Predador à solta no topo da serra gaúcha PDF Imprimir E-mail
Aldem Bourscheit   
17/05/2009, 07:00
A cena se repete a cada inverno. Abrigados da água gelada em modernos macacões de borracha e realizando amplos movimentos com varas e linhas de pesca especiais, os praticantes do chamado flyfishing encontraram na região mais elevada do Rio Grande do Sul um espaço apropriado para esse hobby de elite.

O principal alvo de seus anzóis é a truta, predador nativo do Hemisfério Norte que vem sendo introduzido voluntariamente na região desde a década de 1980. Estudos mostram que ele está se reproduzindo. Espécies silvestres podem desaparecer, vítimas diretas daquele peixe ou da competição por alimentos.

Dos Andes ao Nepal, a soltura de trutas em lagos, rios e riachos de águas limpas e geladas tem provocado extinções de espécies nativas. Conforme o Instituto Hórus, associação de pesquisadores especializados no estudo de “espécies invasoras”, a truta arco-íris é natural do oeste da América do Norte e leste da Ásia (veja mapa aqui) e chegou ao Brasil em 1913. De início, seria apenas criada e vendida para apreciadores de sua saborosa carne. Desde 1950, no entanto, é solta em riachos do país como atrativo à pesca esportiva. 

A pesquisadora Lílian Winckler Sosinski, da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS), vem dedicando boa parte de suas investigações à chegada da truta arco-íris (Onchorynchus mykiss) na porção gaúcha conhecida como campos de cima da serra, na divisa com Santa Catarina. Segundo ela, de início os peixes estrangeiros foram lançados em rios como Silveira e do Marco na tentativa de se elevar a oferta de espécies. Há cerca de 12 peixes nativos na região, todos bem adaptados às mudanças de temperatura e do nível das águas entre as estações do ano. Depois, a pesca esportiva foi o principal peso na balança para novas introduções. “As espécies locais, com exceção do jundiá, não são muito procuradas para pesca e consumo”, explicou a doutora em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

De tão apreciado, o peixe se tornou símbolo de São José dos Ausentes (veja localização aqui). As pousadas mais procuradas naquele município com pouco mais de três mil habitantes recebem até uma centena de pescadores por mês na alta temporada, que este ano começa no dia 23. Eles vêm de todo o Brasil e do Exterior. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem de O Eco, cada soltura envolve até 500 quilos de trutas. A prática é crime perante à legislação brasileira e passível de multa e detenção. A ampliação da pesca esportiva de truta na região contou, inclusive, com apoio do Ibama (veja aqui).

Conforme Sosinski, já há diferenças na quantidade e nas características de espécies nativas em rios com e sem trutas. “O jundiá, por exemplo, é menor nos rios com trutas. Isso pode ocorrer não só pela predação, mas também pela competição por alimento. Análises estomacais mostraram que as trutas estão se alimentando basicamente de lambaris e barrigudinhos, também apreciados pelos jundiás”, explicou.

Lanche de lontra

Atuando com monitoramento de animais afetados por obras de infraestrutura, depois ter concluído mestrado sobre os efeitos da introdução das trutas na dieta de simpáticas lontras (Lontra longicaudis) no ponto mais alto do Rio Grande do Sul, Israel Alberto Fick atesta que o peixe importado está sobrevivendo de um inverno a outro na região.

Uma das artimanhas da espécie é buscar águas profundas e outros abrigos para resistir ao calor. Em água acima de 20ºC, a truta deixar de se alimentar e, com mais de 25ºC, começa a morrer. “Aparentemente, populações maiores de trutas não se sustentariam na região sem as introduções anuais. Ao menos enquanto não se adaptam completamente”, comentou o biólogo.

E segundo ele, as lontras procuram mais os rios onde ocorre a soltura de trutas, para comê-las, e isso pode trazer problemas para aqueles mamíferos, já na lista gaúcha de animais ameaçados. “Pescadores podem ver as lontras como inimigas de suas atividades e não como o atrativo turístico que realmente são”, disse Fick.

Por essas e outras que Lílian Sosinski pede mais pesquisas, para jogar luz no futuro das espécies silvestres diante do predador estrangeiro. “Todos os efeitos decorrentes da introdução de trutas precisam ser estudados, até porque já há indicativos de mudanças na comunidade de peixes nativos. Sem dúvida alguma, começaremos a perder espécies locais com a sua concorrência”, ressaltou a pesquisadora.

A legislação federal proíbe a introdução de trutas e outros animais exóticos em ambientes naturais do país. Por isso o professor da Universidade Federal do Paraná Jean Simões Vitule lamenta que a prática seja comum em regiões frias e elevadas do Brasil. “Todo mundo fala e mede benefícios de curto prazo, como o prazer e os dividendos da pesca, mas ninguém mede os impactos da introdução de espécies exóticas. Isso é um ecovandalismo. Em alguns países, quem é flagrado soltando espécies estranhas paga uma multa e ajuda o poder público a reverter o problema”, disse o biólogo.

Vitule explicou que, no caso de animais estrangeiros introduzidos em cursos d´água, os piores impactos só são identificados quando a espécie exótica já se estabeleceu, normalmente com a extinção de vida silvestre. “Espécies introduzidas são inimigos invisíveis. No Brasil há profunda carência de estudos sobre vida aquática e há muitas espécies nativas não descritas que podem estar sumindo. Essas introduções podem levar a uma homogeneização da fauna em vários locais do globo, sobressaindo-se espécies mais apreciadas pelas pessoas, como as trutas”, avaliou o pesquisador, ligado ao Instituto Hórus.

Alternativas

Para Sosinski, da Embrapa, o turismo rural é uma atividade indispensável aos campos de cima da serra e a pesca esportiva poderia ser ajustada para se tentar livrar as águas regionais das trutas. “A pesca não deveria ser do tipo pesque-e-solte, mas sim com a retirada desses animais. Também poderia haver introdução de peixes de um só sexo, evitando sua reprodução. Existem formas de se controlar o problema sem acabar com a pesca”, ressaltou.

Tomara. Afinal, a região se revela aos visitantes como uma das mais belas paisagens do Brasil, procurada por turistas em férias ou feriados, no verão e no frio intenso do inverno.

No entanto, além da introdução de trutas, outros problemas rondam o local: mais de 20% daquelas terras estão ocupados com pinus e também há pecuária e agricultura intensiva, graças a avanços tecnológicos, inclusive sobre áreas protegidas por lei. “Nos últimos cinco anos, as transformações são ainda mais drásticas. Pinus e lavouras tomam áreas de campos nativos com alto potencial turístico e locais onde nascem grandes rios do estado, ameaçando-os com a degradação de suas nascentes e agrotóxicos”, alertou o professor de Manejo e Conservação de Recursos Vegetais Paulo Brack, da UFRGS.

Atalhos:
Introdução da truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) e suas conseqüências para a comunidade aquática dos rios de altitude do sul do Brasil / Lilian Terezinha Winckler Sosinski

Trutas / Instituto Hórus

Saiba mais:

Pinus versus bois nos campos sulinos

Lost e as espécies exóticas invasoras

Um Brasil para usar nas férias

Publicação sobre exóticas

O desnível dos rios

O Blefe – sugestão de correção

Turismo eco-chique

As mangueiras marcadas para morrer

Reação anti-jaca

Comentários
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Em SP também
Fabio Olmos 18/05/2009 09:24:10

Trutas podem ser encontradas em rios e riachos na Serra do Mar paulista,
incluindo áreas protegidas como o Núcleo Cunha do Parque Estadual da Serra do
Mar, onde teria sido introduzida por um antigo diretor do parque. Isso é que é
fogo amigo.
Anônimo 18/05/2009 12:16:08

belíssimo exemplo pro Dia da Biodiversiade 22 de maio de como o Brasil preserva
Alaor 19/05/2009 12:18:20

lastimavel que nesse pais ocorram casos como este e que fique tudo por isso
mesmo, biologos conhecidos afirmam que trutas foram jogadas em tudo quanto e rio
de agua fria nesse pais
Anônimo 19/05/2009 16:09:02

eu gostu di cume trutas
E não só os "importados" causam problemas
Helder Espírito Santo 19/05/2009 17:36:24

Pois é, pessoal. Mais um triste exemplo de falta de informação no Brasil.
Importante lembrar que não apenas espécies trazidas de outros países podem
causar problemas. Mesmo dentro do país, translocações de espécies para fora
de suas bacias hidrográficas originais, muitas vezes feitas com as
"melhores" intenções, causam problemas para os organismos nativos. Por
exemplo a introdução do tucunaré (Cichla ocellaris) e da *******-vermelha
(Pygocentrus nattereri), originárias da bacia do Amazonas e Pantanal, nos lagos
do médio rio Doce, em Minas Gerais. As espécies nativas de peixe foram
praticamente erradicadas nos lagos onde as "invasoras" chegaram.
Espécies nativas não estão aptas para lidar com a voracidade ou com os
diferentes comportamentos de espécies estranhas ao seu ambiente natural.
Introduções de predadores costumas ser catastróficas para a biodiversidade
local. E a conta do desastre é simples: se elas conseguem se reproduzir e ter
sucesso a uma taxa maior que a de mortalidade, então elas se estabelecem no
lugar. Às vezes, elas não conseguem ter sucesso, por causa de condições
ambientais desfavoráveis ou pela existência de competidores ou predadores mais
fortes. Mas se existem re-introduções frequentes, que mantêm os tamanhos
populacionais (como relatado nesta reportagem)... Aí, pessoal, tchau fauna
nativa, wellcome Truta!
Alaor 19/05/2009 19:07:18

