Das etnias e do povo brasileiro PDF Imprimir E-mail
10/03/2009, 07:00
Nosce te ipsum (Conhece a ti mesmo)

Embora não seja santo de minha devoção, o falecido general Golbery do Couto e Silva dizia que o Brasil era um país que vivia entre ciclos de sístoles e diástoles, ou seja, aberturas e fechamentos, democracia e ditadura. Hoje, estamos em plena diástole. Um dos elementos mais característicos da atual diástole é a chamada autodefinição étnica. O tema que, anteriormente, estava restrito aos foros especializados de antropologia, hoje é um must em qualquer reunião social ou página econômica dos jornais diários.  

E a Constituição Brasileira é a responsável por ter trazido o assunto para a ordem do dia. Explico-me. O artigo 231 de nossa Lei Fundamental que trata dos índios não define quem deve ser considerado índio, no que faz muito bem, deve ser consignado. As definições raciais oficiais já geraram muitas lágrimas para que persistamos no erro. Eu mesmo sou índio. Há alguns anos atrás tive a satisfação de defender a etnia Xerente em um processo judicial e os índios, agradecidos, passaram a me considerar como um deles, o que para mim é motivo de grande orgulho.

Um outro elemento constitucional que traz à baila a questão da autodefinição é o artigo 68 do ato das disposições constitucionais transitórias que assegura a terra para os remanescentes de quilombos.  O assunto já foi aqui tratado em relação a um quilombo que fora reconhecido na aprazível Lagoa Rodrigo de Freitas na cidade do Rio de Janeiro.  Alguém me segredou que estava finalizando uma reivindicação de terras no Arpoador, recanto não menos aprazível de nossa cidade. Contudo, o tema do artigo é a autodefinição e não a localização, por mais privilegiada que seja, das diferentes etnias que formam o povo brasileiro.

A autodefinição é um critério que foi incorporado ao direito brasileiro pelo Decreto nº 5.051, de 19 de abril de 2004, que “promulga a Convenção no 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT sobre Povos Indígenas e Tribais“.  Portanto, a simples leitura da ementa do decreto é suficiente para nos indicar que a norma é específica e tem como destinatários os “povos indígenas e tribais”. Porém, povos indígenas e tribais não é um conceito suficientemente claro para que se possa utilizá-lo no mundo legal que, como toda área do conhecimento humano, precisa trabalhar com algumas bases estáveis para que seja operacional, mesmo que se deva reconhecer a relevância dos chamados conceitos jurídicos indeterminados que são estabelecidos em uma base casuísitica. Todavia, é importante relembrar que Direito que não se faça aplicável e operacional é mera declaração de intenções, especialmente quando se trata de norma de direito internacional como é o caso das Convenções.  

Ciente da necessidade de definir o campo de aplicabilidade da Convenção, as partes signatárias, inclusive o Brasil, estabeleceram que: “Artigo 1o 1. A presente convenção aplica-se: a) aos povos tribais em países independentes, cujas condições sociais, culturais e econômicas os distingam de outros setores da coletividade nacional, e que estejam regidos, total ou parcialmente, por seus próprios costumes ou tradições ou por legislação especial; b) aos povos em países independentes, considerados indígenas pelo fato de descenderem de populações que habitavam o país ou uma região geográfica pertencente ao país na época da conquista ou da colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras estatais e que, seja qual for sua situação jurídica, conservam todas as suas próprias instituições sociais, econômicas, culturais e políticas, ou parte delas. 2. A consciência de sua identidade indígena ou tribal deverá ser considerada como critério fundamental para determinar os grupos aos que se aplicam as disposições da presente Convenção”.

