A Ciência e a verborragia ruralista PDF Imprimir E-mail
Cristiane Prizibisczki   
02/07/2009, 15:46
Em discurso no plenário do Congresso na última terça (30), a senadora, psicóloga e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu (DEM-TO), repetiu o argumento muito usado ultimamente por ruralistas para validar suas propostas de mudanças no Código Florestal: o apoio da ciência e da pesquisa. “Porque a ciência é a luz mais importante que um país pode ter”, disse.

A arenga de Kátia Abreu se soma às preleções do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), outro que usa e abusa da “ciência” para justificar suas proposições. O estudo que tanto veneram é encabeçado pelo pesquisador Evaristo Miranda, da Embrapa Monitoramento por Satélite. De acordo com a última versão da análise, “apenas” 33%, ou aproximadamente 300 milhões de hectares, do país estariam disponíveis para atividades econômicas se a legislação fosse cumprida à risca. A primeira versão do estudo mutante apontava apenas 6% disponível do território, depois o índice passou para 29%, e finalmente para 33%.

Respaldados no índice e no argumento de que o alcance territorial da legislação ambiental e indigenista inviabiliza maior “produção de alimentos”, ruralistas querem encolher a proteção de áreas de preservação permanente (APP) e de reservas legais e assim angariar mais terras para atividades econômicas. O movimento ganhou eco em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mas a ladainha ruralista é seletiva, pois esquece de outros dados científicos que comprovam a importância da manutenção e recomposição das matas em todos os biomas, já tão degradados.

Falam os cientistas

Há vários anos, pesquisadores de universidades renomadas do Brasil e exterior vêm alertando, por meio de artigos na imprensa e trabalhos acadêmicos, para a importância da manutenção de reservas legais e APPs. Um deles é Jean Paul Metzger, professor da Universidade de São Paulo especializado em temas relativos a paisagens fragmentadas e conectividade biológica.

Em 2002, quando as mesmas questões hoje em debate eram discutidas, Metzger atentou para uma característica importante, tanto no discurso de ruralistas, quanto de ambientalistas. “Essa discussão está baseada essencialmente em critérios econômicos (expansão das atividades agrícolas), por um lado, e de sustentabilidade ambiental, por outro. Poucos argumentos biológicos têm sido levantados", disse, em artigo publicado na Revista Ciência Hoje.

Passam-se os anos e os mandatos, e os discursos continuam os mesmos. O bom para o meio ambiente é que, do ponto de vista biológico, os argumentos também permanecem fortes pela defesa da conservação. A Amazônia é um exemplo didático. Lá, as APPs abrangem essencialmente igarapés, igapós e florestas sazonalmente ou permanentemente inundadas. Já as reservas legais cobrem florestas de terra firme, muito diferentes das matas inundadas. “Em termos de conservação da biodiversidade, APPs e reservas são sistemas complementares, que protegem conjuntos de espécies distintos”, disse Metzger, em entrevista a O Eco.

Se APPs e reservas legais forem somadas, como propõe Stephanes, menos áreas em terra firme seriam protegidas e tais regiões planas poderiam se transformar em imensos desertos biológicos, de acordo com o pesquisador. Isso porque pequenos fragmentos de vegetação natural dispersos por áreas agrícolas permitem conservar espécies que necessitam de pouca área para sobreviver, e funcionam também como “trampolins ecológicos” entre grandes fragmentos. Além desses benefícios, essas áreas têm outras funções econômicas relevantes, como ajudar no controle de pragas, ser fonte de espécies para polinização e fazer sombra para o gado. “A heterogeneidade (de paisagens) é benéfica para a conservação de muitas espécies”, explica Metzger.