é verdade Helder, e se os brasileiros nao ligam para os proprios brasileiros,
imagine pra peixe debaixo d´água babaus fauna nacional
truta
LÉO NASCIMENTO 20/05/2009 11:53:01

A Truta arco- íris foi introduzida no Brasil( Serra da Bocaína ) em
1940,através de ovas embrionadas originárias da Dinamarca e se espalhou nos
cultivos das cidades serranas do SUL-SUDESTE do país e tornou-se uma atividade
ecnõmica empresarial e até artesanal.E daí vieram os problemas desenvolmento
X SUSTENTABILIDADE e outras variáveis sócio-econômico-ambiental e atualmente
a SERRA DA MANTIQUEIRA no lado mineiro da APA está encharcada de Trutas e eu
ex-especialista em peixe, crustáceos e moluscos fui chamado a opinar, porém
aí porém ,virei ambientalista e hoje tenho as minhas ressalvas quanto a truta
e como diz a palavra citada vamos ter que estabecer ressalvas na APA e como
CHEF DE COZINHA ,tb tenho algumas ressalvas a culinária de algumas casas de
pastos que estão assinando o famoso Salmonídeo com seus preparos inadequados
.Para um bom prato franco-brasileiro é preciso muito conhecimento
sensorial-organoléptico e por favor diga não a gastonomia horrorosa americana
que é a origem do carnívoro de insetos.
pescador de trutas
Ede 25/05/2009 14:49:46

Bah! informem-se melhor sobre a introdução de trutas. Eu conheço vários
lugares no mundo onde as trutas foram introduzidas e não vi nenhum dano
ambiental por causa delas. Muito pelo contrário, só presenciei ambientes
naturais preservados e muito saudaveis onde elas habitam. As comunidades que
vivem nestes locais estão conscientes que a truta é responsável pelo
desenvolvimento economico e social, e por isso eles preservam a truta, os rios e
o ambiente. Dano maior aos rios ja vem ocorrendo por aqui com o dejeto de
esgotos e todo tipo de poluente. Por isso tranquilizem-se, a truta não
sobrevive nos nossos rios poluidos.
Citação
Dmark 25/05/2009 16:34:39

Sou biólogo. Gostaria, antes de tudo, deixar aqui meu e-mail para conversar
pessoalmente com o autor e com quem interessar possa com esse caloroso assunto,
trocar idéias e mostrar alguns contrapontos e realidades. Anota aí turma:
flypoa@gmai.com
Já faz dez anos que estou acompanhando as trutas, o rio,
a população de lontras e a população humana. Esta última que mais me faz
pensar no futuro, tanto ambiental como sócio-econômico. Claro, não sou um
ecocharopão extremamente radical que vai lhes dizer: devemos tirar as trutas,
depois acabar com as batatas, aniquilar com o pinus e, por fim, dizimar o homem
para restituir a paz e a harmonia da natureza. Até porque, em dez bilhões de
anos, quem me garante que a truta não viria para cá por força própria. Mas
é verdade. O homem a trouxa consigo. Só quero lembrar que somos homens, e que
eu me incluo nesta categoria e que nos Ausentes primitivos, talvez houvesse um
homem (que muitos chamam Índio) perdido. Talvez não. Eu até duvido, nunca
achei registros. Falando neles, gostaria de dizer que quando nós pescadores
(sim, também me incluo aqui. Sou pescador com mosca, um flyseiro.) conhecemos a
região, já havia trutas lá. Mas não havia mais nada. Aquilo era o fim do
mundo para os moradores locais. O sonho de um tipo da “capela” era ir pra
Jaquirana, que é mais perto de Bom Jesus. A pesca levou o turismo, o dinheiro,
a sustentabilidade, levou uma vida, para aquelas pessoas. Deu um sentido. São
José dos Ausentes não recebeu este nome por suas belezas naturais. Mas, pela
total impossibilidade de sobrevivência. A pecuária, junto com os batateiros e
a ampla área de pinus plantada, mantém a turminha por lá. A pecuária é
composta por bois alpinistas. Eles comem tudo em qualquer lugar, por que não
tem nada em lugar nenhum. Carne da pior iguala. Só quem não conhece carne boa
suporta aquele sarrafo. Agora, meus amigos, sejam francos comigo, vocês
preferem milhares de hectares tapados de pinus destruindo os campos de cima da
serra, acabando com um tipo de paisagem, os batateiros matando os rios (eles
lavam até os aplicadores de defensivos no rio, eu vi!) e a tropilha de bois
alpinistas às trutas? Ponham a mão na consciência e tomem um partido. Falar
é fácil. Eu cheguei há poucas horas de lá. Vou muito para Ausentes, mas
também a outros lugares do mundo onde hajam trutas. Conheço bem o artigo,
tanto quanto biólogo, quanto como pescador. Amanhã mesmo já embarco novamente
para um pesca fora do Brasil. Assim como eu, milhares de outros pescadores do
mundo inteiro fazem isso uma vez ou duas por mês. Movimentam uma grana
maravilhosa. Ausentes pode vir a ser a Patagônia Brasileira, um orgulho para o
gaúcho. Ou virar uma grande plantação de batatas. Cuidem com o que falam por
aí. O fly não tem nada de elitista, qualquer um que não seja 100% preguiçoso
pode fazê-lo.
Aldem, vou roubar a frase do pescador, colega, aí de cima, tu
achas mesmo que a truta é a grande predadora? Será que retirar ela depois de
tanto tempo no ambiente não seria pior? Um novo desequilíbrio, não mataria as
lontras que não haviam lá antes? Tu te responsabilizarias por isso? E as
pessoas que vivem dos milhares de reais que os pescadores deixam lá, podem
sobreviver com o que mesmo?
E-mail errado
Dmark 25/05/2009 16:35:59

Com o perdão de vocês, lhes passo o correto, flypoa@gmail.com
onde estão os estudos feitos?
alex 25/05/2009 17:25:38

queria saber quem fez e onde encontro os estudos sérios que foram feitos a
respeito.
trutas tem sido soltas em dezenas de rios do Brasil, há décadas, a
princípio, sem prejuízos ao meio ambiente.
Em Ausentes são soltas todos os
anos, sem "pano preto" (tanto é que vcs sabem que são soltas) e podem
trazer mais benefícios do que prejuízos (se é que estes existem)...
Gostaria
de ler esses estudos.

[]s
alex
portugal
pedro 26/05/2009 05:08:20

Na europa,surge o mesmo problema,especies nativas de trutas e de outros peixes
desaparecem devido a introducao de especies oriundas de outros locais.As
especies invasoras sao uma das causas de perda de biodiversidade.Em Portugal ja
extinguio especies endemicas na sua totalidade,o que e uma grande perda,visto
terem sido extintas para sempre.Temos ainda algumas especies que sobrevivem em
pequenos ribeiros,rodeados de campos de cultivo intensivos,sobrevivendo a secas
causadas por extracao de agua como ainda introducao de especies exoticas.A
legislacao para alem de formal deveria ser bem executada.
A par da legislacao,ha
que haver informacao e sensibilizacao,pois ainda que como particulares,nao temos
nocao do nosso impacto,note se a introducao de acacias em jardins privados em
muitas terras de portugal,que neste momento sufocam serras,nao deixando nascer
um unico carvalho e com isso todo um ecossistema destruido.
A introducao de
especies invasoras e um problema global!!!
Lendas!
Pedro Martinelli 26/05/2009 06:40:27

Quando uma bióloga diz que vão desaparecer espécies, pelo discurso careta
dela, lastimável, mas como afirmar sem estudos? Agora, muito triste queimarem
os pescadores na fogueira. Talvez o biólogo Fick não saiba, mas pode apodrecer
respondendo processos por esta citação: . “Pescadores podem ver as lontras
como inimigas de suas atividades e não como o atrativo turístico que realmente
são”, disse Fick.
E para finalizar, sobre a citação "Em alguns países,
quem é flagrado soltando espécies estranhas paga uma multa e ajuda o poder
público a reverter o problema”", que países seriam esses?
Princípio da Precaução
Aldem Bourscheit 26/05/2009 09:33:26


Todos os pesquisadores e fontes ouvidas pela reportagem de O Eco são
profissionais qualificados em suas áreas de formação.