O número 2 acima é o que tem sido apontado como a base da autodefinição, pois segundo leitura à vol d’oiseau (a vôo de pássaro, em tradução livre), bastaria que alguém se considerasse indígena para que o reconhecimento viesse automaticamente. Ora, se assim fosse não haveria a necessidade do número 1 do artigo 1º. O decreto estabeleceu algumas condições objetivas – e não são “raciais” – que devem estar presentes, no caso concreto, e que serão complementadas pela subjetividade da comunidade. Fosse o critério meramente subjetivo qualquer um que se autodeclarasse índio teria direito a um torrão. Sonho legítimo de qualquer um, mas legalmente impossível, pelo menos no atual quadro jurídico. Do âmbito específico da legislação indigenista, o conceito de autodefinição migrou para o também explosivo tema dos quilombos e quilombolas, conforme se pode ver do artigo 2º do decreto nº 4.887/03 :

”Art. 2o  Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste Decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida. `PAR` 1o  Para os fins deste Decreto, a caracterização dos remanescentes das comunidades dos quilombos será atestada mediante autodefinição da própria comunidade. `PAR` 2o  São terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos as utilizadas para a garantia de sua reprodução física, social, econômica e cultural. `PAR` 3o  Para a medição e demarcação das terras, serão levados em consideração critérios de territorialidade indicados pelos remanescentes das comunidades dos quilombos, sendo facultado à comunidade interessada apresentar as peças técnicas para a instrução procedimental.”

Importante observar que o decreto “regulamentou” a própria Constituição, o que me parece além dos já inúmeros poderes e prerrogativas desfrutados pelo Chefe do Executivo federal, e, neste particular, padece de grave vício jurídico que deverá ser confirmado ou não pelo Supremo Tribunal Federal após julgar Ação Direta de Inconstitucionalidade que por lá tramita desde 2003.

Admitindo-se a hipótese de que o decreto acima mencionado seja invalidado pela nossa Corte Constitucional, seguramente teremos uma situação extremamente grave e que terá sido gerada, não pela decisão judicial, mas por uma tentativa apressada do Executivo de resolver uma questão que depende de lei, pela fácil via da “regulamentação”, como costuma ocorrer em casos assemelhados. Milhares de pessoas depositaram suas esperanças no reconhecimento de remanescentes de quilombos que, apregoados pelo governo como legais não tiveram validação perante o Poder Judiciário.  Qualquer decisão que venha a ser tomada pelo STF terá uma repercussão muito grande na vida de muitos brasileiros e no reconhecimento de seus direitos fundamentais.

Ao Executivo restou a posição mais fácil, pois se a sua estratégia quilombola for derrotada nos tribunais, dirá que o Judiciário é conservador e racista e que só favorece os poderosos. Há, portanto, um sutil constrangimento à Toga. Caso ela seja vitoriosa, diminui-se o espaço da matéria reservada à lei e a sociedade toda perde, avançando o arbítrio. De qualquer forma, perseverou-se na tradição brasileira de manter o povo “bestializado” e à margem.
Comentários
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Golbery do Couto e Silva
Ernesto 10/03/2009 09:12:28

E por falar no General Golbery do Couto e Silva, santo de minha devoção e de
muitas outras pessoas dignas desse Brasil, seria muito interessante ao senhor
conhecer o valioso acervo literário dele,tutelado pela Universidade Candido
Mendes.

SANTO SUBITO!
Paulo Bessa 10/03/2009 10:31:09

Era um reconhecido bibliófilo. Li Geopolítica do Brasil e achei um pouco fora
de moda. Pena que na época dele, não pudessemos travar um debate como o que
ora travamos.
Sobre hoje e ontem.
Ernesto 10/03/2009 18:34:55

Pois é, se o senhor achou fora de moda ler o " Geopolítica do Brasil
", então vai considerar "démoder" ler " O tiro de
Morteiro", de autoria do General. Aliás, Dr. Paulo, sinceramente, eu não
sei dizer qual é o grande "must" do momento. Se o senhor sabe por favor
me diga. Antigamente - na
época do General Golbery - valorizávamos aqui no
Brasil, princípios e valores éticos/ morais com a disposição de um jovem
cheio de sonhos, ao encarar a vida pela primeira vez. O mundo atual reduziu
nossos grandes ideais a pequenos interesses consumistas. O patriotismo, por
exemplo, significava palavra de ordem para os brasileiros daquela época.