Carlos Peres, biólogo paraense e diretor do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia (Inglaterra), conta que APPs em áreas de topografia suave melhoram a conectividade da paisagem e garantem os fluxos de fauna e flora em áreas fragmentadas. Elas ainda garantem a qualidade da água que irriga propriedades. “As reservas legais também são muito importantes do ponto de vista de conservacao, porque mesmo em pequenas propriedades, elas exercem um papel crucial de retenção de espécies florestais menos exigentes nos seus requerimentos espaciais", explica o autor de vários estudos sobre a importância de corredores ecológicos na Amazônia.

Se argumentos biológicos não convencem, que o foco se volte para a experiência concreta de agricultores, sugere Marcelo Gonçalves de Lima, mestre em ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e doutor em Ecologia pela Universidade de Brasília. “Estive em dezembro do ano passado no município de Carlinda, no Mato Grosso, e lá os assentados querem promover a recuperação das APPs. Por quê? Porque ficaram sem água”, comenta.

Precaução como princípio

As propostas de mudança nas leis ambientais, sejam aquelas que pedem redução de tamanho ou introdução de espécies economicamente exploráveis em APPs e reservas legais, foram recebidas de forma muito negativa pelos pesquisadores. Suas palavras são balizadas em anos de estudos científicos.

A determinação do percentual de reservas legais, por exemplo, foi formulada usando-se a “teoria da percolação”. Inicialmente desenvolvida no campo da física, ela foi usada para responder qual a quantidade mínima de vegetação que permita a movimentação de espécies. Para chegar a uma resposta, biólogos fizeram inúmeras simulações em computador até que o índice ideal fosse indicado.

Para Marcelo Lima, hoje consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Ibama, diante da ínfima quantidade de pesquisas a favor dos ruralistas, é chegada a hora de se aplicar o princípio da precaução. “Esse princípio é a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados. Ele afirma que a ausência da certeza científica formal, a existência de um risco de um dano sério ou irreversível, requer a implementação de medidas que possam prever este dano”, explica.

Desgosto acadêmico

Em 1992, quando o mundo parece ter despertado para o meio ambiente, o cientista indiano Mambillikalathil Menon, então presidente do Conselho Internacional das Comunidades Científicas, discursou na abertura do Conselho das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Na ocasião, afirmou que a função da academia e entidades de pesquisa é “sempre fornecer dados que subsidiem uma decisão política, que atenda à demanda da sociedade hoje sem comprometer as futuras gerações”, e que “não é suficiente monitorar mudanças. É necessário modelar a natureza da mudança, reduzir incertezas e fornecer uma análise que dirá à humanidade para onde ela caminha”.

Jean Paul Metzger, Carlos Peres e Marcelo Lima possuem opinião semelhante. Por isso, o uso de argumentos cientificistas em prol do abrandamento de leis ambientais tem causado neles, e em seus colegas de trabalho, uma certa decepção. Para os pesquisadores, a academia já apresentou estudos científicos suficientes sobre a importância de se conservar APPs e reservas legais.  “É impressionante como nossos legisladores são mal preparados ou mal assessorados para evitar mudanças radicais na legislação ambiental. São as leis atuais que conferem alguma proteção ao patrimônio natural do país, para o benefício de todos no longo prazo”, diz Carlos Peres.

Sobre uma decisão final quanto ao imbróglio da proteção ambiental brasileira, Paulo Gustavo Prado, da não-governamental Conservação Internacional, espera que um desfecho não tenha contornos essencialmente políticos. “A saída é técnica. Não importa o que ruralistas ou ambientalistas acham, mas sim aquilo que contemple os interesses da sociedade”, defende.