Caso algum
profissional da biologia da conservação, assunto em pauta, apresente
argumentos favoráveis à introdução de espécies exóticas em ambientes
silvestres, serão bem vindos.

O Princípio da Precaução, consolidado em
acordos internacionais assinados pelo Brasil, aponta que não se devem esperar
que danos ambientais extremos aconteçam para que atitudes sejam tomadas,
inclusive contra a introdução ilegal e descontrolada de trutas no Rio Grande
do Sul e outros pontos do Brasil.

Se a atividade se consolidou em acertas
áreas, sustentando parte de certas economias, pela ineficiência da
fiscalização oficial ou até com apoio governamental, tal fato não se traduz
em aval para sua continuidade ou para ausência de mais estudos sobre seus
impactos.

Por fim, O Eco afirma que não é contra a pesca esportiva
controlada de espécies nativas ou de espécies exóticas em criadouros
controlados, como está explicitado no texto, mas não se eximirá jamais de
votar pelo cumprimento da legislação e de apontar problemas enfrentados pela
vida silvestre brasileira.

Países como Austrália, Estados Unidos e Canadá,
apenas para citar três exemplos, aplicam severas multas em cidadãos que
introduzem espécies exóticas nos ambientes naturais. Quem quiser conferir
alguns valores de multas, basta clicar em
http://stopstocking.cowyafs.org/penalties.htm

A legislação brasileira
também determina sanções.

Leitores atentos e interessados em conhecer mais
impactos das espécies exóticas invasoras, podem acessar o site do Instituto
Hórus - www.institutohorus.org.br

Atenciosamente
Aldem Bourscheit
Editor
danos ambientais extremos
Zorrer 26/05/2009 20:55:18

Ola, eu gostaria de saber se a Dra Lílian Winckler Sosinski ja constatou danos
ambientais extremos com a introdução das trutas no rio Silveira.

Pelo que
foi informado no texto apenas os jundiás ficaram mais "esbeltos" por
terem que competir pelo alimento com as trutas. Isso não me parece dano
ambiental, muito menos extremo.

Nem vou comentar o pseudo dano ambiental
extremo afirmado pelo Professor Fick sobre a antipatia do pescador para com a
lontra. Isso só serve para passar uma imagem hostil do pescador.

Pelo que
consta a truta foi introduzida nos rios desde 1950. Ja não é tempo suficiente
para constatarmos danos ambientais extremos, alem da dieta dos jundiás?

A Dra
Sosinski ainda quer mais pesquisas? Vão ficar pesquisando por quanto tempo
ainda? Enquanto ficam pesquisando por décadas, comunidades de seres humanos
padecem por falta de oportunidades para seu desenvolvimento social e econômico.
E enquanto o subdesenvolvimento destas comunidades persiste, as primeiras
vitimas são seus rios, alimentados pela poluição e pela predação que esta
situação gera.

Afirmar que obter dividendos com a pesca é ecovandalismo
beira ao insano. Os dividendos da pesca remetem a preservação dos rios sem
poluição. Alguem desejaria pescar em algum rio poluido? O pescador só
levara riqueza a uma região se esta tiver rios limpos e com oferta de peixes.


Para concluir afirmo que qualquer ação que o ser humano faça, ou deixe de
fazer, remete a algum dano ambiental, com isso recomendo aos que se preocupam
com os impactos que a truta poderá vir a causar num futuro, talvez muito
distante, para que reflitam melhor sobre os danos ambientais extremos que a NÃO
introdução das trutas também possa causar no rio Silveira e nas comunidades
de seres humanos que la habitam.

Um abração a todos!
Anamaria Serrana 27/05/2009 07:54:01

pobre Brasil. ve-se que os srs. Martinelli e Zorrer nao leram o artigo que
aponta uma situacao de descalabro, ilegal e atentando contra a fauna brasileira.
em outros paises o peixinho apreciado pelos srs provocou estragos, mas para
voces isso nao importa nao e mesmo? dai vem com argumentos fracos e falsos,
atacando pesquisadores que com dinheiro ralo conseguem mostrar um pouquinho do
que gente como voces faz e defende no Brasil. que a Justiça haja contra a
ilegalidade e que se promovam mais pesquisas antes que seja tarde. aos srs.
recomendo que pesquem e comam trutas de criadouros autorizados e controlados ou
sigam para os EUA ou outro lugar onde poderao pesca-las em ambiente natural.
passar bem
Incoerência & Ecochatismo
Arno 27/05/2009 09:42:45

O que se vê nos comentários de alguns e algumas aqui é a expressão do
fanatismo ideológico amoitado na ecologia. Aquele dircursinho vadio cheio de
clichês socialistas fajutos. Se a truta tá fazendo esse estrago todo, temos
que erradicar também todas as raças de bovinos deffte paíff, todas as raças
de suínos que não sejam as queixadas e caititus, todas as galinhas e frangos
de origem européia, as lebres, absolutamente todas as tilápias (só as
africanas,ok? -risos-),todas as abelhas de origem européia, todos nós que não
sejamos índios puros e todos que tenham algum gene europeu ou africano. Aí sim
teremos equilíbrio ecológico. Às favas os ecologistas e seu discurso
socialista vazio e incoerente.
Anamaria Serrana 27/05/2009 11:35:04

outra bobagem, dessa vez do sr. Arno que mistura alhos com bugalhos pra
justificar sua ignorancia. seus argumentos sao frouxos como calça de criança,
unindo no mesmo saco furado de sua argumentaçao bois com trutas pra justificar
o descumprimento da lei. e facil mandar tudo as favas, dificil e reconhecer uma
situaçao de irregularidade ambiental e defender o país.
Vamos pequisar mais, vamos estudar mais...
Rafael. 27/05/2009 12:43:21

Temperatura muito elevada da água, níveis das águas baixos no verão, a
conformação do leito do rio inadequado para as camas de desova, mais a
predação das trutas adultas pelas lontras e dos ovos pela grande quantidade de
lambaris na região. São impedimentos para o desenvolvimento das trutas na
região.

A truta a partir de 16 graus reduz drasticamente a alimentação e
a partir de 20 graus não se alimenta mais. Quanto a incubação, a temperatura
ideal é de 11 graus para os ovos e para engorda dos alevinos com máximo
aproveitamento é de 14 a 15 graus. A larva da truta é muito vulnerável no
início, ela tem um saco vitelino muito grande, ela leva em torno de 8 dias para
a completa absorção das reservas e ela só começa a nadar livremente e a se
alimentar a partir desse período ficando sempre apoiada no leito do rio sendo
uma presa muito fácil neste período.

Na Patagônia, entre Dezembro e
Fevereiro, a temperatura ambiente é muito elevada, chegando fácil aos 30
graus. Mas a temperatura da água oscila entre 11 e 13 graus. Faixa ideal para a
alimentação das trutas, já em São José dos Ausentes, a temperatura também
oscila próximo aos 30 graus no verão, a diferença é que a temperatura da
água supera fácil os 20 graus, mesmo que as trutas desovassem, os alevinos
conseguissem escapar da predação, a temperatura é totalmente inadequada para
o crescimento e engorda delas.
ANônima 27/05/2009 12:43:38

o tratamento que país dá ao seu meio ambiente reflete seu nível de
civilizaçao. por alguns comentarios aqui, temos neandertais entre bnós
Thiago. 27/05/2009 15:02:38

Os Ecochatos estão ai! Como o donos da verdade!! Só eles que entendem, só
eles que sabem tudo!! Não dá para criticar com base em um ou dois trabalhos!!!
Tem que pesquisar muito mais!!!
Anamaria Serrana 27/05/2009 15:06:39

chato mesmo e a ignorancia que tenta desqualificar estudos com base na gritaria.
certamente é pescadore frustrado ou sem grana pra ir aos estates. acho que a
materia esta bem boa pra voces, mostrou o que esta acontecendo e apontou
alternativas ao crime que estao cometendo. mas e mais facil chamar outros de
ecochatos nao e?
ANônima 27/05/2009 15:11:37

acertou o sr. Rafael precisa de mais pesquisa, e breque em quem contraria a lei
ate que os impactos das trutas sejam conhecidos. a turminha de pescadores
descontentes que procure revistas do setor, ali encontrarao so os arguemntos que
querem.
Calma....
Pescador 27/05/2009 16:23:05

Acho que essa discussão está mais para conflitos de idealismo, politicagem e
cada um olhando para seu umbigo à preservação da natureza.
Antes de ambas as
partes se exaltarem cabe a todos pesquisarem sobre os danos causados pela
introdução da truta em regiões do mundo.
Achei essa uma matéria em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fauna_da_Austr%C3%A1l ia relatando alguns
fenômenos ocorridos na fauna Australiana onde segue o texto pertinente à nós:

“A introdução de trutas alóctones tem provocado um impacto muito negativo
nas espécies fluviais, como é caso das espécies Maccullochella macquariensis,
Macquaria australasica e os membros do género Galaxias, assim como sobre alguns
anuros.”

