![]() |
O Ministério do Meio Ambiente oficializou na última sexta-feira (09) a aquisição de imagens de satélite em alta resolução que serão utilizadas como base de informação para o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Mais de 5 milhões de imóveis rurais serão cadastrados através desse banco de imagens, cujo custo foi de 28,9 milhões de reais.
O georreferenciamento é uma exigência do novo Código Florestal e serve como base para a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Pela nova lei, todos os produtores terão que aderir ao CAR e a nova ferramenta fará parte desse processo.
“Com esse sistema de imagens, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ganha força”, disse a ministra Izabella Teixeira. ““O governo está fazendo uma opção pelo caminho tecnológico ao adquirir uma ferramenta que nenhum órgão brasileiro possui, capaz de identificar toda a área de cobertura e vegetação do país em uma distância de cinco metros”.
A empresa paulista Santiago e Cintra Consultoria, responsável pelo uso do satélite, terá um prazo de 10 dias para apresentar 60% das imagens contratadas. O restante do material será entregue no final do ano. Todas as imagens correspondem ao ano de 2011 e cobrem 8,4 milhões de km², o equivalente à cobertura de praticamente todo o território brasileiro.
A aproximação de até 5 metros possibilita a identificação georreferenciada dos imóveis rurais, áreas de preservação permanente, reserva legal, remanescentes florestais e nascentes de rios. Também será possível identificar e quantificar áreas de desmatamento da vegetação nativa para aplicação no Programa de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite e obter índices de vegetação e identificação das diferentes espécies vegetais para quantificação das emissões de carbono por antropização (interferência do homem) da cobertura vegetal.
“Começaremos 2013 com 100% do retrato da cobertura de área brasileira”, disse Francisco Gaetani, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente. Além do MMA, os estados e autarquias, como o Ibama e a agência Nacional das Água e as secretarias estaduais e municipais de meio ambiente também poderão utilizar as imagens.
Leia também
Mariana e o colapso da pesca artesanal
Enquanto pescadores enfrentavam anos de incertezas, as condições ambientais, sanitárias e produtivas necessárias para retomar a atividade não foram restabelecidas no ritmo esperado →
Chuvas extremas atingem Minas em áreas já classificadas como de alto risco, segundo SGB
Mapas oficiais já apontavam milhares de áreas vulneráveis no estado, enquanto cortes na prevenção ampliaram os impactos das chuvas extremas →
Mesmo com seguidas tragédias, ocupação de encostas cresce no litoral de SP
Expansão urbana em encostas com alto risco de deslizamentos aumentou cerca de 50% em uma década, mostram dados do MapBiomas →