Atalhos:
http://www.oeco.com.br/codigo-florestal
A reconstrução ambiental de Carlinda

Saiba mais:

Os pesquisadores entrevistados pela reportagem selecionaram alguns estudos que comprovam a importância de Áreas de Proteção Permanente e das Reservas Legais:

Biodiversidade,funções do ecossistema e resiliência: dez princípios norteadores para produção de commodities (em inglês) - Joern Fischer, David B Lindenmayer, and Adrian D Manning
 
Colapso rápido da avifauna ao longo da fronteira do desmatamento na Amazônia (em inglês) - Alexander C. Lees, Carlos A. Peres

Movimentos de travessia de clareiras predizem ocupação de espécies em florestas fragmentadas na Amazônia (em inglês) - Alexander C. Lees and Carlos A. Peres
 
Valor da conservação de corredores florestais remanescentes de matas ciliares para a qualidade da variabilidade de aves e mamíferos na Amazônia (em inglês) - Alexander C. Lees e Carlos A.  Peres

Características biológicas das aves como determinantes nos riscos da extinção local em paisagens hiper fragmentadas da floresta neotropical (em inglês) - A. C. Lees & C. A. Peres
 
Relacionamentos entre florestas fragmentadas na Amazônia e Persistência e Abundância de Mamíferos (em inglês) - Fernanda Michalski e Carlos A. Peres
 
O valor de faixas florestais para aves de sub-bosque em paisagens de plantação na Amazônia (em inglês) - Joseph Hawesa,Jos Barlowb, Toby A. Gardnera, Carlos A. Peres 
 
Bases biológicas para a ‘reserva legal’ - Jean Paul Metzger
 
Ecologia da paisagem e cenários para conservação da avifauna na região do Parque Nacional das Emas, GO. - Marcelo G. de Lima
 
O valor da conservação de remanescentes florestais lineares na Amazônia Central (em inglês) - Marcelo G. de Lima, Claude Gascon

Comentários
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Sofisma
Ciro Siqueira 02/07/2009 18:48:46

O fato das RLs e APP serem importantes para a conservação não invalida o
argumento de que a quantidade de áreas protegidas limita outras demandas
sociais legítimas por terra. Os dois argumentos são válidos.
Se levarmos em
consideração que as RLs e APP existem apenas no papel e nos anseios das
pessoas, que ninguém obedece o Código Florestal, se formos capazes de relaxar
os credos que carregamos em relação aos institutos do legais, não demora
perceber que estamos a discutir o sexo dos anjos quando falamos de percentagens.
O problema do Código não está na percentagem. Está no ônus da
conservação. De quem deve ser esse ônus?
Por fim, o artigo do Metzeger
aponta que uma eventual redução da RL não seria tão ruim para a
conservação.
Sexo dos anjos.
artigos que comprovam a importancia das apps e res
vanderlei paulo schmitt 03/07/2009 04:33:25

Bom dia.

Srs. louvavel a indicação dos artigos para a comprovação da
importancia das areas de apps e reserva legal, mas colocá-los escritos em
ingles, não facilita ou ajuda pouco, que estas informações cheguem aos
cidadaos comuns.
Se querem apoio da população, por favor facilitem que estas
informações cheguem a grande maioria do povo.
No mais agradeço a atenção
Mudanças no Código Florestal
Cássio Rabuske 03/07/2009 06:24:26

Não posso deixar de lembrar uma reflexão de José Lutzenberger: "Que
civilização é essa que precisa proteger algumas áreas de sua própria
insânia destrutiva?".
Nesse sentido, temos que concordar com o Ciro. APP
e RL só existem no papel. Percentagens? Para esse Brasil coronelista, é uma
grande piada sem graça. Basta andar pelo interior do país pra ver como está a
situação. As áreas não degradadas são as que (ainda) não possuem
viabilidade para a exploração econômica. A precariedade dos nossos
agricultores, infelizmente, é o que ainda preserva algumas porções de mata e
de campos nativos. Ou não é verdade?
Ou mudamos a lógica da economia nessas
regiões, ou estamos fadados ao fracasso. Quanto ao Stephanes e a Katia
Abreu...são apenas bons representantes da mentalidade que, no fim das contas,
paira sobre a grande maioria da população brasileira. A diferença é que eles
tem poder.
Custo ou responsabilidade da conservação
Vicente José Puhl 03/07/2009 07:13:16