Não precisa ser muito inteligente para saber que quando se larga um
predador em um ambiente com fartura de alimento, estes serão devorados, cabe
saber qual será o impacto.

A região e Ausentes é única, ainda há espécies
a serem descobertas, por isso a introdução da truta pode vir a ameaçar a
biodiversidade local, mas cabe aos estudos mostrarem a magnitude.
O tucunaré,
espécie nativa do Brasil, foi introduzido no Pantanal, alguns escaparam de
açudes e vêem causando um sério impacto local.
Também sei, como pescador e
pseudoecologista( pois sou Engenheiro), que esse peixe é muito importante para
a localidade, traz dinheiro, desenvolvimento e preservação do habitat
local.

Cabe ao governo do RS, o qual duvido muito, e o Nacional a fazerem um
estudo vasto sobre tudo isso. Não como estudos das barragens hidrelétricas da
região que foi uma piada, mas chamar estudantes e especialistas até mesmo de
fora do país que possuam conhcimento sobre o peixe em questão para realizar
uma séria pesquisa sem inclinação ideológica.

Att;
Anamaria Serrana 27/05/2009 16:26:41

caro sr. Pescador, parabens, otimo comentario. acertou na mosca.
alex 27/05/2009 18:11:42

sugiro, então, que sejam sumariamente dizimados de todos os rincões do Brasil
a já ambientada tilápia! POR COERÊNCIA, elas devem ter causado, em décadas,
mais devastação em nossas águas do que trutas em 3.000m de rio na serra
gaúcha.
PORQUE não se movimentam contra a tilápia? ou é menos difícil
brigar em um ponto isolado?
ABAIXO A DANOSA E ESTRANGEIRA TILÁPIA!!!

VAMOS SER
COERENTES!!! de outra forma, con todo o respeito, acho "RIDÍCULA"
qualquer alegação contra algo tão pontual...


[]s
alex
Tilápia
Pescador 27/05/2009 19:00:53

Alex,
Concordo com seu argumento. A pesca&cia número 168 se refere a tilápia e
ao bagre africano como espécies que ameaçam as nativas. Algumas regiões são
permitidas a criação de tilápias, outras não. A grande ameaça que elas
representam é sua alta taxa de proliferação, tomando conta do ambiente
rapidamente fazendo concorrência. Do bagre africano acho que não preciso nem
comentar..
A legislação brasileira ainda engatinha, uma pena em um país que
necesita um controle maior na área ambiental.
att;
Pontual
Anamaria Serrana 27/05/2009 19:09:38

sr. alex qual o problema com o fato pontual? quando a imprensa fala de
desmatamento em alguma área, o problema pode ser espelhado para outras que
sofrem da mesma molestia. o episodio das trutas no Rio Grande e muito relevante
porque mostra um ato ilegal e descaso do poder publico, quer o sr. goste ou nao.
se fossem citar todos os casos desse tipo no Brasil, iria faltar internet.
concordo novamente com o sr. Pescador ponderado, a lei engatinha no Brasil e nao
se pode esperar que estragos se consolidem para convencimento de ceticos. boa
noite.
alex 28/05/2009 03:35:56

se trutas em SJA são um "problema" do tamanho que é proposto no artigo
eu não sei (Nnão acredito que haja estudos conclusivos a respeito, pois já li
opiniões diversas das suas, de pessoas "não leigas"). Alguns falam que
o problema é de pouca monta, vcs não. Trutas, de tão "predadoras" que
são, tem q ser introduzidas todos os anos, nem se reproduzem lá. Ao invés de
outras espécies (como a tilápia) que "dominam" a área onde se
encontram. - Brasil a fora! Há regiões na qual são introduzidas traíras e
tucunarés para diminuírem sua quantidade.

Então, refiro-me ao fato de que
vcs estão focando "em peixe pequeno"! Acharia COERENTE a postura de
quem é contra a truta em SJA se, em adição, tb apontassem, E LUTASSEM, contra
uma espécie que se reproduz aos milhões, encontram-se em qualquer
"poça" d'água e que certamente causam maior dano do que as trutas em
SJA. então, não vejo COERÊNCIA nisso... Ataca-se o "problema menor"!


Não sou "incoerente" em dizer que o caso da truta em SJA não mereça
ser estudada, mas enqto. não envidarem seus esforços, tempo e neurônios em
problemas de maior vulto e "gritantes", fogem do que é
racional.

[]s
alex
Ataque a biodiversidade
Thiago Edu 28/05/2009 04:42:39

Sou biólogo em Minas e parabenizo o eco pela matéria. O caso de Ausentes é
crítico porque a introdução é frequente e continuada e, felizmente, a truta
ainda não conseguiu proliferar em grandes quantidades. Como se disse, é crime
contra a biodiversidade nacional. O Brasil tá lotado de problemas decorrentes
de espécies exóticas (plantas, animais, microorganismos), como essas:

-
trutas
- mexilhão dourado
- caramujo africano
- tilápia
- braquiária
-
pinus
- javali

Uma listagem aproximada pode ser obtida em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_esp%C3%A9cie s_invasoras_no_Brasil

Esse
tipo de espécie, introduzida de forma voluntária ou involuntária, o que não
descarta o crime, geralmente resulta em extinção ou redução dos espaços da
vida silvestre.

A hora de agir contra esse tipo de problema é quando ele
ainda não está consolidado, como no caso de São José dos Ausentes. O
problema é de vulto e gritante, sem dúvida.

Parabéns novamente.
T.E.
Perdas de biodiversidade
ANônima 28/05/2009 04:46:41

"A taxa de extinção de espécies é, na atualidade, 1.000 vezes superior
aos níveis naturais..."

http://www.ecoagencia.com.br/?op
en=noticias&id===AUWZEWUVFZHNlRaVXTWJVU
Trutas em Ausentes e hidroeletrica
Eduardo Raug 28/05/2009 08:49:56

A discusão sobre o impacto causado pelas trutas e a ausência de estudo
específico sobre os danos resultantes se torna irrelevante se comparado aos
danos já conhecidos com a construção de hidroelétricas, onde, sem sobra de
dúvidas, haverá prejuízos e danos à vida silvestre, podendo, inclusive,
alterar o clima. Assim, discutir a soltura, introdução ou manutenção dos
estoques de trutas em ausentes, no meu entender, é deviar o foco do verdadeiro
problema - a presença do homem e sua ação modificadora no meio em que vive e
a construção de barragens, que modificam os cursos d'água, nível dos rios e
mata cilia
trutas ausentes
Eduardo Raug 28/05/2009 08:54:15

Ressalta-se que encontra-se em projeto de aprovação a contrução de represa
no rio Silveira, em São José dos Ausentes. Essa ação, se visto no sentido de
que as trutas são prejudiciais, pode ser vista como uma ação ecológica,
pois, com certeza, a alteração do meio ira reduzir ou até extinguir com a
população de trutas
Arredio
Arredio 28/05/2009 09:27:55

A falta de estudos conclusivos não permite a ilegalidade, diz o Princípio da
Precaução, do Protocolo de Cartagena, que o Brasil assinou e ratificou. e não
existe problema ambiental maior ou menor, todos têm que ser reconhecidos e
enfrentados, para o bem da região e do país.
ANônima 28/05/2009 09:33:04

a hidrelétrica projetada para o Rio Silveira, na verdade, pode matar o
Cachoeirão dos Rodrigues, belo ponto turístico, e propiciar águas mais
profundas e frias para as trutas. logo, só há burrice em tal ato, nada de
ecológico sr. Raug. que alguma alma evite tal coisa.
inacreditável
Zorrer 28/05/2009 09:52:23

Eu dediquei algum tempo para ler o conteúdo dos links divulgados nos
comentários anteriores e achei algumas pérolas:

A maior delas é a que é
apontada como uma das 62 medidas, “não milagrosas”, para deter a perda de
Biodiversidade, e que foi publicada no site http://www.ecoagencia.com.br, onde
diz:

“1. Renunciar ao objetivo do crescimento econômico duradouro, que tem
levado a graves consequências ambientais. A sociedade do crescimento superou
seus limites.”

Alguém em sã consciência poderia aceitar isso? Renunciar
ao crescimento econômico duradouro? Ora, enquanto houver crescimento
populacional de seres humanos o crescimento econômico não é opção, mas é
condição de sobrevivência para o próprio ser humano.

Significa que a
humanidade deve parar com a industrialização, com os avanços tecnológicos, e
até mesmo com as pesquisas em todas as áreas, porque não serão mais
necessárias, uma vez que a humanidade deve viver com o que já conquistou até
aqui.

Não tem como levar a sério pessoas que acreditam e propagam isso!
Então como acreditar nessas pessoas quando elas afirmam que as trutas serão a
causa de inúmeros problemas no futuro?

