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A centena de desmatadores, com indivíduos, fazendeiros e empresas, acumula R$ 751 milhões em multas pelo desmate de 5.200 Km2 nos últimos quatro anos, aponta o MMA. A área desflorestada é quase do tamanho do Distrito Federal. Desde 1988, quando começou o monitoramento pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a Amazônia perdeu quase 360 mil Km2 de verde.
A grande maioria dos infratores se localiza entre o norte do Mato Grosso e sul do Pará. O restante está em Rondônia, Amazonas, Acre Roraima. Na lista, o empresário Léo Andrade Gomes vem logo após os seis assentamentos do Incra, com 12,5 mil hectares desmatados no município de Santa Maria das Barreiras, no Pará.
Consultado informações na página do Ibama e no cadastro de pessoas físicas da Receita Federal, vê-se que Gomes reside no Maranhão e que seu CPF está "pendente de regularização".Ou seja, não vem declarando seu Imposto de Renda.
Derrubadas em alta
Nesta segunda também foi anunciada a nova estimativa para as perdas florestais da Amazônia. Segundo o Deter, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que vê derrubadas com mais de 25 hectares, o bioma perdeu mais 756 Km2 em agosto. A taxa é mais do que o dobro da registrada em julho, quando 323 Km2 foram desflorestados. O Pará dispara no uso das motosserras, com 435 Km2 (quase 60%).
Logo atrás vem Mato Grosso, com 229 Km2 (cerca de 30%). Apesar de figurar na segunda posição no último boletim governista, o estado é líder absoluto quando observados os 5.681 Km2 acumulados pelos registros do Deter desde janeiro. Nessa conta, Mato Grosso responde por 3.030 Km2 (quase 55%), seguido pelo Pará (1.553 Km2), Roraima (470 Km2) e Rondônia (240 Km2).
Entre janeiro e agosto deste ano, nos 36 municípios que mais devoram a floresta na Amazônia, propriedades ruraislideram o desmate (1.389 Km2), seguidas pelos assentamentos do Incra (374 Km2), terras indígenas (172 Km2), unidades de conservação federais de uso sustentável (89 Km2) e de proteção integral (8 Km2). Os números também são do Deter.
Confira aqui imagens de satélite do desmatamento registrado em agosto.
Carlos Minc jogou a conta da retomada do desmate no período eleitoral, que historicamente puxa para cima as taxas de destruição, ao incremento da pecuária no Pará, grilagem de terras, desrespeito à legislação e até ao atraso na compra de veículos para fiscalização. Na coletânea de promessas, fora as requentadas, anunciou a criação de uma força federal de combate ao desmatamento. Deve ser montada com 3 mil oficiais com capacidade para ação rápida em todos os biomas. O ministro exibiu uma dupla deles aos jornalistas durante coletiva de impresa, devidamente armados e fardados.
A idéia é realizar concurso em janeiro de 2009 para preencher a maioria dessas vagas. Os servidores poderão dar maior autonomia às ações de “comando e controle”, sem relegar o apoio da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Outra medida proclamada por Minc foi a chegada de 6 milhões de Euros (pouco mais de R$ 16 milhões) para a implementação do chamado Distrito Florestal Sustentável na região da BR-163 (Cuiabá-Santarém). Nos próximos dias, uma nova operação no estilo boi pirata deve acontecer, em Rondônia.