Me incomoda muito o argumento de que alguém tem que pagar para os
proprietários de terra manterem a RL e APP. Primeiro que RL, não significa
terra improdutiva. ´Na RL é pribido o corte raso, mas não é proibido o
manejo florestal.Em 1987 mudei do RS para MT e o que eu ví de floresta sendo
derrubada e madeira e lenha queimada, não são poucos bilhoões não. Os
agricultores que derrubaram praticamente todos migraram dos lugares que
conhecí, por inviabilidade econômica. Se tivessem feito uso racional da
floresta até hoje poderiam estar no local vendendo aos pucos madeira e lenha
que na ocasião queimaram.
Quem defende que alguém precissa pagar os custos da
conservação tá na hora de rever seu conceitos...
Qualquer empresário ou
investidor tem regras a cumprir. O dono de posto de gasolina tem regras
ambientais a seguir, da mesma forma os donos de restaurantes, hoteis. As regras
dos ruralistas estão expressas no código florestal.Mudareste código para
aumentar a produção de alimentos é uma idéia atrasada. Castanha do Brasil,
castanha de barú, castanha de babaçú, açaí, pupunha... são alimentos,
muito mais ricos do que soja envenenada, transgênica e sua produção é feita
sem desmatamento. tá na hora de rever conceitos... mudar investimentos em
ci~encia e tecnologia para dar suporte e estruturara as cadeias destes produtos
verdaderamente brasileiros e parar de injetarrecursos nos cereais dominados por
15 transnacionais, que reduzem nossa dieta alimentar a soja... já querem fazer
arroz com gosto de churrasco... quero continuar comendo uma costela, peixe dos
rios e não peixe de soja... para tanto as RL e APPs são fundamentais e prestam
um grande serviço ambiental e econômico, pois iviabilizar o peixe no rio é um
grande prejuízo econômico para milhares de pessoas no Brasil.
Vicente José
Puhl
mestre em Educação Pública e Meio Ambiente.
Excelente artigo
Wigold B. Schaffer 03/07/2009 07:13:25

Parabenizo a Cristiane Prizibisczki e também a OECO pelo excelente artigo,
demonstrando a importância e a pertinência das APPs e RL para a conservação
da biodiversidade, dos recursos hídricos, do solo e dos processos ecológicos
essenciais, que em última instância são a garantia da produção agrícola
sustentável no longo prazo e a garantia de água nas hidrelétricas, etc, etc,
etc.

Além disso, ajuda a desmarcarar os falsos argumentos que são
utilizados por parte dos ruralistas...
dedo na cara
Elaine Teixeira 03/07/2009 07:39:08

Ótimo texto da Cristiane! Obrigada.
Quero pontuar pontos importantes:
1. por
que temos que crescer indefinidamente? por que ninguém discute esse tema? o
discurso político é sempre o mesmo: crescer, crescer, crescer... Programa de
Aceleração do Crescimento!!! até quando? para onde? nosso espaço (o planeta)
é limitado e devemos aprender a conviver com esse fato e desenvolvermos nossas
atividades partindo desse pressuposto... não é mais factível e condizente que
antes de pensar em crescer melhoremos o que já temos? tem tanta coisa pra
melhorar, tanta coisa por fazer e que pra tanto não é necessário crescimento
e sim melhoria de qualidade, de investimentos...
2. quero acrescentar que além
da precariedade dos nossos agricultores, as próprias características de certos
ambientes é que ainda fazem com que não tenham sido explorados... novamente:
temos que explorar tudo indefinidamente, infinitamente?
Gostaria de saber sobre
discussões e ações práticas em relação à diminuição da distância entre
centros produtores e centros consumidores...
é muita hipocresia! já levei
dedo na cara de produtores dizendo: é por causa da "sua ecologia" que o
mundo passa fome!!!
Lado
José Marques Porto 03/07/2009 12:54:53