Abraços,
Anônimo 28/05/2009 10:08:29

ha ha ha ha ha sr Zorrer, va estudar
ANônima 28/05/2009 10:11:39

sr. Zorrer, o sr, é mesmo hilario. esse discurso de parar com a
industrializacao e progresso e bem velhinho, não? não cola mais, nem em jardim
da infancia. o que os "ecochatos", classificados assim por ignorantes,
querem na verdade, e no minimo respeito a lei e pensamento no futuro. mas o
Brasil esta otimo nesse sentido nao está? temos PAC, estamos detonando com tudo
e a conta fica pra depois. podemos envia-la pro sr?
ANônima 28/05/2009 10:31:24

e mais, sr. zorrer, o sr. está defendendo a ilegalidade. no Brasil, ate que se
prove ao contrario, a lei deve ser cumprida na sua totalidade, nao apenas a
parte que lhe convem. introduzir animais exóticos e crime e quem faz merece
multa e cadeia.
ilegalidade ?
Zorrer 28/05/2009 10:47:03

Eu estou defendendo alguma ilegalidade? Qual? Onde eu escrevi esta
ilegalidade?

Questionar afirmações sem comprovação científica é
ilegalidade?

Essas suas afirmações só reforçam minha opinião de que
pessoas sem o minimo senso crítico não merecem crédito.

Abraço,
Muito boa...
Thiago 28/05/2009 11:01:28

Muito estranho!Nenhum dos Ecochatos comentou sobre as colocações do Sr.
Eduardo Raug. Construir uma represa pode!!!!!!!!!!!!!!! Afetar todo o
ecossistema local pode!!!!!!!!!!!!
E a truta é que paga o pato.
É a
responsavel por todo o problema.
Parabéns!!! Continuem assim!!! É isso
que o
Basil merece. Echochatos xiitas.
Donos da verdade ABSOLUTA.
Vão pesquisar
mais, estudar mais...como o Sr. Rafael colocou.
ANônima 28/05/2009 11:17:17

falei sim da hidrelétrica sr. Thiago, procure ler com mais atenção seu
trouxa. voce deve estar ganhando bastante dindin com pesca ou introdução de
truta. alias merece uma investigação Judicial sobre de onde estão vindo os
exemplares para introdução.
Educação
Thiago. 28/05/2009 12:02:28

Seu Trouxa?? Mais uma virtudes dos ecochatos, falta de educação e respeito. Em
nenhum momento faltei com educação!Já vi..com ecochatos nao tem dialogo nem
conversa. Quando são contrariados ja partem para ignorancia.

Passar bem!
Estou fora desta conversa. Não adianta argumentar com quem nao quer.
apoio a Represa lá!
alex 29/05/2009 03:21:59

como não houve manifestações contrárias dos contrários à truta em SJA,
creio que seja uma boa a construção de uma usina lá! Deve fazer muito bem
pros jundiás!

Abaixo a truta e VIVA a Usina! (esse tipo de progresso
pode!)

abs!
alex
ANônima
ANônima 29/05/2009 04:56:04

sr. Alex, esta mais do que comprovado de que aqui alguns só leem o que lhes
convem. por isso repito a mensagem postada por mim, confira acima se quiser - a
hidrelétrica projetada para o Rio Silveira, na verdade, pode matar
o
Cachoeirão dos Rodrigues, belo ponto turístico, e propiciar águas
mais
profundas e frias para as trutas. logo, só há burrice em tal ato, nada
de
ecológico sr. Raug. que alguma alma evite tal coisa.
usina no silveira
eduardo raug 29/05/2009 06:52:39

A usina não ira apenas matar o cachoeirão dos rodrigues. O que falar das matas
ciliares e da alteração do próprio leito e curso do rio que irão interferir
na sobrevivência das espécies nativas. O impacto das trutas, se comparado com
o impacto da hidroelétrica é irrelevante, ou seja, discutir o impacto das
trutas é desviar o foco do verdadeiro perigo, ou seja, "soltaram o bode na
sala".
Sem bode
Anamaria Serrana 29/05/2009 07:30:54

sr. Raug, me perdoe, mas discordo frontalmente de seu argumento de que um
impacto supostamente menor não deva ser discutido frente a outro visto como
maior. um nao elimina o outro. ambos existem e devem ser analisados pela
sociedade. ha muitos bodes na sala dos impactos ambientais no estado, que
costuma emitir licenças sem estudos para obras e anda tratando muito mal tudo
relacionado ao meio ambiente. pessoalmente vou enviar denuncias ao ministerio
publico sobre as trutas e barragens e monoculturas na regiao de cima da serra. e
nao se trata de ser simplesmente contra ou ecochata, como falou aqui um
ignorante, mas de pedir ao menos o respeito a lei. se ela mudar, voltamos a
falar.
UHEs
Anamaria Serrana 29/05/2009 07:32:40

e sr. Raug, procure aqui neste site e vera outros artigos sobre a regiao,
inclusive falando da barragem.
sem bode
Eduardo Raug 29/05/2009 08:20:20

Sra.Anamaria Serrana.

Concordo que um crime não justifica outro, O enfoque
é que os esforços devem ser concentrados nos maiores para, em momento
posterior, ser dirigidos para causas menores. Não há como combater todos os
crimes ou danos, já que dividindo esforços, nada acontecerá.

Entendo, por
igual, que existem atividades regulamentadas e previstas em lei que são mais
prejudiciais do que algumas tidas como ilegais ou proibidas na legislação,
como por exemplo, a regulamentação da pesca comercial em águas interiores.
Apenas alguns países no mundo adotam e regulamentam tal atividade e, depois,
jogam a culpa nos pescadores esportivos, tidos como responsaveis pela redução
dos estoques pesqueiros, mesmo nas áreas onde permitida a pesca com parelha- a
exemplo do amazonas.
Não tenha meus comentários como critica pessoal, apenas
entendo que algumas posições, utilizando expressão popular, caracterizam
"cuidar das formigas e deixar passar os elefantes".
amplie a denuncia
Zorrer 29/05/2009 08:25:04

Ola Anamaria Serrana,

não esqueça de incluir nesta denúncia ao MP a celulose
Cambará, o cultivo do solo, o lançamento de dejetos no rio Silveira, a
criação de gado, e por fim iunclua também a comunidade de Silveira que vive
naquele local, e que polui o rio Silveira.

Como você diz: "um dano não
elimina outro, ambos devem ser analisados pela sociedade".

Mas se você
acha que os pontos que coloquei acima não são bem assim, e são extremados,
ótimo, então você não é radical extremista! Portanto considere a questão
da truta também em um nível de ponderação com menos radicalismo, que é como
devemos tratar esta situação.

Abraço,
SIMPLESMENTE UMA DAS CEM PIORES INV. DO PLANETA
JEAN VITULE 29/05/2009 13:11:43

A qualquer um que estudou um pouco sobre o assunto toda esta discussão é algo
surreal!!!!!!
O QUE FALTA É LEITURA SOBRE O ASSUNTO E UMA REVISÃO SOBRE OS
PROBLEMAS JÁ CAUSADOS!

SIMPLESMENTE esta truta é UMA DAS CEM PIORES
INVASORAS DOO PlaNETA COM DIVERSAS EXTINÇÕES DE ESPÉCIES JÁ
REALATADAS!

QUEM ESTÁ BUSCANDO VER OS IMPACTOS...

A TRUTA O. mykiss
consta oficialmente na The Global Invasive Species Database (GISD, 2009) como
uma das cem piores “espécies alienígenas” e é considerada como
“peste” em potencial (Froese and Pauly, 2007).
GISD, 2009. The Global
Invasive Species Database - by the Invasive Species Specialist Group (ISSG) of
the Species Survival Commission of the IUCN-World Conservation Union, Available
at http://www.issg.org/database/species/search.asp?st =100ss.; accessed on
2009/05/19.
FROESE, R. and PAULY, D. 2007. FishBase. World Wide Web electronic
publication version (10/2007), Available at: http://www.fishbase.org.; accessed
on 2007/08/15.