Curiosamente, não havia naqueles tempos mecanismos milagrosos para que esses
sentimentos nacionalistas pudessem aflorar. Hoje, mesmo com a nossa insigne
Ordem Constitucional,
engenhosamente articulada, para efetivar e dar
juridicidade a esses preceitos, muito pouco ou quase
nada se consegue nessa
direção. Perdemos até a dignidade diante dos nossos pequenos afazeres
do
cotidiano. Entendo que esse fenômeno está intimamente relacionado com o
sentimento de
DESAPEGO, amplamente difundido internacionalmente pelo
capitalismo neoliberal. Afinal de contas, o
sitema democrático que interessa
aos representantes do capitalismo neoliberal, está intimamente
relacionado com
a perda de certos valores. Não advogo contra a ideologia capitalista, muito
pelo
contrário, acredito nela. Todavia, não posso creditar seriedade a um
regime democrático forjado,manipulador, que induz as pessoas a assumirem esse
tal DESAPEGO como algo inovador. O fim da
guerra -fria contribuiu muito para
que todos esses esforços fossem concetrados nesse objetivo,infelizmente.

Perceba, Dr. Paulo, o nível de desmoralização por que passam certas
instituições ditas "conservadoras". A igreja católica, por exemplo,
vem sendo permanentemente afrontada e
desmoralizada pelo capitalismo
neoliberal, mediante a promoção do homossexualismo a nível
internacional.
Questões como o aborto e os métodos anticonceptivos, são lançadas
abertamente e de
forma irresponsável, induzindo a humanidade a confrontar com
os dogmas cristãos. Pasme, Dr. Paulo,
o próprio Jesus Cristo, já foi alvo
dessa urdidura neoliberal, mediante insinuações sobre a
integridade sexual do
mesmo ( vide Código da Vinci). Outras religiões como o islamismo, por

exemplo, enfrentam no mesmo diapasão toda essa brutalidade que tem como
único objetivo,
desencadear o tal sentimento do DESAPEGO. A Família, outra
instituição considerada conservadora,
responsável por um papel preponderante
na formação individual de um cidadão, torna-se também cada vez mais
desmoralizada por essa nova ordem neoliberal. Acompanhamos quase todos os dias
no noticiário, verdadeiros espetáculos de horror, onde pais matam filhos e
vice-versa, drogas destruindo gerações de jovens e lares sendo destruídos.
E mais, as nossas Forças Armadas, que pelo múnus institucional que exercem,
na defesa da nação e da soberania, são cada vez mais
relegadas a um plano
inferior. Tal objetivo visa enfraquecer nossa capacidade de proteção
e
doutrinação nacionalista. A palavra de ordem hoje, Dr. Paulo, é DESAPEGO.
Acredito que a mídia poderia
exercer um papel importantíssimo diante desse
cenário, orientando a sociedade sobre todas essas
investidas neoliberais,
entretanto, ela está a serviço do próprio neoliberalismo. Aqui no Brasil,
as
organizações GLOBO funcionam como principais porta-vozes desse meio
dissimulado. Reservam-se
a difundir a DEMOCRACIA como algo único, como algo
acima do bem e do mal, como se nada pudesse
ser mais puro do que ela.
"Esquecem" de comunicar à sociedade que o modelo democrático
ora
predominante, tem como objetivo maior oferecer a melhor atmosfera possível
aos interesses capitalistas. O objetivo desse modelo democrático foi concebido
para o CAPITALISMO E NÃO PARA O POVO.
Não sou contra a democracia, Dr.
Paulo, sou contra certos modelos de democracia que simulam suas verdadeiras
intenções. Vendem ilusões sobre desenvolvimento, atiçam a competição
selvagem que
dissemina a luta de classes e o ódio entre as pessoas. Um dos
principais argumentos neoliberais,
residiam na afirmativa de que o poder
público para nada servia. Para eles, o poder público deveria cuidar apenas da
educação, segurança e saúde.

