. Achar que largar na mão deles a
Juréia prosperará é uma ilusão sem tamanho. Fora que há os interesseiros
espalhando boatos nas comunidades, como por exemplo que estes ficariam com os
terrenos dos veranistas, que eles ganhariam muito dinheiro alugando barcos etc.
E os planos de manejo? Quem paga por eles?

Já vi a polícia com suas motos na
praia. Assim que vão embora os catadores de corrupto aparecem e retiram
quantidades imensas, carregadas com carrinho de mão!.

Acredito que
determinadas áreas devem ficar intocadas, mas em certas porções a visitação
deve ser permitida, e muito controlada, para que as pessoas conheçam e tenham
motivos para preservar.
meio ambiente
iuri 10/02/2010 07:51:01

o meio ambiente prrescisa de ajuda as pessoas não estão colaborando gostaria
de deixar uma pergunta daqui a 20 anos vai ezisti vida como hoje
Guarau - Jureia
Achiles Junior 12/02/2010 05:45:47

A desenvolvimento descontrolado toma conta da Area do Guarau, estradas que eram
de terra hoje asfaltadas, cada vez mais surgimento de pousadas e casas de
verão. Esse ano novo passado o que era aqeula praia ..mais gente que na Praia
Grande. Unico beneficio que vi foi os monitores ecologicos que la estavam
fazendo os passeios de barco com os caiçaras. No mais prais sujas, estradas
cheias, e população avançando cada vez mais jureia a dentro, fiscalização ?
Isso nao existe por lá.

Quanto as 270 familia, ou faça um plano de manejo
descente aonde seja fiscalizado, ou tirem logo essas pessoas de la.
biodiversidade excluindo diversidade cultural?
Flávia 12/02/2010 16:04:20

Eu fico bastante preocupada quando vejo discussões a respeito de conservação
serem finalizadas com frases do tipo: "Tem que tirar e
pronto!".
Existem pessoas que se aproveitam de uma condição, para ganhar
dinheiro fácil e fazer atividades ilícitas e td o mais. Repudio essas
atividades. Entretanto não é possível colocar todos dentro do mesmo
balaio.
Já visitei e conversei com famílias dentro da EE Juréia, base do Rio
Verde, e tem pessoas que moram ali e pasmem: as pesquisas atualmente na base do
Guaraú e do Rio Verde só são possíveis porque existem pessoas com carro que
moram ali dentro! Pois o carro da unidade está quebrado e é necessário pagar
pros moradores fazerem o transporte dos pesquisadores.
Eles me contaram que uma
ocasião eles viram por vários dias palmiteiros ali dentro, eles comunicaram à
direção e nada podia ser feito! Só sairam pela pressão dos moradores.
Por
favor abram as discussões!
Ao meu ver todo preconceito e dogmatismo são
prejudiciais!
Não são mais populações tradicionais?
Mto provavelmente
estejam modificados culturalmente, mas não acredito que tenha sido uma opção
consciente de todas pessoas que moram ali.
É possível conciliar populações
humanas e conservação?
Se não fôr... estaremos perdidos! Portanto o
primeiro passo é olhar de maneira diferente o problema e pensar em cada morador
e cada chefe de família, enxergar realmente os seus problemas e ajudá-los a
resolver.
É o mesmo caso do que aconteceu nesse verão com os moradores do
Jardim Pantanal e áreas adjacentes da várzea do Rio Tietê. Existem pessoas
com carros bons e casas grandes, que fazem ligações clandestinas de esgoto e
antigamente de luz. Mas existem pessoas que foram impelidas pois não tinham
onde morar! Será que pela ocupação ilegal desejaremos que morram todos?
Tem
que sair e pronto? Não é nosso problema pra onde vão e o que vão
fazer?
Estamos deixando NOVAMENTE as populações marginalizadas à margem do
descaso?
Eduardo 12/02/2010 21:50:54

Isso! Então vamos deixar toda aquela gente lá até que não sobre uma
lagartixa. Afinal são populações tradicionais...

Não existe mais espaço
para populações "tradicionais" no estado de São Paulo. E de qualquer
forma, elas não existem mais. Eu também sou "tradicional" do meu
estado e gostaria poder ter a nossa "tradicional" biodiversidade, viva,
de preferência.
Tucanos destróem a Juréia
Plínio Melo 17/02/2010 10:47:03

A afirmação de Rozely Santos de que a principal fonte de conflitos vem da
indecisão dos últimos governos estaduais sobre o que fazer com Juréia-Itatins
é perfeita.
São 25 anos do mesmo governo na Juréia. Montoro, quércia,
Covas, Covas, Alckmin, Serra... O segundo e terceiro escalão se aposentam e
não fazem nada.
Se não mudar a política de governo o conflito
permanecerá.
A Juréia se tornou um saco sem fundo onde se joga fora o
dinheiro público em nome de uma conservação que acontece naturalmente, à
margem das políticas dos gestores.
uma coisa outra coisa
silverio 18/02/2010 15:22:06

Sem querer defender o Montoro, mas ele criou a Reserva e, muito provavelmente,
por isso não temos um hotel de luxo ou uma usina nuclear ali.

Mas concordo
que a política estadual para as áreas de preservação estão uma bagunça.
Não bastasse isso ainda há os interesses de empresários, agricultores,
mineradores, pecuaristas, especuladores, sociólogos, ambientalistas etc. Cada
um defendendo o seu. E as decisões são tomadas pelo cansaço e por
decreto.

Ainda me incomoda essa onda de comunidade tradicional etc. Acho que a
situação deles deve ser considerada mas não devem ter regalias. Muitos
devastam, poluem, matam e isso não pode ser legalizado.
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