O argumento de que “não existem evidências concretas sobre
impactos causados pelas espécies introduzidas no Brasil”, utilizado por
muitos piscicultores, pescadores esportivos, governantes e mesmo por alguns
pesquisadores favoráveis à introdução de espécies TEM QUE ser sempre
rebatido e/ou questionado, uma vez que não devemos fazer experiências ou
esperar que de fato ocorram catástrofes ambientais no Brasil para aprendermos
as lições sobre as espécies introduzidas e seus impactos, principalmente em
longo prazo (e/ou problemas indiretos que ainda viram a ser detectados. QUEM TEM
DE FATO AVALIADOS OS POTENCIAIS IMPACTOS...NÃO SABEMOS NEM QUANTAS ESPÉCIES
EXISTEM... QUAIS FORAM OS ESTUDOS DE IMPACTO REALIZADOS...ETC..
Assim, podemos
e devemos aprender com os erros e experiências relatados por outros países,
assim como utilizar dados básicos já disponíveis sobre a biologia básica das
espécies e seus potenciais impactos. Neste sentido, não devemos abrir mão do
princípio da precaução, mencionado anteriormente, cabendo também o argumento
utilizado por Casal (2006) de que no caso das espécies de peixes introduzidas:
“as ausências de evidências não são evidências de ausências”. Assim,
creio que é importante finalizar esta sessão ressaltando novamente a
importância da busca devida e intensa por impactos, notoriamente os indiretos e
difíceis de detectar (e.g. em níveis ecossistêmicos, de comunidade,
populacionais, etc.), em geral causados por ações sinergéticas. Isto denota
outra questão importante que é necessidade de estudos interdisciplinares sobre
o tema, o que abre uma nova linha de atividades, pesquisas e oportunidades para
os mais diversos tipos de pesquisadores e profissionais, dentro e fora da área
biológica (e.g. historiadores, biogeógrafos, ecólogos, químicos,
taxonomistas, geneticistas, parasitologistas, engenheiros ambientais,
administradores, etc.).
O princípio da precaução para espécies
introduzidas, no qual “ao invés de as espécies introduzidas serem
consideradas inocentes até que se prove a culpa... estas devem ser consideradas
culpadas até que se prove o contrário” ...
argumentos internacionais a
favor disto:
A noção de que o desenvolvimento (econômico e/ou social) pode
ser considerado de forma independente á manutenção da biodiversidade é algo
irracional e inaceitável para os tempos atuais. Os tratados internacionais
firmados na ECO-92 (The United Nations Conference on Environment and
Development), realizada em 1992 no Rio de Janeiro,) destacam o princípio da
precaução em vários tópicos (e.g. Principles - Article 8h: “…as far as
possible and as appropriate…prevent the introduction of, control or eradicate
those alien species which threaten ecosystems, habitats or species...”;
Article 15h: “In order to protect the environment, the precautionary approach
shall be widely applied by States according to their capabilities. Where there
are threats of serious or irreversible damage, lack of full scientific certainty
shall not be used as a reason for postponing cost-effective measures to prevent
environmental degradation…” – UNEP, 1992). Entretanto, conforme Vitule et
al. (2009) é importante ressaltar que o princípio da precaução não deve ser
considerado uma barreira para a aquacultura e o setor produtivo, tão pouco ser
motivo de confrontos. Ao contrário, ele pode e deve ser encarado como um
incentivo à “descoberta” de novas espécies “verdadeiramente” nativas
com potencial valor socioeconômico que viabilizariam cultivos sustentáveis e
sem maiores problemas futuros.

Certamente também existem espécies nativas
como as Saicangas ou dentudas ou dente-de-cão do GÊnero Oligossarcus spp. que
poderiam (desde que bem estudadas) ser utilizadas na pesca esportivas
sustentável.
J
alex 29/05/2009 13:42:24

Sra. ANÔNIMA (não tens NEM um nick??)
falei em comentárioS (no plural).
Pensei que uma usina e sua barragem ( e represamento de muita água ) MERECESSE
comentárioS... mas parece-me que, até então, só as "TRUTAS
ASSASSINAS" mereciam a condenação dos RADICAIS
CONSERVACIONISTAS.

[]s
alex
ANônima 29/05/2009 15:36:18

alex voce e mesmo esquecidinho ne? se lesse os comentarios veria que falei da
sua barraginha nene
alex 29/05/2009 17:52:34

sei que vc falou, bebê! rsrs
tanto que falei que esperava (por critério de
coerência dos OUTROS que condenam as trutas lá em SJA) alguma manifestação
contra a barragem...

bem, deixemos prá lá...
tudo de bom prá vc, Anônima!


[]s
alex
ANônima 30/05/2009 13:23:02

sr. alex, o sr. e mesmo divertido. divirtase lendo essa aqui o
http://www.oeco.com.br/curtas/38-curtas/21797-cach oeirao-pode-morrer-afogado


deram ontem nn
alex 30/05/2009 15:33:23

Sou divertido sim! Procuro NÃO radicalizar nada na vida. Detesto radicalismos.
Eles costumam cegar!

Diverti-me lendo o artigo, muito grato pela
atenção!

[]s
alex
Anônimo 31/05/2009 05:43:00

radicalizar é muito bom, é ir ao fundo das questões e não empurrar tudo com
a barriga como se faz nessa neocolônia burra chamada Brasil.
alex 31/05/2009 07:08:23

radicalizar é, na imensa maioria das vezes, ruim... tende-se a se perder a
percepção de que há outras formas de se pensar e enxergar um mesmo assunto. O
radicalismo, então, leva a obtenção de poucos resultados concretos, visto que
não enxergamos um meio-termo: é 8 ou 80!
um ex. do que se obtém com o
radicalismo é o que se vê há décadas em Israel e seus vizinhos...bonito
aquilo lá. ambos os lados com a RAZÃO, e nenhum deles ganha nada! CONTUDO,
todos estão certos... bem inteligente essa opção de ser um radical! No final
das contas, não levam nada.

[]s
alex
alex 31/05/2009 07:10:56

sim, não poderei mais participar desse "debate". A todos,
"Anônimos(as)" ou não, desejo muita LUZ!

[]s
alex
Anônimo 31/05/2009 08:21:18

luz pra você também, que nao radicaliza onde e necessario e mistura fanatismo
religioso com a protecao da biodiversidade
Sugestão - Ação Judicial
Carlos Goulart 31/05/2009 17:01:07

Anamaria Serrana, o MPE e a Justiça estadual no RS são bem ruinzinhas.
Denúncias por lá podem não levar a muita coisa. O problema é que a região
dos Campos de Cima da Serra é mesmo lindíssima, só que não existe nenhum
programa de desenvolvimento sustentável que inclua a preservação dos recursos
e belezas naturais. O Pinus virou praga, enquanto as espécies nativas vão
sumindo porque o gado come e pisoteia tudo que é regeneração, inclusive de
Araucária. O pessoal da região não dá bola para a goiabeira serrana, apesar
de alguns fazerem uma cachacinha supimpa com esta fruta, que foi introduzida na
Nova Zelândia e virou sucesso comercial por lá. Mas em Ausentes preferem
plantar Pinus... Bem, há um grupo de juristas em Porto Alegre que estão
entrando na Justiça Federal com uma ação popular volumosa questionando
aspectos ambientais e urbanísticos dos megaprojetos relacionados à Copa de
2014, talvez eles tenham disponibilidade e interesse para tratar destas
questões relacionadas a biodiversidade e hidrelétricas. Caso tenhas interesse,
faça contato pelos blogs

http://poavive.wordpress.com/

http://matasnativ
as.wordpress.com/
interessante
anônimo 01/06/2009 05:19:47

... "pessoal da região não dá bola para a goiabeira serrana, apesar
de
alguns fazerem uma cachacinha supimpa com esta fruta, que foi introduzida
na
Nova Zelândia e virou sucesso comercial por lá" ...

Parece que temos
um caso de sucesso na Nova Zelandia com a introdução de uma espécie
invasora...
Anônimo 01/06/2009 06:38:36

cada caso é um caso e não é o caso da truta
caso a caso
Anônimo 01/06/2009 08:00:58

Sim, cada caso é um caso.

No caso da truta ninguém pode afirmar nada no que
diz respeito à introdução dela no rio Silveira.

Os estudos da dra Sosinski
não são conclusivos quanto aos danos ambientais que ela tenha causado no rio
Silveira. Mais estudos são necessários para provar danos reais.

Por outro
lado, como há mais de uma década as trutas habitam o rio Silveira, sem que
nenhum dano grave tenha sido verificado, cabe assim menos intolerância por
parte dos preservacionistas, uma vez que ela trouxe benefícios econômicos
concretos para a comunidade que vive lá.

A truta é considerada uma das 100
espécies mais pestilentas do planeta, mas isso é observado em habitats onde
ela tem efetiva condição de sobrevivência e reprodução, o que não está
totalmente comprovado no rio Silveira.

Não me parece aqui o caso dos
preservacionistas fincarem posição contrária a truta apenas apoiada no
principio da precaução, sob pena dele se tornar um instrumento inibidor de
qualquer iniciativa que venha a promover o desenvolvimento econômico e social
daquela região. O uso deste expediente ao extremo pode acabar por conduzi-lo
ao descrédito.

A truta, ao contrário de outros peixes, exerce uma atração
muito grande nos pescadores da modalidade flyfishing. Eles não se
movimentariam para promover a inclusão de brancas, ou outros peixes nativos no
rio Silveira, até porque estes estão à disposição em outros rios, como o
rio dos Touros, o rio Maquiné (extremamente degradado pela poluição e uso
intensivo dos solos nas suas margens), entre outros.

A truta é o peixe que faz
com que o pescador desta modalidade, seja um agente ativo na preservação do
rio Silveira e de seu entorno. Ele estará presente neste rio, e em toda sua
extensão, durante quase todas as semanas do ano, o que é um período de tempo
suficiente para verificar danos e acionar os meios legais para o controle
devido, impedindo que algo de mais grave ocorra.
A ausência de trutas no rio
Silveira afastará os pescadores daquela região, trazendo danos sérios na
economia local. E, pela falta do agente fiscalizador que ele pode exercer,
outros danos ambientais podem ocorrer por lá sem que ninguém perceba a tempo
de reverte-los.

