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Ameaçados: mobilização em favor do povo Suruí

Através de petição online, campanha internacional divulga situação vivida pelo povo Paiter-Suruí, ameaçados de morte por madeireiros.

Redação ((o))eco ·
7 de agosto de 2012 · 14 anos atrás
Suruís são reconhecidos internacionalmente por criar mecanismos financeiros de REDD e vender créditos de carbono. (Foto: Divulgação Metareilá/Povo Paiter-Surui)
Suruís são reconhecidos internacionalmente por criar mecanismos financeiros de REDD e vender créditos de carbono. (Foto: Divulgação Metareilá/Povo Paiter-Surui)

 
Carta aberta, matérias na imprensa, mobilização nas redes sociais. Tudo já foi feito, sem sucesso, para tentar pressionar o governo federal a proteger o povo Paiter-Suruí e seu líder, o cacique Almir Suruí, ameaçado de morte por denunciar desmatamento ilegal dentro das terras indígenas. Por isso, a Ong internacional Avaaz lançou uma petição online para “potencializar a mobilização pública contra a situação caótica que ocorre agora na Terra Indígena Sete de Setembro”.
 
Os Suruís se notabilizaram por projetos para manter a floresta em pé, como a venda de carbono, com a qual pretendem gerar renda para preservar seu modo de vida.  A prevenção e controle do desmatamento na terra Sete de Setembro incomodam os madereiros locais. As ameaças de morte atribuídas a eles acontecem desde 2003, mas se intensificaram nos últimos meses.
 

Após o recolhimento das assinaturas, a petição será entregue ao Ministro da Justiça,  José Eduardo Cardozo; à presidente da Funai, Marta do Amaral Azevedo e a Diretoria Geral da Polícia Federal.

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