Aprendi muito cedo que ciência tem lado. No caso da natureza então é muito
simples: o modo de produção hegemõnico se apropria dela entre outras coisas
para obter lucro. No Brasil o agronegócio monocultor feito em larga escala, com
respaldo pseudocientífico ou não, se apropria dos recursos públicos e
naturais, sobretudo a água. Privatizam o lucro e socializam a degradação
ambiental, a miséria e a violência.
Anônimo 03/07/2009 13:29:02

a cabeça ultrapassada da elite político-econômica desse país sóvê boi e
soja em tanta terra, eles não conseguem pensar em outra coisa, são uns tarados
% porcentagens %
Marcio Araujo 03/07/2009 13:49:03

As porcentagens (proporções)importantes de serem discutidas, divulgadas e
alteradas são:
- Proporção de aumento da população na classe b, c, d,
e.
- Proporção de energia consumida por família na classe b, c, d, e.
-
Proporção de água e de espaço utilizada por kilo produzido de comida (arroz,
carne, batata, farinha)em cada região.
- Proporção de CO2 expelida por
tonelada de produto produzido em cada fábrica.

E daí tascar imposto sobre
os mais perdulários.
Percentagens e Falta de Comida
Zé Brasil 06/07/2009 16:48:06

A falta de comida alegada pelas Katias e Reinoldes deve ser apenas do caviar ou
da picanha argentina nos seus pratos. Todo mundo sabe (ou deveria saber) que o
que se desperdiça na produção de alimentos (em todos os elos da cadeia
produtiva/consumidora), daria pra alimentar a todos os seres e ainda sobraria.

Caro Marcio Araujo, só mais uma percentagemzinha pra completar: Proporção
de insumos gastos para produzir a soja do mundo inteiro; e por aí vai.
COMENTÁRIO
João Pinheiro 07/07/2009 13:45:36

Concordo perfeitamente com o Sr. Wanderlei P. Schimitt em COMENTÁRIOS no dia
03/07/2009.
Sabemos perfeitamente que os trabalhos e estudos apresentados em
simpósios internacionais, devem ser redigidos obedecendo algumas regras, entre
as quais, a de ser escrita no idioma ingles.Não tenho dificuldade em ler e
traduzir os bons artigos sugeridos por ECO na edição do dia 02/07.No entanto,
ECO deveria se lembrar que é pequeno o nº de Doutores e Pesquizadores (em
relação aos leitores comuns)que gostariam de ter acesso a este tipo de
informação.Sugiro que acrescentem a esta excelente listagem, artigos redigidos
(ou traduzidos)em Portugues.
Manifesto em Defesa do Código Florestal
ONG Instituto Ambiente em Foco 02/12/2009 13:31:54

Realizamos um Ato Público em Defesa do Código Flroestal aqui em Piracicaba
(SP), na ESALQ/USP, e agora precisamos do máximo de assinaturas possíveis para
o Manifesto criado. Ajude-nos a divulgá-lo!!! Acessem:
http://www.institutoaf.org.br/2009/11/manifesto-em -defesa-do-codigo-florestal/
ciência!!!
leticia 04/12/2009 19:39:43

Também concordo que a ciência tem que dar respaldo para que a sociedade se
oriente com conhecimento. Porém nesse caso dos ruralistas no congresso, está
claro que a pesquisa e todo argumento embasado na "ciência" que eles
levam para debatem, não é uma ciência unânime, ela é contestável. Como
também não foi feita para colaborar com a sociedade, mas sim feita para apoiar
argumentos de um grupos e seus interesses. E pelo o que eu sei um conhecimento
científico quando não consegue convencer nem os próprios cientistas é
porque ainda não é um conhecimento confiável. Portanto os argumentos não
são científicos, são pesquisas assinadas como verdadeiras para apoiar o setor
ruralista dentro do congresso.
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