Assim, ao invés de iniciar uma guerra entre ecologistas e
pescadores, é aconselhável que ambos os lados se unam tendo como objetivo a
pesquisa sobre o que a introdução da truta no rio Silveira pode trazer sob
vários ângulos, que não somente a questão ambiental, e nem tampouco somente
a questão econômica.

Como foi citado: “cada caso é um caso” e isso
remete a ponderações e não a radicalismos.
Anônimo 01/06/2009 08:08:20

Você obviamente é pescador ou dono de pousada ou outra atividade que lucra com
a introdução de trutas. Não vou nem discutir novamente sobre o desrespeito ao
Princípio da Precaução e falta de estudos e de impactos sobre a introdução
da truta. Amanhã ela pode se adaptar e restará chorar sobre o leite
derramando. A atividade é ILEGAL, NÃO TEM LICENCIAMENTO OU QUALQUER
AUTORIZAÇÃO DE ÓRGÃO PÚBLICO E AMEAÇA A BIODIVERSIDADE BRASILEIRA. Se a
legislação mudar, aí discute-se o caso novamente. Os municípios dos Campos
de Cima da Serra têm bem mais motivos para preservar seus rios do que o lucro
momentâneo da introdução de uma espécie exótica. A Justiça foi informada e
também o Ministério do Meio Ambiente.
Goiaba Serrana
Alaor SC 01/06/2009 10:26:52

A goiaba serrana é fruta nativa de regiões frias o Sul do Brasil e ganhou
apoio do governo para produção comercial -
http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id= 30182. Na Nova Zelândia, foi
introduzida de forma controlada e com controle do governo, bem diferente do que
ocorre com a quase totalidade das espécies exóticas invasoras no Brasil. Na
Nova Zelândia, há sucos, biscoitos, geléias, óleos, champanhe, entre outros
produtos feitos com a polpa da fruta brasileira.
bom exemplo
anônimo pró trutas 01/06/2009 11:03:24

Ola Alaor,

Essa é a questão, introdução de forma controlada. Mas para
isso é necessário dialogo entre ecologistas, governos, sociedade e, no caso
das trutas, os pescadores.

O que faz transparecer aqui é que os ecologistas
impedem qualquer diálogo baseados em fatos não comprovados, para simplesmente
impedirem qualquer tentativa de construção de um modelo economico para
Ausentes que possa ser ecologicamente viável.

Essa postura intransigente se
traduz em conflitos, em subdesenvolvimento das comunidades citadas, e pode
culminar com o apodrecimento do rio Silveira, pois retira-se dele uma
alternativa que preve a própria sobrevivência do mesmo e de seu entorno.

O
exemplo que citaste da Nova Zelandia é muito salutar para que possamos manter o
dialogo sobre as trutas em um patamar mais civilizado.
Anônimo 01/06/2009 14:28:27

exatamente, logo, quem está introduzindo truta sem controle deveria, antes de
fazê-lo, ter procurado as autoridades públicas para se informar, tentar um
licenciamento, não proceder da forma atabalhoada como ocorre.
Alternativas
anônimo pró trutas 01/06/2009 14:49:55

O inicio do processo ocorreu com apoio governamental. Na decada de 70, se não
me engano, praticamente todos os rios daquela região, incluindo SC, foram
povoados com trutas visando a implantação de um polo de turismo voltado para a
pesca esportiva.

Esta situação fez prosperar negócios que até hoje geram
emprego e renda, como o caso de Ausentes.

Interromper isso de forma radical
seria uma insanidade. Não seriamos nós pescadores que sofreriamos com isso,
mas muitos moradores de Ausentes seriam as vitimas diretas com a perda de
receita, obrigando muitas familias a se mudarem, ou então agredirem ainda mais
a natureza com praticas agricolas que lhes garantiriam algum sustento.

A dra
Sosinski apresenta alternativas para a manutenção das trutas, com a
introdução de peixes de um só sexo. Porque não trutas de um só sexo? Pois
é a truta que movimenta o pescador e não outro peixe.
Anônimo 01/06/2009 15:04:05

bom, então o negócio é política de fato consumado, assim como ocorre em
outros casos brasileiros, da invasão do pinus à consoidação dos
transgênicos. práticas erradas do ponto de vista da conservação da
biodiversidade são consolidadas pelo tempo e suposta falta de alternativas
econômicas. realmente, um mau exemplo. o Brasil vive disso, importando modelos
de desenvolvimento inadequados para sua realidade biológica. no fim das contas,
a corda sempre arrebenta do lado do meio ambiente e, em um certo futuro, nas
comunidades que viram na ilegalidade ambiental um meio de lucro por algumas
décadas. Isso tudo obviamente ocorre com a conivência, inoperância e até
apoio do poder público, que mantém a cabeça no passado e acredita estar
projetando um melhor futoro. Eu, pessoalmente, nunca mais visitarei São José
dos Ausentes ou qualquer outro município que pratique introdução de trutas e
desestimularei todo amigo ou conhecido a fazer o mesmo. Mas o turismo não deve
se preocupar, afinal, sempre haverão os pescadores.
duas observações
anônimo pró trutas 01/06/2009 17:18:02

Existem 2 pontos no seu comentário que merecem um pouco mais de reflexão de
sua parte:

O primeiro diz respeito a sua citação: "importando modelos
de
desenvolvimento inadequados para sua realidade biológica" - A realidade
biológica da região em questão é diferente das regiões do mundo onde houve
introdução de trutas.

Nos paises onde houveram danos, ja existiam trutas
nativas que foram, e estão sendo, afetadas pela O. Mykiss, justamente pela
facilidade de adaptação desta àqueles ambientes. Nas águas da nossa
região a realidade é diferente, portanto não podemos afirmar que está
havendo a importação de um modelo inadequado. O que se vislumbra é a
possibilidade de criar um modelo de desenvolvimento, controlado, sem os mesmos
danos de outros países, por ter esta região características ambientais
diferentes de outros países. Esse modelo controlado de desenvolvimento não
começa se houver intransigência e radicalismos. E, ao contrário, a não
adoção deste modelo pode fazer surgir outros modelos ainda piores para o meio
ambiente.

O segundo ponto diz respeito ao boicote em retomar a visitação de
Ausentes por você e por turistas que curtem a natureza. Isso já ocorre, o
turista que procura belos cenários vai lá uma vez e dificilmente retorna. O
acesso é difícil, as acomodações são precárias, e até porque este está
sempre em busca de novos locais para visitação. O pescador está lá em
média 5 vezes por ano, e assim o fará por muitos anos desde que tenha motivo
para tal, e em algumas delas sempre leva a família junto. Por isso o pescador
apresenta um diferencial econômico significativo para aquela região. Além
do que, a truta não destruirá os cenários, ao contrário do que as barragens
farão.
Anônimo 01/06/2009 18:49:45

Girou, girou, mas voltou ao ponto. As trutas causaram problemas e extinção de
várias espécies nativas de peixes onde se adaptaram. Provocar extinção de
espécies nativas na região, cujo número ainda nem é conhecido na totalidade,
é replicar problemas conhecidos e sim importar um modelo de desenvolvimento.
Logo, não há modelo pior que algum que traga a possibilidade de extinção de
uma ou mais espécies. Radicalismo é introduzir espécie exótica como
alternativa de desenvolvimento.

Sobre o turismo, se os pescadores estão
voltando cinco vezes ao ano, então o crime pode ser maior ainda. Se as
acomodações e demais infraestrutura ainda são precárias, prova que a
economia regional ainda não tomou corpo, mesmo com a incensada pesca.


Pesquisas sérias sobre turismo mostram que a massa de visitantes varia muito,
mas ecoturistas são fiéis e exigentes, e costumam aproveitar uma região em
maior profundidade que a maioria.

A região e o estado precisam mesmo é
assumir a grande quantidade de atividades ilegais ou descotroladas que lá
chegaram na carona das "boas intenções" e investir em modelos
realmente sustentáveis, sem desrespeito à legislação ou ameaças à
biodiversidade.

