Centenas de golfinhos-rotadores, aqueles que giram em torno do próprio eixo quando saltam fora d´água, visitam o Arquipélago de Fernando de Noronha diariamente em busca de um local tranqüilo para descansar, se proteger e reproduzir. Na estação chuvosa, que dura cerca de cinco meses, o local fica ainda mais interessante. É nesta época que os animais têm seus filhotes e, por isso, a incidência de recém-nascidos é maior.
A paz tão procurada pela espécie, entretanto, está cada vez mais distante. Isso porque empresas e turistas interessados na observação da espécie não medem esforços para chegar cada vez mais perto dos grupos de cetáceos. Para eles, isso pode ser fatal.
Há 18 anos, o Projeto Golfinho Rotador – hoje executado pelo Centro Golfinho Rotador e pelo Centro de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes (ICMBio) – busca reduzir a mortandade da espécie por meio de educação ambiental, ações de conscientização, pesquisas e proposição de medidas de conservação junto aos órgãos de decisão do governo. É certo que muito já foi alcançado, e um exemplo disso é o fato de que a mesma quantidade de animais que era avistada em 1990 pode ser observada atualmente.
No entanto, as pressões sobre a espécie até hoje não foram totalmente solucionadas e, por isso, ações de preservação são tão importantes. Adoção de cotas de barcos, que podem chegar até perto do arquipélago, e fiscalização mais acirrada estão entre as ações propostas pelo projeto sediado em Noronha.
Leia também
No final, deu certo!
A história da criação da Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba. →
Pesquisadores registram orquídea inédita no litoral do Paraná
Espécie é endêmica da Mata Atlântica, mas antes só fora vista na região sudeste do país; Exemplar foi encontrado no Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange →
Seis lições da COP30 para 2026
Entre todas as conferências que acompanhei, nenhuma se aproximou do que vimos em Belém no que diz respeito à participação da sociedade. A cidade respirou e transpirou COP30 →