Conseguiram fazer valer a ideia do
"elefante branco estatal" por muitos anos, todavia, hoje, estão com o
"pires nas mãos", pedindo dinheiro ao poder
público para tentarem
sobreviver à moda deles mesmos. O regime militar no Brasil, foi muito criticado
por ter procurado o FMI no intuito de honrar compromissos da nação brasileira,
mas, a grande pergunta é a
seguinte:
O que é pior, procurar o FMI ou
entregar divisas do erário obtidas com o suor do povo aos aventureiros
neoliberais que nada oferecem à sociedade?
Por fim, Dr. Paulo, gostaria que
pessoas como o senhor, esclarecidas e de vasta cultura, não
amaldiçoassem
outras pessoas que preservam a memória de brasileiros corajosos, que tentaram
conduzir a nação brasileira de forma civilizada. Acredito que discutir o
mérito
sobre antagonismos do passado ( comunismo x capitalismo), não nos cabe
mais por perda do objeto.
E não se esqueça, Dr. Paulo, antes do senhor
nascer, o General Golbery do Couto e Silva já era um
grande
literato.
Saudações.

P.S. Peço desculpas por ivadir o tema abordado com
outro assunto , mas, por força da citação ao General Golbery, senti
necessidade de discorrer sobre democracia neoliberal.
Quilombo
Leo Nascimento 11/03/2009 09:30:07

Talvez eu seja o unico QUILOMBO do PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA.Favor não
confudir com meus amigos Puris.Em tempo-quem entendia de Golbery era o Gaulber
Rocha e quem entende de Gaulber ,sim Marcelo Madureira ou outro casseta ,não
sei ou sei.O artigo do Bessa não tem nada haver com o Golbery e sim etnias.
Valeu Zumbi !
Ernesto 11/03/2009 10:17:07

Caro, Leo Nascimento, legítimo representante do povo QUIBUNDA, peço desculpas
pela intromissão no artigo do Bessa.Realmente o General Golbery nada tem "
a ver" com etnias.
Digo a você apenas o seguinte: Mesmo sendo o que és,
lembre-se que sobretudo tu és um brasileiro.
Eu sinto muito orgulho disso!

Saudações.
Réplia
Paulo Bessa 11/03/2009 13:57:08

o ECO é isto mesmo: Debate e circulação de idéias. O que gostaria de chamar
a atenção é que precisamos ter um justo termo para que não voltemos ao tempo
da sístoles. A democracia é, na minha opinião, um péssimo regime, ocorre
que os demais são PIORES.
Por amor ao debate
Fabiana 11/03/2009 14:15:03

Utilizando as palavras de Churchill: "Ninguém pretende que a democracia
seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de
governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em
tempos".
Cuidem da Democracia do Povo.
Ernesto 11/03/2009 17:26:27

Celso Antônio Bandeira de Mello, festejado jurista, grande doutrinador de
Direito Administrativo, costuma dizer que existem dois princípios basilares na
administração pública:

1) Supremacia do interesse público sobre o
privado;
2) Indisponibilidade, pela administração, dos interesses
públicos.

No mundo dos fatos, e não no da teoria, gostaria que alguma
alguma alma brilhante, apresentasse elementos no sentido de comprovar que tais
princípios são efetivamente cumpridos atualmente. Eu digo que não são.


Fico entristecido, ao observar que pessoas de cultura elevada, desvinculadas de
interesses menores, procuram debater assuntos da mais alta gravidade, citando
frases surradas e totalmente desvinculadas com a realidade contemporânea.


Sir Winston Churchill, evidentemente, citou a celebre frase sobre democracia, em
um momento histórico muito diferente do que vivemos hoje.

Certamente, ele
deveria estar mandando um recado à tirania nazista , ou muito provavelmente,
alfinetando a legião de comunistas que pairavam naqueles
tempos, como
verdadeiras ameaças ao regime democrático.

