Na última quarta (14), a ciclista Márcia Regina de Andrade Padro, ativista do movimento em prol do uso de bicicletas na capital, morreu atropelada por um ônibus na Avenida Paulista. Nos dias que se seguiram a sua morte, protestos foram feitos contra a “falta de respeito” de motoristas e contra a negligência do poder público em relação a eles. Na metrópole, ninguém respeita a distância mínima de 1,5 metro entre veículos e bicicletas, determinada pelo Código de Transito Brasileiro. A multa para a infração é de 85 reais. Entre dezembro de 2007 e novembro do ano passado, apenas uma pessoa foi autuada na cidade com base nessa resolução, segundo pesquisa da Gerência de Suporte à Fiscalização da Companhia de Engenharia e Tráfego. Assim, quem se sentirá estimulado a deixar o carro na garagem e aderir às magrelas? A qualidade do ar paulistano continua cada vez pior.

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