Pesca de truta pode ocorrer em suas regiões naturais ou
criadouros controlados; pinus precisa de respeito ao zoneamento e legislação;
e hidrelétricas devem ser instaladas em locais adequados e quando não houver
outra possibilidade de geração de energia.
Para que tudo isso
edemilson bandaszewski 14/07/2009 19:37:25

Diz-se que tudo que encanta logo se acaba, então para que preocupar-se com o
exotismo quando olharmos bem com olhos de cientistas estamos num minúsculo
planeta que ainda está selecionando seus moradores. Deixa o mundo rodar, seres
ir e vir, que no algum fim das contas termos algo muito interessante, primitivo
ou catastrófico, aí colocaremos a mão na cabeça e veremos que de muito pouco
sabemos, ou nada, diante desta grandiosidade que é a terra....
pragmatico 15/07/2009 21:13:52

Dizem que o homem veio da africa, e ganhou o planeta. Esse mamifero de pele
fina, por vezes negra, por vezes rosada e pelos apenas na cabeça, alterou a
paisagem, por onde passou e assim continua e sempre continuara, inexorável e
certo como morte e impostos.
Tudo que nos cerca, provem da exploração da
terra, do mineral, do vegetal e do animal e não será diferente no futuro,
queiramos ou não. As montanhas de Minas, são movidas em forma de minério de
ferro para usinas que queimam carvão e assim, transformadas e automóveis e
eletrodmesticos, sem os quais ja não sabemos viver, e com****dores, sem os
quais não estariamos aqui.
Quem pensa, que sustentabilidade ambiental é
possível, é um inocente ou nunca visitou uma mina de ferro ou
bauxita.
Transformar o deserto em jardim não é de todo ruim.
Pura desinformação
Juliana Furtado 26/09/2009 22:22:25

Tudo que li nessa matéria só me prova, mais uma vez, que muitas pessoas bem
intencionadas se envolvem em movimentos pró meio ambiente...mas infelizmente,
na ânsia por defender o ecossistema, acaba falando bobagem!!!!!
No caso da
truta em questão, só o que pude ver foi pura desinformação....
Deixem-me
esclarecer algumas coisas:
A truta foi introduzida no Brasil há 50 anos (olhar
site http://p.download.uol.com.br/jornaldecampos/guia/0
3/pdf/56-57.pdf)...
Desde então se aclimatou às nossas águas , SEM CAUSAR
DESEQUILÍBRIO...
ao longo desses 50 anos foram feitos estudos de campo provando
que a truta não se alimenta de peixes nativos, mas sim de insetos e pequenos
caranguejos, e o mais interessante é que nos rios onde ela está aclimatada,
há um maior desenvolvimento dos peixes nativos...
A truta é uma espécie
frágil, apesar de ser carnívora...ela sofre com o nosso clima, pois nossas
águas atingem temperaturas altas demais para elas durante o verão...e nesse
período muitas acabam morrendo
A truta tem dificuldades de reprodução, e seus
alevinos morrem facilmente, além de servirem de alimento para variadas
espécies...
Outra grande questão, no caso da truta, é que diferente de outros
exóticos, ela possui diversos predadores naturais, inclusive na vida adulta,
quais sejam: outros peixes, diversas aves, e lontras...
Fica muito difícil
nessas condições SER UM TERRÍVEL PREDADOR...
Caros amigos, que assim como eu
anseiam por um meio ambiente protegido, vamos nos informar!!!! Mesmo porque, se
seguirmos nessa linha de que só por ser exótica uma espécie é prejudicial,
teremos que todos nós irmos embora daqui...e levemos conosco nosso gado bovino,
ovino, equino, etc...SOMOS TODOS EXÓTICOS NESTE CONTINENTE!!!!!!!!!! deixemos
os índios com suas caças e coletas, e voltemos todos para a Europa de onde,
pelo menos em maioria, viemos...
É preciso proteger sim!!! ´mas é preciso
desenvolver...
SIM AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E INTELIGENTE...que não
penda nem muito ao dinheiro e nem muito ao ambientalismo...que encontre
EQUILÍBRIO, que o que todos nós precisamos na vida!!!!
É puro preconceito com exótico
Hélio Antunes de Souza 01/10/2009 18:21:37

ex PSou Biólogo rof. da UFSC
Mestrado em Trutas
Durante anos pesquisador e
observador da truta na natureza. Depois criador em cativeiro por estímulo do
IBAMA e dos trabalhos de pesquisas concluidos.
Para entender o peixe:
A truta
vive exclusivamente em rios de corredeiras (tributários) de águas puras e
cristalinas, não habita rios de águas calmas, pois não encontra oxigênio
para sua sobrevivência e não habita águas profundas, mas sim águas rasas,
pois ali encontra seu alimento preferido, insetos, larvas de insetos e
crustáceos, alimentando-se de peixes apenas e exclusivamente na falta dos
alimentos de sua preferência, muito provavelmente a pesquisa realizada ace
descrita acima foi de coletas em lagos ou lagoas onde a truta não encontra seu
alimento preferido. Em um dos meus trabalhos de pesquisa coletei trutas do Rio
Pelotas juntamente com uma Dra em Zoologia do Parana para estudo do conteudo
estomacal durantew 12 meses do ano e nunca encontramos um peixe no estomago das
trutas, mas somente insetos, larvas de insetos e crustáceos,
sendo este
último o alimento em peso de sua preferência. As deduções de peixes menores
em rios com trutas e rios sem trutas, provavelmente comparam habtat
completamente diferentes e aí a razão dos peixes menores, porque onde a truta
vive existem poucas opções de alimentos para os peixes nativos. Exatamente o
contrário do que está sendo afirmado aqui foi o que eu encontrei, as trutas
fazem sua desova durante o inverno, época dificil para os peixes nativos, pois
é a ova delas é um banquete espetacular para o jundiás e a sobrevivência é
minima de exemplares de trutas em desova nos rios. Outro banquete para os nosso
peixes são os alevinos de trutas, comida fácil para os peixes nativos, mas o
banquete maior é com a morte das trutas após a desova, porque uma grande parte
das repaodutoras morrem após a desova e os peixes local se fartam, também
morrem com o calor extremamente comum nos rios da Serra Gaucha que chegam a casa
dos 27 °C durante os dias mais quentes de verâo, prova disso são as mortes de
peixes nos pequenos parque de criação de São José dos Ausente e de Bom
Jesus, muito alimento paras os peixes da região. Como vocês podem ver não é
nada do dizem aí no testo, faltou senso de observação e de conhecimento dos
peixes. Cheguei a essas conclusões porque notei a presença massiva de jundiás
no Rio Pelotas, onde absolutamente não existiam esse peixes antes das trutas,
também fui informado por vários pescadores ao longo de 32 anos da truta na
região aumento de peixes nativos nos rios com maiores quantidades de trutas.
Então o vilão que vocês querem afirmar, não é exatamente isso, ela entrou
na cadeia alimentar dos peixes nativos. Quanto a soltura indiscriminada de
peixes seja qual espécie for também sou contra porque provoca desequilíbrio,
agora o que foi aprovado na primeira Conferência Nacional da Pesca foi a não
soltura de peixes alóticos em bacias que ele não existisse. Portanto em bacias
que já existem trutas não há mais como exterminar porque ela está adptada
reprodutivamente e também não deveremos impedi-la, agora em bacias em que elas
não estão não deve ser permitida sua soltura, isso é sábio. Se for olhar as
qualidades das trutas em relação as outras espécies vindas de fora nos
últimos 100 anos não há o que contestar é a melhor espécie que veio, porque
ocupa um espeço muito pequeno deste País e não sai dali, agora, as carpas,
tilápicas, black bass e etc são terríveis porque tornam-se inso, não
permitindo a sobreviv|ência de outras espécies. As tilápias tomam conta das
barragens, as carpas capins matam outros peixes para eliminar concorrência o
black come tudo o que vê pela frente e tem uma boca enorme. Poderia ficar
escrevendo durante todo o dia sobre as trutas, mas prefiro cocluir agora dizendo
não façam julgamentos equivocados para não condenar o que vocês houve apenas
falar, primeiro pesquisem a fundo e procurem não seguir pelas informações
distorcidas da realidade e para encerrar mesmo uma ves eu estava na beira do Rio
Pelotas observadndo os peixes e de repente um cardume de lambaris nadando no
pequeno poço e junto com eles no mesmo cardume sem agredi-los duas trutas bem
maiores que poderiam exterminar com o bando, mas enquanto consegui acompanhar
era como se as trutas fssoem mebros daquela espécie. Esse é o mostro predador
que vocês dizem. Se precisar de provas do que vos falo é só me procurar.
Hélio Antunes de Souza
Anônimo 01/10/2009 18:28:39

ha ha ha ha ha ha numerologia biológica, essa é boa, nesse monte de bla bla
bla, fico com a lei, que proibe soltura, por motivos obvios da ameaça que traz
as especies nativas, depois qeu exterminarem tudo nqueles rios, vem um desses
especialistas dizer que faltou estudo e o crlo
anonimo
Juliano Wagner fala com ANON 02/10/2009 19:07:24

se vc nem mesmo fala seu nome,põe e-mail ou telefone, vc não pode nem opinar
meu caro. a lei foi feita tbm para seres como vc. que faltam caráter e coragem.

não sabe o que fala, não sabe onde vive, não sabe o que come.
homogeneização da fauna
Vitule 23/12/2009 16:00:02

absurdos Á parte QUEM PERDE É A BIODIVERSIDADE E O PALNETA!

AS INTRODUZIDAS
PROSPERAM E AS NATIVAS MORREM E SÃO EXTIRPADA SEM SE QUER SEREM
CONHECIDAS!

VIVA A IGNORÂNORANCIA! E FALTA DE BOM SENSO!
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