Naquele tempo, os inimigos da
democracia eram nações, possuiam ideologias antidemocráticas explícitas, por
mais absurdas que elas fossem.

Os inimigos da democracia naquela quadra do
século XX, abominavam as práticas democráticas e procuravam defender suas
ideias de outras formas.

Não tenho dúvida de que Sir Winston Churchill se
referia a esses elementos.

O inimigo da democracia de hoje, senhores, age de
forma muito diferente. Ele sobrevive às custas da democracia, ele ama a
democracia, e se utiliza dela para auferir lucros estratosféricos.

O
inimigo de hoje, é nosso vizinho, mora na nossa rua, cultua ideias
democráticas e procura difundi-las em interesse próprio.

O capitalismo
neoliberal, nosso inimigo, sobrevive no ambiente da liberdade absoluta, ganha
dinheiro através dela, e vende ao povo noções erradas sobre suas verdadeiras
intenções. O neoliberalismo, nosso inimigo, abomina ditadura mas ama a
liberdade.

Percebo que as pessoas andam tão entorpecidas com o fenômeno
democrático, e vivem tão carentes nos seus próprios mundos consumistas, que
nem se dão conta da fragilidade do momento.

O nosso inimigo, encontra
terreno fértil exatamente aí, nessa carência. Ele se apresenta de forma
exuberante,exibindo luzes e cores, deslumbramentos, vida fácil, recheada de
muita liberdade.

Minha intenção não é combater a democracia, muito pelo
contrário, minha intenção é defendê-la,exibindo aos senhores algumas
características do inimigo atual da humanidade.

É lamentável que a
maioria das autoridades brasileiras, muito bem remuneradas e constituídas para
defender os interesses da sociedade, finjam desconhecer todas essas nuances.


Ou melhor dizendo, fingem que nada acontece, para poupar trabalho e para não se
indispor perante a facção neoliberal.

Fico aqui imaginando como seria a
reedição daquela passeata dos anos sessenta, da FAMÍLIA COM DEUS PELA
LIBERDADE, sendo realizada em pleno século XXI, só que às avessas.

Sim,
porque naquele tempo o inimigo nacional era o comunismo, o de hoje é o
neoliberalismo. O comunismo se opunha à democracia, às liberdades individuais.


Já o neoliberalismo, nosso atual inimigo, utiliza a própria democracia em
detrimento do povo, da sociedade. É lamentável imaginar isso, chega a ser
bizarro.

A democracia que eu defendo é aquela que protege os interesses
nacionais, protege os legítimos interesses da coletividade, em detrimento dos
interesses privados.

É assim que deveria ser, segundo os ensinamentos do
ilustre jurista, Celso Antônio Bandeira de Mello, é assim que eu
aprendi.

Espero que dessa vez eu tenha sido compreendido na minha
exposição, tenho fé de que em algum momento a máscara possa cair e que a
nossa sociedade possa viver em paz, bem longe desses abutres.

Senhores, por
favor, abram seus olhos, o inimigo atual da humanidade é muito poderoso e não
costuma brincar em serviço.

Saudações.
Xará do Grande Che Guevara
Anna 12/03/2009 08:58:59

Como dizia nosso conhecido Che Guevara:

"Não quero nunca renunciar à
liberdade deliciosa de me enganar".
Camaradas!
Ernesto 12/03/2009 09:54:19

Exatamente, Che Guevara também disse:

“Vale milhões de vezes mais a vida
de um único ser humano do que todas as propriedades do homem mais rico da
terra.”

No entanto, desde 1959, até hoje, foram executadas na ilha mais de
17 mil pessoas. Ou seja, ele adorava se enganar, como também enganar os outros.
Não vou discutir o mérito sobre comunismo por pura perda do
objeto.

Saudações.
Achei otimo
Aqueline 09/05/2009 10:56:57

Essa etinia do povo brasileiro e muito interessante e legal, adorei! quem for o
escritor , e muito inteligente!
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