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No entanto, é a primeira vez que os cientistas obtém uma visão tão detalhada desse fenômeno. A Nasa divulgou imagens feitas pelo radar Cloudsat e criou um quadro comparando com as imagens de modelos computacionais. O radar descortinou a estrutura das nuvens e da faixa de precipitação, possibilitando aos pesquisadores visualizar o comportamento das frentes e, assim, melhorar sua capacidade de previsão.
O par de imagens da esquerda mostra o comportamento da frente fria. Da esquerda para a direita, há deslocamento de uma massa de ar frio em direção a uma massa de ar quente. O ar frio, mais denso, empurra o ar quente para cima, formando uma rampa abrupta (linha branca) e uma área de mau tempo mais estreita do que na frente quente. A ascendência do ar quente e úmido proporciona a formação de nuves do tipo cumulonimbus, que resultam em pancadas de chuva, de moderada a forte, além de trovoadas. Quando a massa de ar é seca, a tempestade gera apenas ventos fortes.
As duas imagens da direita, correspondem a uma frente quente. Nesse caso, a massa de ar quente está avançando, da esquerda para a direita, em direção ao ar frio. Como o ar quente é menos denso, a frente eleva-se gradualmente sobre a massa de ar frio, formando uma rampa de menor inclinação (linha branca). Sua área de mau tempo é, assim, mais extensa que a da frente fria, mas menos rigorosa. A nebulosidade formada, do tipo cirrus e stratus, ocasiona chuvas leves, do tipo garoa, contínua ou intermitente.
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